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Liturgia diária

Sábado da 23ª semana do Tempo Comum

Sábado, 16 De Setembro Cor litúrgica: Verde

1,15-17.

15 Caríssimo: É digna de fé esta palavra e merecedora de toda a aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, e eu sou o primeiro deles.
16 Mas alcancei misericórdia, para que, em mim primeiramente, Jesus Cristo manifestasse toda a sua magnanimidade, como exemplo para os que hão de acreditar nele, para a vida eterna.
17 Ao Rei dos séculos, Deus imortal, invisível e único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amen.

113(112),1-2.3-4.5a.6-8.

R/ Bendito seja o nome do Senhor para sempre.

1 Louvai, servos do Senhor,
louvai o nome do Senhor.
2 Bendito seja o nome do Senhor,
agora e para sempre.

3 Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
4 O Senhor domina sobre todos os povos,
a sua glória está acima dos céus.

5 Quem se compara ao Senhor nosso Deus,
6 que Se inclina lá do alto
a olhar o céu e a Terra?
7 Levanta do pó o indigente

e tira o pobre da miséria,
8 para o fazer sentar
com os grandes do seu povo.

6,43-49.

43 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto.
44 Cada árvore conhece-se pelo seu fruto: não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas das sarças.
45 O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, da sua maldade tira o mal; pois a boca fala do que transborda do coração.
46 Porque Me chamais "Senhor! Senhor!", mas não fazeis o que vos digo?
47 Vou mostrar-vos a quem se assemelha todo aquele que vem ter comigo, ouve as minhas palavras e as põe em prática.
48 É semelhante a um homem que, para construir a casa, escavou, aprofundou e assentou os alicerces sobre a rocha. Quando veio uma cheia, a torrente irrompeu contra aquela casa, mas não a pôde abalar, porque estava bem construída.
49 Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem que construiu a casa sobre a terra, sem alicerces. A torrente irrompeu contra aquela casa, que imediatamente desabou; e foi grande a sua ruína».

Comentário ao Evangelho

A fé é o fundamento da vida cristã

A fé é um alicerce. Pensemos num monumento que atrai o olhar pela sua grandeza e pela combinação harmoniosa de todas as suas proporções. O que é que lhe dá solidez? Os alicerces. Se estes forem abalados, as paredes estalam imediatamente e o edifício corre perigo; se não for consolidado, está condenado à ruína. Temos aí uma imagem da vida espiritual, esse edifício que Deus, juntamente connosco, constrói em nós para a sua glória, um templo onde Ele quer habitar. Mas, se não lançarmos um alicerce firme, é impossível construir o edifício. E quanto mais alto ele se eleva, mais profundos e inabaláveis devem ser os alicerces. Quando o homem espiritual pensa ter atingido o cume da perfeição, o pináculo da contemplação, se a fé, que é a base do verdadeiro amor, não é nele reforçada na mesma proporção, tudo pode desmoronar-se.

O Santo Concílio [de Trento] também compara a fé a uma raiz. Olhai para esta árvore majestosa, de tronco poderoso, de ramos vigorosos, de folhagem abundante e densa. De onde lhe vem a força e a beleza? De algo que não se vê: as raízes, que mergulham no solo e nele se fixam, para dele extraírem os sucos nutritivos necessários à vida deste gigante. Se as raízes vierem a secar, a árvore murcha. A raiz da vida cristã é a fé. Sem ela, tudo murcha, tudo seca, tudo morre. Ela é a condição necessária da vida e do progresso espiritual.

Beato Columba Marmion (1858-1923) abade A nossa fé, vitória sobre o mundo

Santo do Dia