Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Sexta-feira da 34ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 1 De Dezembro Cor litúrgica: Verde

7,2-14.

2 Contemplava eu as visões da noite, quando vi os quatro ventos do céu que agitavam o grande mar
3 e do mar subiam quatro animais monstruosos, cada um diferente dos outros.
4 O primeiro era semelhante a um leão com asas de águia. Eu estava a olhar, quando as asas lhe foram arrancadas; ele ergueu-se da terra e ficou de pé como um homem e foi-lhe dado um coração humano.
5 Depois apareceu um segundo animal semelhante ao urso, erguido sobre um lado, com três costelas na boca, entre os dentes. E disseram-lhe: «Levanta-te e come carne com abundância».
6 Eu estava a olhar, quando apareceu outro animal, semelhante ao leopardo, que tinha quatro asas de pássaro nas costas; tinha também quatro cabeças e foi-lhe dado um poder soberano.
7 A seguir, contemplava eu as visões da noite, quando apareceu um quarto animal, terrível, pavoroso e extremamente forte; tinha enormes dentes de ferro, com os quais comia, triturava e calcava aos pés o que sobrava. Era diferente de todos os animais que o tinham precedido e tinha dez chifres.
8 Enquanto eu observava esses chifres, surgiu no meio deles outro chifre mais pequeno e três dos primeiros foram arrancados para lhe dar lugar. Nesse chifre havia olhos semelhantes aos do homem e uma boca que dizia palavras arrogantes.
9 Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. Tinha vestes brancas como a neve e os cabelos eram como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo.
10 Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares O serviam e miríades de miríades O assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos.
11 Eu estava a olhar, por causa das palavras arrogantes que o chifre dizia, quando vi que o animal foi morto e o seu corpo destruído e lançado às chamas ardentes.
12 Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o poder, mas a vida foi-lhes prolongada até certo tempo e determinada data.
13 Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença.
14 Foi-Lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos, nações e línguas O serviram. O seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino jamais será destruído.

3,75.76.77.78.79.80.81.

R/ Louvai o Senhor, exaltai-O para sempre.

75 Montes e colinas, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

76 Plantas que germinam na terra, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

77 Mares e rios, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

78 Fontes, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

79 Monstros e animais marinhos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

80 Aves do céu, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

81 Animais e rebanhos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

21,29-33.

29 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Olhai a figueira e as outras árvores:
30 Quando vedes que já têm rebentos, sabeis que o verão está próximo.
31 Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo o Reino de Deus.
32 Em verdade vos digo: não passará esta geração sem que tudo aconteça.
33 Passará o céu e a Terra, mas as minhas palavras não passarão».

Comentário ao Evangelho

«Quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo o Reino de Deus»

«Nele vivemos, nos movemos e existimos» (At 17,28). Feliz de quem vive por Ele, é movido por Ele, tem nele a existência. Perguntar-me-eis: se não é possível descobrir os sinais da sua vinda, como soubeste que Ele está presente? Porque Ele é vivo e eficaz (cf Heb 4,12) e, mal entrou em mim, despertou a minha alma adormecida: vivificou-me, enterneceu-me e animou-me o coração, que estava adormecido e duro como uma pedra (cf Ez 36,26); arrancou e sachou, construiu e plantou, regou a minha secura, deu luz às minhas trevas, abriu aquilo que estava fechado, inflamou a minha frieza, aplanou os cumes e nivelou os terrenos escarpados (cf Is 40, 4) da minha alma, para que ela pudesse dizer: «Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e todo o meu íntimo bendiga o seu santo nome» (Sl 102,1).

O Verbo esposo veio a mim mais do que uma vez, mas sem dar sinais da sua irrupção. [...] Foi pelo movimento do meu coração que me apercebi da sua presença: reconheci a sua força e o seu poder, porque senti apaziguarem-se-me as más tendências e as paixões; a acusação aos meus sentimentos obscuros levou-me a admirar a profundidade da sua sabedoria; experimentei a sua doçura e a sua bondade pelo veloz progresso da minha vida; e, vendo renovar-se-me o homem interior (cf 2Cor 4,16), o meu espírito no mais fundo de mim mesmo, descobri um pouco da sua beleza. Contemplando por fim tudo isto, estremeci diante da imensidão da sua grandeza.

São Bernardo (1091-1153) monge cisterciense, doutor da Igreja Sermão n.º 74 sobre o Cântico dos cânticos

Santo do Dia