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Liturgia diária

10º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 11 De Junho Cor litúrgica: Verde

6,3-6.

3 Procuremos conhecer o Senhor: a sua vinda é certa como a aurora. Virá a nós como o aguaceiro de outono, como a chuva da primavera sobre a face da terra.
4 «Que farei por ti, Efraim? Que farei por ti, Judá?», diz o Senhor. «O vosso amor é como o nevoeiro da manhã, como o orvalho da madrugada que logo se evapora.
5 Por isso vos castiguei por meio dos profetas e vos matei com palavras da minha boca; e o meu direito resplandece como a luz.
6 Porque Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios, o conhecimento de Deus, mais que os holocaustos».

50(49),1.8.12-15.

1 Falou o Senhor, Deus soberano,
e convocou a Terra, do Oriente ao Ocidente.
8 Não é pelos sacrifícios que Eu te repreendo:
os teus holocaustos estão sempre na minha presença.

12 Se tivesse fome, não to diria,
porque meu é o mundo e tudo o que nele existe.
13 Comerei porventura a carne dos touros
ou beberei o sangue dos cabritos?

14 Oferece a Deus sacrifícios de louvor
e cumpre os votos feitos ao Altíssimo.
15 Invoca-Me no dia da tribulação:
Eu te livrarei e tu Me darás glória».

4,18-25.

18 Irmãos:
Contra toda a esperança, Abraão acreditou que havia de tornar-se pai de muitas nações, como tinha sido anunciado: «Assim será a tua descendência».
19 Sem vacilar na fé, não tomou em consideração nem a falta de vigor do seu corpo, pois tinha quase cem anos, nem a falta de vitalidade do seio materno de Sara.
20 Perante a promessa de Deus, não se deixou abalar pela desconfiança, antes se fortaleceu na fé, dando glória a Deus,
21 plenamente convencido de que Deus era capaz de cumprir o que tinha prometido.
22 Por este motivo é que isto «lhe foi atribuído como justiça».
23 Não é só por causa dele que está escrito «Foi-lhe atribuído»,
24 mas também por causa de nós, que acreditamos naquele que ressuscitou dos mortos, Jesus, Nosso Senhor,
25 que foi entregue à morte por causa das nossas faltas e ressuscitou para nossa justificação.

9,9-13.

9 Naquele tempo, Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança dos impostos, e disse-lhe: «Segue-Me». Ele levantou-se e seguiu Jesus.
10 Um dia em que Jesus estava à mesa em casa de Mateus, muitos publicanos e pecadores vieram sentar-se com Ele e os seus discípulos.
11 Vendo isto, os fariseus diziam aos discípulos: «Por que motivo é que o vosso Mestre come com os publicanos e os pecadores?».
12 Jesus ouviu-os e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam do médico, mas sim os doentes.
13 Ide aprender o que significa: "Prefiro a misericórdia ao sacrifício". Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores».

Comentário ao Evangelho

«Ele levantou-se e seguiu Jesus»

Nosso Senhor disse a São Mateus: «Segue-Me». Este santo amável é um modelo para todos os homens: tinha sido um grande pecador, de acordo com o que o evangelho diz dele, mas tornou-se um dos maiores amigos de Deus. Porque Nosso Senhor falou-lhe no fundo do seu ser, e ele abandonou tudo para seguir o Mestre.

Seguir a Deus na verdade; para isso, temos de abandonar verdadeira e completamente todas as coisas que não são Deus, sejam elas quais forem. Deus ama os corações; não Lhe interessa aquilo que é exterior, mas quer de nós uma devoção interior viva. Esta devoção tem em si mais verdade do que se eu fizesse as orações de todos os homens, ou se cantasse com tal intensidade que o meu canto subisse aos céus; tem mais verdade do que tudo o que eu possa fazer exteriormente, em jejuns, vigílias e outras práticas.

Jean Tauler (c. 1300-1361) dominicano de Estrasburgo Sermão 64

Santo do Dia