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Liturgia diária

Santos Marta, Maria e Lázaro

Sábado, 29 De Julho Cor litúrgica: Branco

4,7-16.

7 Caríssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus; e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus.
8 Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
9 Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele.
10 Nisto consiste o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou, e nos enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.
11 Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros.
12 A Deus ninguém jamais O viu. Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e em nós o seu amor é perfeito.
13 Nisto conhecemos que estamos nele e Ele em nós: porque nos deu o seu Espírito.
14 E nós vimos e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo.
15 Se alguém confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.
16 Nós conhecemos o amor de Deus por nós e acreditamos no seu amor. Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele.

34(33),2-3.4-5.6-7.8-9.10-11.

R/ Em todo o tempo e lugar bendirei o Senhor.

2 A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
3 A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.

4 Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
5 Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

6 Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
7 Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

8 O anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
9 Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que nele se refugia.

10 Temei o Senhor, vós, os seus fiéis,
porque nada falta aos que O temem.
11 Os poderosos empobrecem e passam fome,
aos que procuram o Senhor não faltará riqueza alguma.

11,19-27.

19 Naquele tempo, muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão.
20 Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa.
21 Marta disse a Jesus: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido.
22 Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá».
23 Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará».
24 Marta respondeu: «Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia».
25 Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá;
26 e todo aquele que vive e acredita em Mim nunca morrerá. Acreditas nisto?».
27 Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo».

Comentário ao Evangelho

«E Jesus chorou. Diziam então os judeus: "Vede como era seu amigo"».

Porque eras Deus verdadeiro, Tu conhecias, Senhor, o sono de Lázaro e preveniste os teus discípulos. [...] Mas na tua carne - Tu, que não tens limites - vens até Betânia. Como verdadeiro homem, choras sobre Lázaro; como verdadeiro Deus, ressuscitas pela tua vontade aquele que estava morto há quatro dias. [...] Tem piedade de mim, Senhor; muitas são as minhas transgressões. Traz-me de volta, eu Te suplico, do abismo dos males em que me encontro. Foi por Ti que eu gritei; escuta-me, Deus da minha salvação.

Chorando sobre o teu amigo, na tua compaixão, enxugaste as lágrimas de Marta; pela tua Paixão voluntária, enxugaste todas as lágrimas do rosto do teu povo (cf Is 25,8). «Bendito sejas, Deus de nossos pais!» (Esd 7,27). Guardião da vida, chamaste um morto como se ele estivesse apenas a dormir. Com uma palavra, rasgaste o ventre dos infernos e ressuscitaste aquele que começou a cantar: «Bendito sejas, Deus dos nossos pais!». Ergue-me também, a mim que estou estrangulado pelas amarras dos meus pecados, e cantarei: «Bendito sejas, Deus dos nossos pais!» [...] 

Em reconhecimento, Maria traz-Te, Senhor, um vaso de mirra que estaria preparado para seu irmão (cf Jo 12,3) e canta-Te por todos os séculos. Como mortal, invocas o Pai; como Deus, despertas Lázaro. Por isso nós Te cantamos, ó Cristo, pelos séculos dos séculos. [...] Tu despertaste Lázaro, morto há quatro dias; fizeste-o erguer-se do túmulo, designando-o assim como testemunha verídica da tua ressurreição ao terceiro dia. Tu andas, falas, choras, meu Salvador, mostrando a tua natureza humana; mas, ao despertares Lázaro, revelas a tua natureza divina. De maneira indizível, Senhor, meu Salvador, de acordo com as tuas duas naturezas e de forma soberana, Tu operaste a minha salvação.  

São João Damasceno (c. 675-749) monge, teólogo, doutor da Igreja Matinas do sábado de Lázaro

Santo do Dia