Liturgia diária
Segunda-feira da 29ª semana do Tempo Comum
4,20-25.
20 Irmãos: Perante a promessa de Deus, Abraão não se deixou abalar pela desconfiança, antes se fortaleceu na fé, dando glória a Deus,
21 plenamente convencido de que Deus era capaz de cumprir o que tinha prometido.
22 Por este motivo é que isto «lhe foi atribuído como justiça».
23 Não é só por causa dele que está escrito «Foi-lhe atribuído»,
24 mas também por causa de nós, que acreditamos naquele que ressuscitou dos mortos, Jesus, Nosso Senhor,
25 que foi entregue à morte por causa das nossas faltas e ressuscitou para nossa justificação.
1,69-70.71-72.73-75.
R/ Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que visitou e redimiu o seu povo.
69 O Senhor nos deu um Salvador poderoso,
na casa de David, seu servo,
70 como prometeu pela boca dos seus santos,
os profetas dos tempos antigos.
71 Para nos libertar dos nossos inimigos
e das mãos daqueles que nos odeiam;
72 para mostrar a sua misericórdia a favor dos nossos pais,
recordando a sua sagrada aliança.
73 O juramento que fizera a Abraão, nosso pai,
que nos havia de conceder esta graça:
74 de O servirmos um dia, sem temor,
livres das mãos dos nossos inimigos,
75 em santidade e justiça na sua presença,
todos os dias da nossa vida.
12,13-21.
13 Naquele tempo, alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo».
14 Jesus respondeu-lhe: «Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?».
15 Depois disse aos presentes: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens».
16 E disse-lhes esta parábola: «O campo dum homem rico tinha produzido excelente colheita.
17 Ele pensou consigo: "Que hei de fazer, pois não tenho onde guardar a minha colheita?
18 Vou fazer assim: deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores, onde guardarei todo o meu trigo e os meus bens.
19 Então poderei dizer a mim mesmo: minha alma, tens muitos bens em depósito para longos anos; descansa, come, bebe, regala-te".
20 Mas Deus respondeu-lhe: "Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?"
21 Assim acontece a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus».
Comentário ao Evangelho
A alma, mais preciosa que o mundo inteiro
Comparados com a eternidade do mundo incorruptível, mil anos deste mundo são como um grão de areia tirado do mar. Peço-te que reflitas nisto: supõe que te tornavas o único rei de toda a terra, o único dono de todos os tesouros do mundo. [...] Se te fosse dado escolher, trocarias por eles o Reino verdadeiro e certo, que não tem em si absolutamente nada que passe e se dissolva? Posso afirmar que não, se o teu juízo for sólido e fores sábio em todas as coisas.
«Que aproveitará ao homem, se ganhar o mundo inteiro, mas arruinar a sua vida?» (Mt 16,26), essa vida [da alma] que aprendemos que não pode ser trocada por coisa alguma? Pois só esta vida - já para não falar do Reino dos Céus - é, em si mesma, muito mais preciosa que o mundo inteiro e o reino deste mundo. A alma é mais preciosa pelo seguinte: a nenhum outro ser criado é mais conveniente que Deus conceda a união e a comunhão com a sua própria natureza, a natureza do Espírito, nem ao céu, nem ao sol, nem à lua, nem às estrelas, nem ao mar, nem à terra, nem a qualquer criatura do mundo visível, mas apenas ao homem, que O ama acima de todas as coisas.
Se, pois, na retidão do nosso juízo, não trocamos estas coisas do mundo - a riqueza e o reino de toda a terra - pelo reino eterno, que loucura é a da maior parte dos homens que o consideram comparável a coisas vis e comuns, como uma certa cobiça, a pequena glória, um lucro medíocre e coisas semelhantes?
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