Liturgia diária
Quarta-feira da 31ª semana do Tempo Comum
13,8-10.
8 Irmãos: Não devais a ninguém coisa alguma, a não ser o amor de uns para com os outros, pois quem ama o próximo cumpre a lei.
9 De facto, os mandamentos que dizem: «Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás», e todos os outros mandamentos, resumem-se nestas palavras: «Amarás ao próximo como a ti mesmo».
10 A caridade não faz mal ao próximo. A caridade é o pleno cumprimento da lei.
112(111),1-2.4-5.9.
R/ Ditoso o homem de coração bondoso e compassivo.
1 Feliz o homem que teme o Senhor
e ama ardentemente os seus preceitos.
2 A sua descendência será poderosa sobre a terra,
será abençoada a geração dos justos.
4 Brilha aos homens retos, como luz nas trevas,
o homem misericordioso, compassivo e justo.
5 Ditoso o homem que se compadece e empresta
e dispõe das suas coisas com justiça.
9 Reparte com largueza pelos pobres,
a sua generosidade permanece para sempre.
e pode levantar a cabeça com dignidade.
14,25-33.
25 Naquele tempo, seguia Jesus uma grande multidão. Jesus voltou-Se e disse-lhes:
26 «Se alguém vier ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo.
27 Quem não toma a sua cruz para Me seguir não pode ser meu discípulo.
28 Quem de vós, desejando construir uma torre, não se senta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que terminá-la?
29 Não suceda que, depois de assentar os alicerces, se mostre incapaz de a concluir, e todos os que olharem comecem a fazer troça, dizendo:
30 "Esse homem começou a edificar, mas não foi capaz de concluir".
31 E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro a considerar se é capaz de se opor, com dez mil soldados, àquele que vem contra ele com vinte mil?
32 Aliás, enquanto o outro ainda está longe, manda-lhe uma delegação a pedir as condições de paz.
33 Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens não pode ser meu discípulo».
Comentário ao Evangelho
Construir uma torre
Gostava de subir a uma torre [da catedral de Burgos, com os seus filhos mais jovens], para que vissem de perto a pedra trabalhada das cumeeiras, um autêntico rendilhado de pedra, fruto de um trabalho paciente e custoso. Nessas conversas, fazia-lhes notar que aquela maravilha não se via de baixo. E […] comentava: isto é o trabalho de Deus, a obra de Deus – acabar a tarefa pessoal com perfeição, com beleza, com o primor destas delicadas rendas de pedra. Compreendiam, perante essa realidade que entrava pelos olhos, que tudo isso era oração, um formoso diálogo com o Senhor. Aqueles que tinham gastado as suas energias nessa tarefa sabiam perfeitamente que, das ruas da cidade, ninguém veria nem apreciaria o resultado do seu esforço: era só para Deus. […]
Convencidos de que Deus Se encontra em toda a parte, nós cultivamos os campos louvando o Senhor, sulcamos os mares e trabalhamos em todas as outras profissões cantando as suas misericórdias. Desta maneira, estamos unidos a Deus a todo o momento. […] Não esqueçais, contudo, de que estais também na presença dos homens e de que estes esperam de vós – de ti! – um testemunho cristão.
Por isso, na nossa ocupação profissional, temos de nos comportar de tal maneira, do ponto de vista humano, que não fiquemos envergonhados nem façamos corar quem nos conhece e nos ama; […] e não vos acontecerá como àquele homem da parábola que se propôs edificar uma torre: depois de lançar os alicerces, não podendo concluí-la, todos os que a viram começaram a zombar dele, dizendo: «Esse homem começou a edificar, mas não foi capaz de concluir». Garanto-vos que, se não perderdes a visão sobrenatural, poreis o coroamento na vossa tarefa, acabareis a vossa catedral.
Santo do Dia
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