Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Terça-feira da 2ª semana da Páscoa

Terça-Feira, 9 De Abril Cor litúrgica: Branco

4,32-37.

32 A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma; ninguém considerava seu o que lhe pertencia, mas tudo entre eles era comum.
33 Os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus com grande poder e gozavam todos de muita simpatia.
34 Não havia entre eles qualquer necessitado, porque todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas e traziam o produto das vendas,
35 que depunham aos pés dos apóstolos, e distribuía-se então a cada um conforme a sua necessidade.
36 José, um levita natural de Chipre, a quem os apóstolos chamaram Barnabé, que quer dizer «filho da consolação»,
37 possuía um campo. Vendeu-o e trouxe o dinheiro, que depositou aos pés dos apóstolos.

93(92),1ab.1c-2.5.

R/ O Senhor é rei no seu trono de luz.

1 O Senhor é Rei,
1 revestiu-Se de majestade,
1 revestiu-Se e cingiu-Se de poder.

Firmou o Universo, que não vacilará.
2 É firme o vosso trono desde sempre.
Vós existis desde toda a eternidade.

5 Os vossos testemunhos são dignos de toda a fé,
a santidade habita na vossa casa
por todo o sempre.

3,7b-15.

7 Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Não te admires por Eu te haver dito que todos devem nascer de novo.
8 O vento sopra onde quer; ouves a sua voz, mas não sabes donde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito».
9 Nicodemos perguntou: «Como pode ser isso?».
10 Jesus respondeu-lhe: «Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas?
11 Em verdade, em verdade te digo: nós falamos do que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não aceitais o nosso testemunho.
12 Se vos disse coisas da Terra e não acreditais, como haveis de acreditar se vos disser coisas do Céu?
13 Ninguém subiu ao Céu, senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem.
14 Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado,
15 para que todo aquele que acredita tenha nele a vida eterna».

Comentário ao Evangelho

«Não sabes donde vem nem para onde vai»

Quem és Tu, suave luz que me sacias
e que iluminas as trevas do meu coração?
Guias-me como a mão de uma mãe,
e se me soltasses,
eu não poderia dar nem mais um passo.

És o espaço
que envolve o meu ser e me protege.
Longe de Ti, naufragaria no abismo do nada
de onde me tiraste para me criar para a luz.
Tu, mais próximo de mim
que eu própria,
mais íntimo que as profundezas da minha alma,
e contudo incompreensível e inefável,
para além de todo o nome,
Espírito Santo, Amor Eterno!

Não és Tu o doce maná
que do coração do Filho
transborda para o meu,
o alimento dos anjos e dos bem-aventurados?
Aquele que Se elevou da morte à vida
também me despertou do sono da morte para uma vida nova.
E, dia após dia,
continua a dar-me uma nova vida,
cuja plenitude me inundará um dia por completo,
vida procedente da tua vida, sim, Tu mesmo,
Espírito Santo, Vida Eterna!

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942) carmelita, mártir, co-padroeira da Europa «Pentecostes» 1942

Santo do Dia