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Liturgia diária

São Carlos Lwanga e companheiros, mártires – memória

Sábado, 3 De Junho Cor litúrgica: Vermelho

11,21b-26.13,1-3.

21 Naqueles dias, foi grande o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor.
22 A notícia chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém e mandaram Barnabé a Antioquia.
23 Quando este chegou e viu a ação da graça de Deus, encheu-se de alegria e exortou a todos a que se conservassem fiéis ao Senhor, de coração sincero;
24 era realmente um homem bom e cheio do Espírito Santo e de fé. Assim, uma grande multidão aderiu ao Senhor.
25 Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo
26 e, tendo-o encontrado, trouxe-o para Antioquia. Passaram juntos nesta Igreja um ano inteiro e ensinaram muita gente. Foi em Antioquia que, pela primeira vez, se deu aos discípulos o nome de «cristãos».
1 Na Igreja de Antioquia havia profetas e doutores: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaen, irmão colaço do tetrarca Herodes, e Saulo.
2 Estando eles a celebrar o culto do Senhor e a jejuar, disse-lhes o Espírito Santo: «Separai Barnabé e Saulo para o trabalho a que os chamei».
3 Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.

98(97),1.2-3ab.3cd-4.5-6.

R/ Todos os confins da terra viram a salvação do nosso Deus.

1 Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.

2 O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
3 Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
3 em favor da casa de Israel.

3 Os confins da Terra puderam ver
3 a salvação do nosso Deus.
4 Aclamai o Senhor, Terra inteira,
exultai de alegria e cantai.

5 Cantai ao Senhor ao som da cítara,
ao som da cítara e da lira;
6 ao som da tuba e da trombeta,
aclamai o Senhor, nosso Rei.

10,7-13.

7 Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o Reino dos Céus.
8 Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça.
9 Não adquirais ouro, prata ou cobre, para guardardes nas vossas bolsas;
10 nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; porque o trabalhador merece o seu sustento.
11 Quando entrardes em alguma cidade ou aldeia, procurai saber de alguém que seja digno e ficai em sua casa até partirdes daquele lugar.
12 Ao entrardes na casa, saudai-a,
13 e se for digna, desça a vossa paz sobre ela; mas se não for digna, volte para vós a vossa paz».

Comentário ao Evangelho

A armadilha do orgulho

«Vou esclarecer-te, escuta-me; vou narrar-te o que vi» (Job 15,17). O que é próprio do arrogante é nunca ter um sentimento de retidão, por pequeno que seja, que não o ponha ao serviço do orgulho; é não se elevar com a sua inteligência acima de si próprio senão para cair, inchado de vaidade, na armadilha do orgulho; é julgar-se mais sábio que os sábios; é reivindicar o respeito de quem vale mais do que ele; é pretender ensinar, com ar de autoridade, os que são mais santos que ele. Daí aquela frase: «Vou esclarecer-te, escuta-me». [...]

Depois da afirmação: «O ímpio é orgulhoso em todos os seus dias» (Job 15,20), Job comenta: «e o número dos dias da sua tirania é incerto». de facto, porque te orgulhas com esta ou aquela certeza quando a pena da incerteza é o destino da condição humana? Mas aos homens de vida depravada, Deus omnipotente não reserva apenas os suplícios da vida futura; já neste mundo lhes enche o coração de penas quando fraquejam, pois ao pecar são eles próprios que mais sofrem, sempre temerosos, sempre desafiadores, receando que os outros lhes inflijam aquilo que se recordam de lhes ter feito.

São Gregório Magno (c. 540-604) papa, doutor da Igreja Livro XII, SC 212

Santo do Dia