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Liturgia diária

Terça-feira da 4ª semana da Páscoa

Terça-Feira, 23 De Abril Cor litúrgica: Branco

11,19-26.

19 Naqueles dias, os irmãos que se tinham dispersado, devido à perseguição desencadeada pelo caso de Estêvão, caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia. Mas anunciavam a palavra apenas aos judeus.
20 Houve, contudo, entre eles alguns homens de Chipre e de Cirene que, ao chegarem a Antioquia, começaram a falar também aos gregos, anunciando-lhes o Senhor Jesus.
21 A mão do Senhor estava com eles e foi grande o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor.
22 A notícia chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém e mandaram Barnabé a Antioquia.
23 Quando este chegou e viu a ação da graça de Deus, encheu-se de alegria e exortou a todos a que se conservassem fiéis ao Senhor, de coração sincero;
24 era realmente um homem bom e cheio do Espírito Santo e de fé. Assim, uma grande multidão aderiu ao Senhor.
25 Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo
26 e, tendo-o encontrado, trouxe-o para Antioquia. Passaram juntos nesta Igreja um ano inteiro e ensinaram muita gente. Foi em Antioquia que, pela primeira vez, se deu aos discípulos o nome de «cristãos».

87(86),1-3.4-5.6-7.

R/ O Senhor está connosco.

1 O Senhor ama a cidade,
por Ele fundada sobre os montes santos;
2 ama as portas de Sião
mais que todas as moradas de Jacob.
3 Grandes coisas se dizem de ti, ó cidade de Deus.

4 Contarei o Egito e a Babilónia
entre os meus adoradores;
a Filisteia, Tiro e a Etiópia, uns e outros ali nasceram.
5 E dir-se-á em Sião: «Todos lá nasceram,
o próprio Altíssimo a consolidou».

6 O Senhor escreverá no registo dos povos:
«Este nasceu em Sião».
7 E irão dançando e cantando:
«Todas as minhas fontes estão em ti».

10,22-30.

22 Naquele tempo, celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação do Templo. Era inverno
23 e Jesus passeava no Templo, sob o Pórtico de Salomão.
24 Então, os judeus rodearam-no e disseram: «Até quando nos vais trazer em suspenso? Se és o Messias, diz-nos claramente».
25 Jesus respondeu-lhes: «Já vo-lo disse, mas não acreditais. As obras que Eu faço em nome de meu Pai dão testemunho de Mim.
26 Mas vós não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas.
27 As minhas ovelhas escutam a minha voz: Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me.
28 Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.
29 Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todos, e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai.
30 Eu e o Pai somos um só».

Comentário ao Evangelho

«Eu e o Pai somos Um»

A fé católica é esta : que veneremos um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, não confundindo as Pessoas, nem dividindo a substância. Porque uma é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, e outra a do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai e do Filho e do Espírito Santo, igual a sua glória e coeterna a sua majestade. Tal como é o Pai, assim é o Filho e assim o Espírito Santo; incriado é o Pai, incriado é o Filho, incriado é o Espírito Santo. [...] O Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus; contudo, não são três deuses, mas um só Deus. [...]

A fé verdadeira consiste em que acreditemos e confessemos que Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem. É Deus, gerado da substância do Pai, antes do início dos tempos; é homem, nascido da substância de sua Mãe no tempo. Perfeito Deus e perfeito homem, que subsiste com alma racional e carne humana, igual ao Pai segundo a divindade, menor que o Pai segundo a humanidade. E embora seja Deus e homem, Cristo é um só e não dois; um só, não pela conversão da divindade no corpo humano, mas pela assunção da humanidade em Deus. Absolutamente uno, não por confusão das substâncias, mas pela unidade da Pessoa. Pois assim como a alma racional e o corpo constituem um só homem, assim também Deus e homem constituem um só Cristo. O qual padeceu pela nossa salvação, desceu à mansão dos mortos e ao terceiro dia ressuscitou. Subiu aos céus e está sentado à direita de Deus Pai omnipotente, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.

Símbolo «Quicumque» atribuído a Santo Atanásio (entre 430 e 500) Símbolo «Quicumque»

Santo do Dia