Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Sexta-feira da 5ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 10 De Fevereiro Cor litúrgica: Verde

3,1-8.

1 A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor tinha feito. Ela disse à mulher: «É verdade que Deus vos disse: "Não podeis comer fruto de nenhuma árvore do jardim"?».
2 A mulher respondeu: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim;
3 mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus avisou-nos: ‘Não podeis comer dele nem tocar-lhe, senão morrereis’».
4 A serpente replicou à mulher: «De maneira nenhuma! Não morrereis.
5 Mas Deus sabe que, no dia em que o comerdes, abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como deuses, ficando a conhecer o bem e o mal».
6 A mulher viu então que o fruto da árvore era bom para comer e agradável à vista, e precioso para esclarecer a inteligência. Colheu fruto da árvore e comeu; depois deu-o ao marido, que comeu juntamente com ela.
7 Abriram-se então os seus olhos e compreenderam que estavam despidos. Por isso, entrelaçaram folhas de figueira e cingiram os rins com elas.
8 Mas ao ouvirem os passos do Senhor Deus, que passeava no jardim pela brisa da tarde, o homem e a mulher esconderam-se do Senhor Deus
entre as árvores do jardim.

32(31),1-2.5.6.7.

R/ Perdoai, Senhor, a culpa do meu pecado.

1 Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa
e absolvido o pecado.
2 Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade
e em cujo espírito não há engano.

5 Confessei-Vos o meu pecado
e não escondi a minha culpa.
Disse: «Vou confessar ao Senhor a minha falta»,
e logo me perdoastes a culpa do pecado.

6 Por isso a Vós se dirige todo o fiel
no tempo da tribulação.
Quando transbordarem as águas caudalosas,
só a ele não hão de atingir.

7 Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,
fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.

7,31-37.

31 Naquele tempo, Jesus deixou de novo a região de Tiro e, passando por Sidónia, veio para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole.
32 Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe que impusesse as mãos sobre ele.
33 Jesus, afastando-Se com ele da multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua.
34 Depois, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse-lhe: «Effathá», que quer dizer «Abre-te».
35 Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar corretamente.
36 Jesus recomendou que não contassem nada a ninguém. Mas, quanto mais lho recomendava, tanto mais intensamente eles o apregoavam.
37 Cheios de assombro, diziam: «Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem».

Comentário ao Evangelho

«Oxalá ouvísseis hoje a sua voz» (Sl 94,7)

Como podemos discernir a voz de Deus entre as mil vozes que ouvimos todos os dias neste nosso mundo? Diria: Deus fala connosco de modos muito diferentes. Fala através de outras pessoas, através dos amigos, dos pais, do pároco, dos sacerdotes. [...] Fala por meio dos acontecimentos da nossa vida, nos quais podemos discernir um gesto de Deus; fala também através da natureza, da criação, e fala, naturalmente e sobretudo, na sua Palavra, na Sagrada Escritura, lida na comunhão da Igreja e pessoalmente, em diálogo com Deus.

É importante ler a Sagrada Escritura, por um lado de modo muito pessoal, e realmente, como diz São Paulo, não como palavra de um homem ou como um documento do passado, como lemos Homero ou Virgílio, mas como uma Palavra de Deus que é sempre atual e fala comigo; aprender a ouvir um texto que é, historicamente, do passado mas que é a Palavra viva de Deus; ou seja, entrar em oração, e fazer da leitura da Sagrada Escritura um diálogo com Deus. Santo Agostinho diz com frequência nas suas homilias: «Bati várias vezes à porta desta Palavra, até que pude compreender o que o próprio Deus me dizia».

Por um lado, esta leitura muito pessoal, este diálogo pessoal com Deus, no qual procuro o que o Senhor me diz; e, juntamente com esta leitura pessoal, é muito importante a leitura comunitária, porque o sujeito vivo da Sagrada Escritura é o Povo de Deus, é a Igreja.

Bento XVI papa de 2005 a 2013 Discurso aos seminaristas 17/02/2007 (trad. ©libreria Editrice Vaticana)

Santo do Dia