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Liturgia diária

Quinta-feira da 10ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 15 De Junho Cor litúrgica: Verde

3,15-18.4,1.3-6.

15 Irmãos: Até hoje, sempre que se leem os escritos de Moisés, o véu permanece estendido sobre o coração dos filhos de Israel.
16 Só quando se converterem ao Senhor o véu será tirado.
17 Ora o Senhor é Espírito e onde está o Espírito do Senhor está a liberdade.
18 E todos nós, que temos o rosto descoberto, refletindo como num espelho a glória do Senhor, somos transformados na sua imagem, cada vez mais gloriosa, pela ação do Senhor, que é Espírito.
1 Por isso, não desanimamos neste ministério que nos foi confiado pela misericórdia de Deus.
3 Se o nosso Evangelho permanece ainda velado, é para os que se perdem,
4 para os incrédulos, a quem o deus deste mundo cegou o entendimento, para que eles não possam contemplar o esplendor do Evangelho da glória de Cristo, que é imagem de Deus.
5 Nós não nos pregamos a nós próprios, mas a Jesus Cristo, o Senhor. Somos vossos servos, por causa de Jesus.
6 De facto, o Deus que disse: «Das trevas brilhará a luz» fez brilhar a luz em nossos corações, para que se conheça em todo o seu esplendor a glória de Deus, que se reflete no rosto de Cristo.

85(84),9ab.10.11-12.13-14.

R/ A glória do Senhor habitará na nossa terra.

9 Escutemos o que diz o Senhor:
9 Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis.
10 A sua salvação está perto dos que O temem,
e a sua glória habitará na nossa terra.

11 Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,
abraçaram-se a paz e a justiça.
12 A fidelidade vai germinar da terra,
e a justiça descerá do Céu.

13 O Senhor dará ainda o que é bom,
e a nossa terra produzirá os seus frutos.
14 A justiça caminhará à sua frente,
e a paz seguirá os seus passos.

5,20-26.

20 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos Céus.
21 Ouvistes que foi dito aos antigos: "Não matarás; quem matar será submetido a julgamento".
22 Eu, porém, digo-vos: todo aquele que se irar contra o seu irmão será submetido a julgamento. Quem chamar imbecil a seu irmão será submetido ao Sinédrio, e quem lhe chamar louco será submetido à geena de fogo.
23 Portanto, se fores apresentar a tua oferta ao altar e ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti,
24 deixa lá a tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem depois apresentar a tua oferta.
25 Reconcilia-te com o teu adversário enquanto vais com ele a caminho, não seja caso que te entregue ao juiz, o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão.
26 Em verdade te digo: não sairás de lá enquanto não pagares o último centavo».

Comentário ao Evangelho

«Não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e de verdade» (1Jo 3,18)

Todos os irmãos terão o cuidado de não caluniar ninguém e de evitar discussões. Pelo contrário, tentarão, com a graça de Deus, guardar silêncio. Não discutirão entre si nem com outras pessoas, mas esforçar-se-ão por responder humildemente: «Somos servos inúteis» (Lc 17,10). Não se irritarão: «Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal; quem lhe chamar "imbecil" será réu diante do sinédrio; e quem lhe chamar "louco" será réu da Geena do fogo». Amar-se-ão uns aos outros, conforme a palavra do Senhor: «O que vos mando é que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 15,12). Testemunharão o amor que devem ter uns pelos outros com atos, conforme as palavras do apóstolo João: «Não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e de verdade» (1Jo 3,18).

Não ultrajarão ninguém; não difamarão, nem denegrirão ninguém; porque está escrito que o Senhor odeia os «bisbilhoteiros e os maldizentes»; serão modestos, «dando sempre provas de amabilidade com todos os homens» (Tt 3,2; Rm 1,29-30). Não julgarão nem condenarão, como diz o Senhor (cf Lc 6,37). Não julgarão sequer os menores pecados dos outros, mas refletirão sobre os seus próprios pecados na amargura do seu coração (cf Is 38,15). Esforçar-se-ão por entrar pela «porta estreita», pois o Senhor diz: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir» (Lc 13,24; Mt 7,13-14).

São Francisco de Assis (1182-1226) fundador da Ordem dos Frades Menores Primeira regra, § 11

Santo do Dia