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Liturgia diária

6º Dia da Oitava do Natal

Sábado, 30 De Dezembro Cor litúrgica: Branco

2,12-17.

12 Escrevo-vos, meus filhos, porque os vossos pecados foram perdoados, pelo nome de Jesus.
13 Escrevo-vos, pais, porque conheceis Aquele que existe desde o princípio. Escrevo-vos, jovens, porque vencestes o Maligno.
14 Escrevo-vos, meus filhos, porque conheceis o Pai. Escrevo-vos, pais, porque conheceis Aquele que existe desde o princípio. Escrevo-vos, jovens, porque sois fortes e a palavra de Deus permanece em vós e vencestes o Maligno.
15 Não ameis o mundo nem o que existe no mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai.
16 Porque tudo o que há no mundo – concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e orgulho da riqueza – não vem do Pai, mas do mundo.
17 Ora, o mundo passa com as suas concupiscências, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece eternamente.

96(95),7-8a.8b-9.10.

R/ Alegrem-se os céus, exulte a terra.

7 Dai ao Senhor, ó família dos povos,
dai ao Senhor glória e poder,
8 Dai ao Senhor a glória do seu nome.

8 Levai-Lhe oferendas e entrai nos seus átrios,
9 Adorai o Senhor com ornamentos sagrados,
trema diante dele a Terra inteira.

10 Dizei entre as nações: «O Senhor é Rei,
sustenta o mundo e ele não vacila,
governa os povos com equidade».

2,36-40.

36 Quando os pais de Jesus levaram o Menino a Jerusalém, a fim de O apresentarem ao Senhor, estava no Templo uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada
37 e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela, e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do Templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações.
38 Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
39 Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré.
40 Entretanto, o Menino crescia, tornava-Se robusto e enchia-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele.

Comentário ao Evangelho

A incomparável beleza da vida escondida em Deus

[Nosso Senhor:] «Depois da minha apresentação e da minha fuga para o Egito, retirei-Me para Nazaré, onde passei os anos da minha infância e juventude, até aos trinta anos [...]

Foi para vossa instrução que vivi assim: durante estes trinta anos, nunca deixei de vos instruir, não por palavras, mas pelo meu silêncio e o meu exemplo. O que vos ensinei? Em primeiro lugar, que podeis fazer bem aos homens, muito bem, um bem infinito, um bem divino, sem palavras, sem sermões, sem ruído, em silêncio e dando bom exemplo. [...] Exemplo de quê? Exemplo de piedade, de cumprimento amoroso dos deveres para com Deus, de bondade com todos os homens, de ternura com os que nos rodeiam, dos deveres domésticos santificados; de pobreza, de trabalho, de abjeção, de recolhimento, [...] da obscuridade de uma vida escondida em Deus, de uma vida de oração, de penitência, de recolhimento, perdida e encerrada em Deus. Ensinei-vos a viver do trabalho das vossas mãos, para não serdes um peso para ninguém e terdes que dar aos pobres, e dei a este tipo de vida uma beleza incomparável [...], a beleza de ser uma imitação da minha vida. [...]

Quem quiser ser perfeito deve viver pobremente, na mais fiel imitação da minha pobreza em Nazaré. [...] Eu preguei a humildade em Nazaré, passando trinta anos de trabalho obscuro; a obscuridade de permanecer desconhecido durante trinta anos, Eu, que sou a luz do mundo; a obediência, Eu, que durante trinta anos fui submisso a meus pais, santos sem dúvida, mas homens, e Eu sou Deus!

São Charles de Foucauld (1858-1916) eremita e missionário no Saara Retiro em Efrém

Santo do Dia