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Liturgia diária

Sexta-feira da 5ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 9 De Fevereiro Cor litúrgica: Verde

11,29-32.12,19.

29 Naqueles dias, quando Jeroboão saía de Jerusalém, veio ao seu encontro o profeta Aías, de Silo, que trazia um manto novo. Estavam os dois sozinhos no campo.
30 Aías pegou no manto novo que trazia e rasgou-o em doze pedaços,
31 dizendo a Jeroboão: «Toma para ti dez pedaços, porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: "Vou tirar Salomão do seu reino e dar-te-ei dez tribos,
32 ficando ele, no entanto, com uma tribo, em atenção ao meu servo David e a Jerusalém, a cidade que Eu escolhi entre as doze tribos de Israel"».
19 E as dez tribos de Israel separaram-se da casa de David, até ao dia de hoje.

81(80),10-11ab.12-13.14-15.

10 Não terás contigo um deus alheio,
nem adorarás divindades estrangeiras.
11 Eu, o Senhor, sou o teu Deus,
11 que te fiz sair da terra do Egito.

12 Mas o meu povo não ouviu a minha voz,
Israel não me quis obedecer.
13 Por isso os entreguei à dureza do seu coração
e eles seguiram os seus caprichos.

14 Oh se o meu povo Me escutasse,
se Israel seguisse os meus caminhos,
15 num instante esmagaria os seus inimigos,
deixaria cair a mão sobre os seus adversários.

7,31-37.

31 Naquele tempo, Jesus deixou de novo a região de Tiro e, passando por Sidónia, veio para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole.
32 Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe que impusesse as mãos sobre ele.
33 Jesus, afastando-Se com ele da multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua.
34 Depois, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse-lhe: «Effathá», que quer dizer «Abre-te».
35 Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar corretamente.
36 Jesus recomendou que não contassem nada a ninguém. Mas, quanto mais lho recomendava, tanto mais intensamente eles o apregoavam.
37 Cheios de assombro, diziam: «Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem».

Comentário ao Evangelho

«Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar corretamente»

Que desejável seria, meus irmãos, que se pudesse dizer de cada um de nós o que o Evangelho diz do mudo que Jesus curou: que ele falava bem. Infelizmente, meus irmãos, não poderemos, pelo contrário, ser censurados por falarmos quase sempre mal, sobretudo quando falamos do nosso próximo?

De facto, qual é o comportamento da maior parte dos cristãos de hoje? É criticar, censurar, denegrir, condenar o que o próximo faz e diz; este é o mais comum de todos os vícios, o mais universalmente difundido, e talvez o pior de todos. É um vício que nunca é demais detestar, um vício que tem as consequências mais desastrosas, que traz problemas e desolação por todo o lado.

Oh, que Deus me desse um daqueles carvões que o anjo usou para purificar os lábios do profeta Isaías (cf Is 6,6-7), para eu purificar a língua de todos os homens! Quantos males seriam banidos da terra se fosse possível banir os mexericos! Pudesse eu, meus irmãos, dar-vos tal repugnância por esse vício que tenhais a felicidade de o corrigir para sempre! [...]

Termino dizendo que não só está mal caluniar e difamar, mas também ouvir com prazer a calúnia e a difamação; porque se ninguém ouvisse, não haveria caluniadores [...] Digamos muitas vezes: «Meu Deus, dai-me a graça de me conhecer tal como sou». Feliz, mil vezes feliz o homem que usa a sua língua apenas para pedir a Deus perdão pelos seus pecados e cantar os seus louvores!

São João-Maria Vianney (1786-1859) presbítero, Cura de Ars Sermão para o 11.º Domingo depois do Pentecostes

Santo do Dia