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Liturgia diária

Segunda-feira da 34ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 27 De Novembro Cor litúrgica: Verde

1,1-6.8-20.

1 No terceiro ano do reinado de Joaquim, rei de Judá, Nabucodonosor, rei de Babilónia, veio cercar Jerusalém.
2 O Senhor entregou-lhe nas mãos Joaquim, rei de Judá, e uma parte dos objetos do templo de Deus. Ele levou-os para a terra de Sinear e depositou-os no tesouro do templo do seu deus.
3 Depois o rei mandou a Aspenaz, chefe do pessoal do palácio, que trouxesse de entre os filhos de Israel alguns jovens de sangue real ou de família nobre,
4 sem defeito, de boa presença, dotados de toda a sabedoria, instruídos, inteligentes e cheios de vigor, a fim de os colocar no palácio do rei e ensinar-lhes a literatura e a língua dos caldeus.
5 O rei fixou-lhes uma provisão diária da sua mesa e do vinho que ele bebia, ordenando que fossem educados durante três anos e depois entrariam ao serviço do rei.
6 Entre eles havia alguns filhos de Judá: Daniel, Ananias, Misael e Azarias.
8 Daniel fez o propósito firme de não se contaminar com o alimento do rei e o vinho que ele bebia. Pediu ao chefe do palácio que não o obrigasse a manchar-se
9 e Deus fez que Daniel ganhasse a simpatia do chefe do pessoal do palácio.
10 Mas o chefe do pessoal disse a Daniel: «Tenho medo do rei, meu senhor, que vos determinou o alimento e a bebida. Se ele vir as vossas fisionomias mais abatidas que a dos jovens da vossa idade, pondes a minha cabeça em perigo diante do rei».
11 Daniel disse ao guarda a quem o chefe do pessoal tinha confiado Daniel, Ananias, Misael e Azarias:
12 «Peço-te que ponhas à prova os teus servos durante dez dias: dá-nos apenas legumes para comer e água para beber.
13 Depois verás o nosso aspeto e o dos jovens que comem do alimento real e procederás com os teus servos conforme o que tiveres visto».
14 O guarda consentiu no que eles lhe propuseram e pô-los à prova durante dez dias.
15 E notou-se, ao fim dos dez dias, que eles tinham melhor aspeto e estavam mais nutridos do que todos os jovens sustentados pelo alimento real.
16 Então o guarda retirou-lhes o alimento que lhes era destinado e o vinho que deviam beber e continuou a dar-lhes legumes.
17 Deus concedeu a esses quatro jovens a ciência e o conhecimento de toda a escritura e de toda a sabedoria e a Daniel a inteligência de todas as visões e sonhos.
18 Ao fim do tempo fixado pelo rei para que os vários jovens lhe fossem apresentados, o chefe do pessoal levou-os à presença de Nabucodonosor.
19 O rei conversou com eles e não havia entre todos quem se comparasse a Daniel, Ananias, Misael e Azarias, que por isso ficaram ao serviço do rei.
20 Sempre que o rei os consultava em questões de sabedoria e inteligência, verificava que eles eram dez vezes superiores aos magos e adivinhos que havia em todo o seu reino.

3,52.53.54.55.56.

R/ Digno é o Senhor de louvor e de glória para sempre.

52 Bendito sejais, Senhor, Deus dos nossos pais:
digno de louvor e de glória para sempre.
Bendito o vosso nome glorioso e santo:
digno de louvor e de glória para sempre.

53 Bendito sejais no templo santo da vossa glória:
digno de louvor e de glória para sempre.
54 Bendito sejais no trono da vossa realeza:
digno de louvor e de glória para sempre.

55 Bendito sejais, Vós que sondais os abismos e estais sentado sobre os querubins:
digno de louvor e de glória para sempre.
56 Bendito sejais no firmamento do céu:
digno de louvor e de glória para sempre.

21,1-4.

1 Naquele tempo, Jesus levantou os olhos e viu os ricos deitarem na arca do Tesouro as suas ofertas.
2 Viu também uma viúva muito pobre deitar duas pequenas moedas.
3 Então Jesus disse: «Em verdade vos digo: Esta viúva pobre deu mais do que todos os outros.
4 Todos eles deram do que lhes sobrava; mas ela, na sua penúria, ofereceu tudo o que possuía para viver».

Comentário ao Evangelho

«Ela [...] deitou tudo o que tinha para viver»

Como sois divinamente bom, meu Deus! Se tivésseis chamado primeiro os ricos, os pobres não teriam ousado aproximar-se de Vós; pensariam que lhes convinha manterem-se à distância por causa da sua pobreza; ter-Vos-iam olhado de longe, deixando que os ricos Vos rodeassem. Mas haveis chamado para junto de Vós toda a gente, toda a gente: os pobres, a quem mostrais, até ao fim dos séculos, que eles são os primeiros a ser chamados, os favoritos, os privilegiados; e os ricos, por um lado, porque não são tímidos e por outro, porque deles depende tornarem-se tão pobres como os pastores: num minuto, se assim quiserem, se tiverem o desejo de se assemelhar a Vós, se temerem que as riquezas os afastem de Vós, podem tornar-se perfeitamente pobres.

Como sois bom! Agistes da melhor forma para chamar todos os vossos filhos sem exceção! E que bálsamo colocastes, até ao fim dos tempos, no coração dos pobres, dos pequenos, dos desdenhados deste mundo, mostrando-lhes desde o vosso nascimento que eles são os privilegiados por Vós, os vossos favoritos, os primeiros a ser chamados — os sempre chamados para junto de Vós, que quisestes ser um dos seus e estar, desde o vosso nascimento e toda a vossa vida, rodeado por eles.

São Charles de Foucauld (1858-1916) eremita e missionário no Saara Meditações sobre as passagens dos santos Evangelhos relativas às quinze virtudes, Nazaré 1897-98; n.º 263