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Liturgia diária

Sábado da Oitava da Páscoa

Sábado, 15 De Abril Cor litúrgica: Branco

4,13-21.

13 Naqueles dias, os chefes do povo, os anciãos e os escribas, vendo a firmeza de Pedro e de João e verificando que eram homens iletrados e plebeus, ficaram surpreendidos. Reconheciam-nos como companheiros de Jesus,
14 mas, como viam diante deles o homem que fora curado, nada podiam replicar.
15 Mandaram-nos então sair do Sinédrio e começaram a deliberar entre si:
16 «Que havemos de fazer a estes homens? Que se realizou por meio deles um milagre, sabem-no todos os habitantes de Jerusalém e não podemos negá-lo.
17 Mas para que isto não continue a divulgar-se entre o povo, vamos intimá-los com ameaças que não falem desse nome a ninguém».
18 Chamaram-nos então e proibiram-nos terminantemente de falar ou ensinar em nome de Jesus.
19 Mas Pedro e João responderam: «Se é justo aos olhos de Deus obedecer-vos antes a vós que a Ele, julgai-o vós próprios.
20 Nós é que não podemos calar o que vimos e ouvimos».
21 Depois de novas ameaças, puseram-nos em liberdade, pois não encontravam modo de os castigar, por causa do povo, uma vez que todos davam glória a Deus pelo que tinha acontecido.

118(117),1.14-15ab.16-18.19-21.

R/ Eu Vos dou graças, Senhor, porque me ouvistes.

1 Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
14 O Senhor é a minha força e a minha glória,
foi Ele o meu Salvador.
15 Há gritos de júbilo e de vitória
nas tendas dos justos.

15 A mão do Senhor fez prodígios,
16 a mão do Senhor foi magnífica.
17 Não morrerei, mas hei de viver
para anunciar as obras do Senhor.
18 Com dureza me castigou o Senhor,
mas não me deixou morrer.

19 Abri-me as portas da justiça:
entrarei para dar graças ao Senhor.
20 Esta é a porta do Senhor:
os justos entrarão por ela.
21 Eu Vos darei graças porque me ouvistes
e fostes o meu Salvador.

16,9-15.

9 Jesus ressuscitou na manhã do primeiro dia da semana e apareceu em primeiro lugar a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demónios.
10 Ela foi anunciar aos que tinham andado com Ele e estavam mergulhados em tristeza e pranto.
11 Eles, porém, ouvindo dizer que Jesus estava vivo e fora visto por ela, não acreditaram.
12 Depois disto, manifestou-Se com aspeto diferente a dois deles que iam a caminho do campo.
13 E eles correram a anunciar aos outros, mas também não lhes deram crédito.
14 Mais tarde apareceu aos Onze, quando eles estavam sentados à mesa, e censurou-os pela sua incredulidade e dureza de coração, porque não acreditaram naqueles que O tinham visto ressuscitado.
15 E disse-lhes: «Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura».

Comentário ao Evangelho

Firmado na rocha da fé na ressurreição

Tu estás firmado na rocha da fé na ressurreição. [...]

«Cristo ressuscitou de entre os mortos, como primícias daqueles que adormeceram; e apareceu a Cefas e depois aos Doze» (1Cor 15,20.5). Com efeito, se não acreditas no testemunho de um, aqui tens doze testemunhas. «Em seguida, apareceu a mais de quinhentos irmãos» (1Cor 15,6). Se não têm fé nos doze, que acreditem nos quinhentos. [...]

Há muitas testemunhas da ressurreição do Salvador: a noite e a luz da Lua cheia, porque estávamos na décima sexta noite da Lua. A rocha do monumento que O acolheu [...], porque a pedra viu diretamente o Senhor; e também a pedra que foi rolada, e que ainda se encontra no mesmo sítio, é uma testemunha direta da ressurreição. Os anjos de Deus foram, com a sua presença, outras tantas testemunhas da ressurreição do Filho único.

Pedro, João, Tomé e todos os apóstolos: os primeiros, porque correram para o monumento e viram os panos com que Ele fora envolvido abandonados no chão após a ressurreição; estes, porque Lhe tocaram nas mãos e nos pés, e contemplaram o lugar dos cravos; e todos eles, porque beneficiaram do sopro do Salvador e receberam, pelo poder do Espírito Santo, o poder e a honra de perdoar os pecados.

Outras testemunhas: as mulheres que Lhe tocaram nos pés e contemplaram a dimensão do tremor de terra e o esplendor do anjo que ali se encontrava; os panos que Cristo ressuscitado tinha deixado abandonados. [...] Outra testemunha é Pedro, que O tinha negado três vezes, mas que, após a tripla declaração, foi colocado no governo das ovelhas místicas. [...]

Tens, portanto, muitas testemunhas.

São Cirilo de Jerusalém (313-350) bispo de Jerusalém, doutor da Igreja Catequese batismal n.º 14, 21-23

Santo do Dia