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Liturgia diária

Quarta-feira da 2ª semana da Páscoa

Quarta-Feira, 19 De Abril Cor litúrgica: Branco

5,17-26.

17 Naqueles dias, o sumo sacerdote e todo o seu grupo, isto é, o partido dos saduceus, enfurecidos contra os apóstolos,
18 mandaram-nos prender e meteram-nos na cadeia pública.
19 Mas, durante a noite, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão, levou-os para fora e disse-lhes:
20 «Ide apresentar-vos no Templo, a anunciar ao povo todas estas palavras de vida».
21 Tendo ouvido isto, eles entraram no Templo de madrugada e começaram a ensinar. Entretanto, chegou o sumo sacerdote com o seu grupo. Convocaram o Sinédrio e todo o Senado dos israelitas e mandaram buscar os apóstolos à cadeia.
22 Os guardas foram lá, mas não os encontraram na prisão; e voltaram para avisar:
23 «Encontrámos a cadeia fechada com toda a segurança e os guardas de sentinela à porta. Abrimo-la, mas não encontrámos ninguém lá dentro».
24 Ao ouvirem estas palavras, o comandante do Templo e os príncipes dos sacerdotes ficaram muito perplexos, perguntando entre si o que se tinha passado com os presos.
25 Entretanto, veio alguém comunicar-lhes: «Os homens que metestes na cadeia estão no Templo a ensinar o povo».
26 Então o comandante do Templo foi lá com os guardas e trouxe os apóstolos, mas sem violência, porque tinham receio de ser apedrejados pelo povo.

34(33),2-3.4-5.6-7.8-9.

R/ Saboreai e vede como o Senhor é bom.

2 A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
3 A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.

4 Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
5 Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

6 Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
7 Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

8 O anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
9 Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que nele se refugia.

3,16-21.

16 Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita nele não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele».
18 Quem acredita nele não é condenado, mas quem não acredita nele já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus».
19 E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras.
20 Todo aquele que pratica más ações odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas.
21 Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus».

Comentário ao Evangelho

Uni-vos à caridade da cruz!

Foi a caridade que levou Deus a tirar-nos de Si mesmo, isto é, da sua infinita sabedoria, para que fôssemos felizes e pudéssemos participar na sua felicidade suprema. E foi esse o laço que, depois de o homem perder a graça devido ao seu pecado, uniu e ligou Deus à natureza humana e a transplantou em nós. Porque a vida foi enxertada na morte; nós estávamos mortos e a sua união connosco deu-nos a vida. [...]

Desde que Deus foi assim transplantado no homem, o Homem-Deus correu, todo abrasado de amor, para a morte ignominiosa da cruz. Foi nesta árvore que quis ser enxertado o Verbo incarnado, pregado à cruz pelo amor e não pelos cravos, que não teriam sido suficientes para reter o Homem-Deus. O doce Mestre subiu a esse trono para nos ensinar a doutrina da verdade; e a alma que a segue não pode cair nas trevas. [...]

Por isso, não durmais mais, meu Pai, porque sois uma fraca coluna por vós mesmo; mas uni-vos à árvore da cruz; ligai-vos por amor, por uma caridade inefável e sem limites, ao Cordeiro imolado que derrama o seu sangue de todas as partes do seu corpo. Que os nossos corações se derretam; chega de dureza e de negligência, porque o tempo não dorme. Permaneçamos com Deus pelo amor e um santo desejo, e já não teremos nada a temer.

Santa Catarina de Sena (1347-1380) terceira dominicana, doutora da Igreja, copadroeira da Europa Carta 27, ao cardeal Jacques Orsini

Santo do Dia