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Liturgia diária

Sábado da 1ª semana da Quaresma

Sábado, 24 De Fevereiro Cor litúrgica: Roxo

26,16-19.

16 Moisés falou ao povo, dizendo: «O Senhor, teu Deus, ordena-te hoje que cumpras estas leis e mandamentos. Tu os guardarás e cumprirás com todo o teu coração e com toda a tua alma.
17 Hoje obtiveste a promessa do Senhor de que Ele seria o teu Deus; e tu deves seguir os seus caminhos, cumprindo os seus mandamentos, leis e preceitos, e escutando a sua voz.
18 E hoje o Senhor obteve de ti a promessa de que serás o seu povo, como Ele tinha declarado, e cumprirás os seus mandamentos.
19 Ele te elevará, pela glória, fama e esplendor, acima de todas as nações que formou, e serás um povo consagrado ao Senhor, teu Deus, como Ele prometeu».

119(118),1-2.4-5.7-8.

R/ Ditoso o que anda na lei do Senhor. 

1 Felizes os que seguem o caminho perfeito
e andam na lei do Senhor.
2 Felizes os que observam as suas ordens
e O procuram de todo o coração.

4 Promulgastes os vossos preceitos,
para se cumprirem fielmente.
5 Oxalá meus caminhos sejam firmes,
na observância dos vossos decretos.

7 Na retidão de coração Vos darei graças,
ao aprender os vossos juízos.
8 Hei de cumprir os vossos preceitos:
não me desampareis jamais.

5,43-48.

43 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito: "Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo".
44 Eu, porém, digo-vos: amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem,
45 para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o Sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos.
46 Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos?
47 E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos?
48 Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».

Comentário ao Evangelho

«Eu, porém, digo-vos: não oponhais resistência ao mau»

«Amai os vossos inimigos», diz o Senhor. Amar verdadeiramente o inimigo é em primeiro lugar não se lamentar pelas injustiças sofridas. É sentir dolorosamente o pecado cometido pelo outro como uma ofensa ao amor de Deus, e provar-lhe, por ações, que continuamos a amá-lo.

«Cometi um pecado? A culpa é do demónio! Sofri uma injustiça? A culpa é do outro!» – é esta a atitude de muitos cristãos. Mas não são os outros que devo culpar, pois o inimigo está em nós; o inimigo é o egoísmo que nos faz cair no pecado. Feliz, portanto, o servo que mantiver acorrentado este inimigo entregue em suas mãos, e estiver armado contra ele com sabedoria; desde que se comporte assim, nenhum outro inimigo, visível ou invisível, poderá fazer-lhe mal.

São Francisco de Assis (1182-1226) fundador da Ordem dos Frades Menores Admoestações, 9-10

Santo do Dia