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Liturgia diária

Nossa Senhora de Fátima – festa

Sábado, 13 De Maio Cor litúrgica: Branco

11,19a.12,1-6c.10ab.

19 O Templo de Deus abriu-se no céu e a arca da aliança foi vista no seu Templo.
1 Apareceu no céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.
2 Estava para ser mãe, e gritava com as dores e ânsias da maternidade.
3 E apareceu no céu outro sinal: um enorme dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete diademas.
4 A cauda arrastava um terço das estrelas do céu e lançou-as sobre a Terra. O dragão colocou-se diante da mulher que estava para ser mãe, para lhe devorar o filho, logo que nascesse.
5 Ela teve um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. O filho foi levado para junto de Deus e do seu trono
6 e a mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe preparou um lugar, de modo a não lhe faltar aí o alimento durante mil duzentos e sessenta dias.
10 E ouvi uma voz poderosa que clamava no céu:
10 «Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus, e o domínio do seu Ungido».

45(44),11-12.14-15.16-17.

R/ Escuta e inclina-te diante do Senhor.

11 Ouve, filha, vê e presta atenção,
esquece o teu povo e a casa de teu pai.
12 Da tua beleza se enamora o Rei,
Ele é o teu Senhor, presta-Lhe homenagem.

14 A filha do Rei avança cheia de esplendor,
de brocados de ouro são os seus vestidos.
15 Com um manto multicolor é apresentada ao Rei,
seguem-na as donzelas, suas companheiras.

16 Cheias de entusiasmo e alegria,
entram no palácio do Rei.
17 Teus filhos substituirão os teus pais,
estabelecê-los-ás príncipes sobre toda a Terra.

12,46-50.

46 Naquele tempo, enquanto Jesus estava a falar à multidão, chegaram sua Mãe e seus irmãos. Ficaram do lado de fora e queriam falar-Lhe.
47 Alguém Lhe disse: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo».
48 Mas Jesus respondeu a quem O avisou: «Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?».
49 E apontando para os discípulos, disse: «Estes são a minha mãe e os meus irmãos:
50 todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe».

Comentário ao Evangelho

«Aquele que fizer a vontade de meu Pai [...], esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe»

Eu via essa obra-prima admirável de Deus, a Virgem Santíssima, toda cheia do Espírito Santo desde o seu nascimento [...], e as operações do Espírito Santo nela, comunicando-Se-lhe em plenitude. E considerava a santa alma de Maria, cumprindo todos os seus deveres para com Deus desde o seu nascimento, oferecendo-se a Deus e oferecendo com ela toda a Igreja, de quem um dia seria Mãe; de tal forma que, nessa vontade, nós já estávamos compreendidos, santificados e consagrados a Deus pela oferenda que Maria tinha feito de si mesma, consagrando-se a Deus em tudo o que era e em tudo o que nunca seria. Seguindo esta via, pareceu-me que devíamos ratificar essa oferenda, entregar-nos a Deus como ela se entregou e consagrarmo-nos a Ele tão fielmente como ela o fez, por si mesma e por nós. Que alegria não haverá no coração de Deus, dizia a mim mesmo, por uma oferenda tão santa como a da Virgem Maria! Que doce presente o de um coração tão amoroso e tão vasto, que contém mais amor e apresenta mais deveres que todos os anjos juntos! Porque Maria apresenta a Deus a sua alma, que contém Jesus e toda a sua Igreja. [...]

Ó Virgem Santa, verdadeira morada de Deus, que tendes em vós toda a Igreja, não podemos exprimir a glória e a grandeza da vossa alma! Ela é tão amável aos olhos de Deus, que quem vos conhecer [...] bem pode esperar misericórdia.

Jean-Jacques Olier (1608-1657) fundador dos padres de São Sulpício Carta n.º 30

Santo do Dia