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Liturgia diária

Sábado da Oitava da Páscoa

Sábado, 6 De Abril Cor litúrgica: Branco

4,13-21.

13 Naqueles dias, os chefes do povo, os anciãos e os escribas, vendo a firmeza de Pedro e de João e verificando que eram homens iletrados e plebeus, ficaram surpreendidos. Reconheciam-nos como companheiros de Jesus,
14 mas, como viam diante deles o homem que fora curado, nada podiam replicar.
15 Mandaram-nos então sair do Sinédrio e começaram a deliberar entre si:
16 «Que havemos de fazer a estes homens? Que se realizou por meio deles um milagre, sabem-no todos os habitantes de Jerusalém e não podemos negá-lo.
17 Mas para que isto não continue a divulgar-se entre o povo, vamos intimá-los com ameaças que não falem desse nome a ninguém».
18 Chamaram-nos então e proibiram-nos terminantemente de falar ou ensinar em nome de Jesus.
19 Mas Pedro e João responderam: «Se é justo aos olhos de Deus obedecer-vos antes a vós que a Ele, julgai-o vós próprios.
20 Nós é que não podemos calar o que vimos e ouvimos».
21 Depois de novas ameaças, puseram-nos em liberdade, pois não encontravam modo de os castigar, por causa do povo, uma vez que todos davam glória a Deus pelo que tinha acontecido.

118(117),1.14-15ab.16-18.19-21.

R/ Eu Vos dou graças, Senhor, porque me ouvistes.

1 Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
14 O Senhor é a minha força e a minha glória,
foi Ele o meu Salvador.
15 Há gritos de júbilo e de vitória
nas tendas dos justos.

15 A mão do Senhor fez prodígios,
16 a mão do Senhor foi magnífica.
17 Não morrerei, mas hei de viver
para anunciar as obras do Senhor.
18 Com dureza me castigou o Senhor,
mas não me deixou morrer.

19 Abri-me as portas da justiça:
entrarei para dar graças ao Senhor.
20 Esta é a porta do Senhor:
os justos entrarão por ela.
21 Eu Vos darei graças porque me ouvistes
e fostes o meu Salvador.

16,9-15.

9 Jesus ressuscitou na manhã do primeiro dia da semana e apareceu em primeiro lugar a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demónios.
10 Ela foi anunciar aos que tinham andado com Ele e estavam mergulhados em tristeza e pranto.
11 Eles, porém, ouvindo dizer que Jesus estava vivo e fora visto por ela, não acreditaram.
12 Depois disto, manifestou-Se com aspeto diferente a dois deles que iam a caminho do campo.
13 E eles correram a anunciar aos outros, mas também não lhes deram crédito.
14 Mais tarde apareceu aos Onze, quando eles estavam sentados à mesa, e censurou-os pela sua incredulidade e dureza de coração, porque não acreditaram naqueles que O tinham visto ressuscitado.
15 E disse-lhes: «Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura».

Comentário ao Evangelho

Tu és a nossa vida, Tu, que ressuscitaste dos mortos!

Tu ressuscitaste dos mortos, Tu, que és a vida de todos, e um anjo de luz gritou às mulheres: «Não choreis, ide contar a boa nova aos apóstolos, cantai a plenos pulmões que Ele ressuscitou, Ele, Cristo Senhor, que, sendo Deus, quis salvar o género humano!».

Senhor, eu ouvi o mistério da tua encarnação, considerei as tuas obras e glorifiquei a tua divindade.
Cristo, nosso Deus, foste pregado na cruz por um bando de rebeldes, e por essa cruz salvaste, na tua misericórdia, aqueles que glorificam a tua ressurreição.
Ao dar-me a comer o fruto da árvore, o inimigo expulsou-me do Éden; porém, graças à árvore da cruz, fui chamado a regressar a esse paraíso.
Pela tua morte, ó Mestre, a morte foi capturada e morta; pois, sendo a vida subsistente, Tu deste vida aos habitantes dos túmulos.
Ressuscitado do túmulo, ressuscitaste contigo todos os mortos que jaziam no Hades e, na tua misericórdia, iluminaste aqueles que glorificam a tua ressurreição.

Ó Maria Imaculada, implora a Deus, que geraste, que conceda aos teus servos o perdão dos seus pecados.

Livro das Horas do Sinai (século IX) Cânone em honra da cruz e da ressurreição, SC 486

Santo do Dia