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Liturgia diária

5º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 4 De Fevereiro Cor litúrgica: Verde

7,1-4.6-7.

1 Job tomou a palavra, dizendo: «Não vive o homem sobre a Terra como um soldado? Não são os seus dias como os de um mercenário?
2 Como o escravo que suspira pela sombra e o trabalhador que espera pelo seu salário,
3 assim eu recebi em herança meses de desilusão e couberam-me em sorte noites de amargura.
4 Se me deito, digo: "Quando é que me levanto?", se me levanto: "Quando chegará a noite?"; e agito-me angustiado até ao crepúsculo.
6 Os meus dias passam mais velozes que uma lançadeira de tear e desvanecem-se sem esperança.
7 Recordai-vos de que a minha vida não passa de um sopro e de que os meus olhos nunca mais verão a felicidade».

147(146),1-2.3-4.5-6.

R/ Felizes os que esperam no Senhor.

1 Louvai o Senhor, porque é bom cantar,
é agradável e justo celebrar o seu louvor.
2 O Senhor edificou Jerusalém,
congregou os dispersos de Israel.

3 Sarou os corações dilacerados
e ligou as suas feridas.
4 Fixou o número das estrelas
e deu a cada uma o seu nome.

5 Grande é o nosso Deus e todo-poderoso,
é sem limites a sua sabedoria.
6 O Senhor conforta os humildes
e abate os ímpios até ao chão.

9,16-19.22-23.

16 Irmãos: Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória, é uma obrigação que me foi imposta. Ai de mim se não anunciar o Evangelho!
17 Se o fizesse por minha iniciativa, teria direito a recompensa. Mas, como não o faço por minha iniciativa, desempenho apenas um cargo que me está confiado.
18 Em que consiste, então, a minha recompensa? Em anunciar gratuitamente o Evangelho, sem fazer valer os direitos que o Evangelho me confere.
19 Livre como sou em relação a todos, de todos me fiz escravo, para ganhar o maior número possível.
22 Com os fracos tornei-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, a fim de ganhar alguns a todo o custo.
23 E tudo faço por causa do Evangelho, para me tornar participante dos seus bens.

1,29-39.

29 Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André.
30 A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela.
31 Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los.
32 Ao cair da tarde, já depois do sol posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos
33 e a cidade inteira ficou reunida diante da porta.
34 Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era.
35 De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar.
36 Simão e os companheiros foram à procura dele
37 e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram».
38 Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim».
39 E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios.

Comentário ao Evangelho

«Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a»

É muito bom lermos o que se conta sobre a sogra de São Pedro no Evangelho. Esta boa mulher, sofrendo de uma doença grave, ouvira dizer que o Senhor estava em Cafarnaum e que fazia grandes milagres: curava os doentes, expulsava o demónio dos possessos e outras maravilhas. Ela sabia que o genro acompanhava o Filho de Deus e podia ter dito a São Pedro: «Meu filho, o teu mestre é poderoso e tem o poder de me curar desta doença». Algum tempo depois, eis que o Senhor foi a sua casa. Mas ela não mostrou impaciência com a sua doença; não se queixou nem intercedeu junto do genro ou do Senhor, a quem podia ter dito: «Sei que tens o poder de curar todo o tipo de doenças, Senhor; tem compaixão de mim». No entanto não proferiu tais palavras. O Senhor, vendo a sua quietude, ordenou à febre que a deixasse e, nesse mesmo instante, ela ficou curada.

Não nos lamentemos de todas as coisas más que nos acontecem, mas entreguemos tudo à Providência; basta-nos saber que o Senhor nos vê e sabe o que suportamos, por seu amor e para imitar os bons exemplos que Ele nos deu, em particular no Jardim das Oliveiras, quando aceitou o cálice. [...] Porque, embora tivesse pedido que, se fosse possível, ele passasse sem que Ele o bebesse, logo acrescentou que se fizesse a vontade de seu Pai (cf Mt 26,42).

São Vicente de Paulo (1581-1660) presbítero, fundador de comunidades religiosas Instrução de 16/08/1656 a duas irmãs enviadas a Arras

Santo do Dia