Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Sábado da 3ª semana do Tempo Comum

Sábado, 28 De Janeiro Cor litúrgica: Verde

11,1-2.8-19.

1 Irmãos: A fé é a garantia dos bens que se esperam e a certeza das realidades que não se veem.
2 Ela valeu aos antigos um bom testemunho.
8 Pela fé, Abraão obedeceu ao chamamento e partiu para uma terra que viria a receber como herança; e partiu sem saber para onde ia.
9 Pela fé, morou como estrangeiro na terra prometida, habitando em tendas, com Isaac e Jacob, herdeiros, como ele, da mesma promessa,
10 porque esperava a cidade de sólidos fundamentos, cujo arquiteto e construtor é Deus.
11 Pela fé, também Sara recebeu o poder de ser mãe já depois de passada a idade, porque acreditou na fidelidade daquele que lho prometeu.
12 É por isso também que de um só homem – um homem que a morte já espreitava – nasceram descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e como a areia que há na praia do mar.
13 Todos eles morreram na fé, sem terem obtido a realização das promessas. Mas vendo-as e saudando-as de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.
14 Aqueles que assim falam mostram claramente que procuram uma pátria.
15 Se pensassem na pátria de onde tinham saído, teriam tempo de voltar para lá.
16 Mas eles aspiravam a uma pátria melhor, que era a pátria celeste. E como Deus lhes tinha preparado uma cidade, não Se envergonha de Se chamar seu Deus.
17 Pela fé, Abraão, submetido à prova, ofereceu o seu filho único, Isaac, que era o depositário das promessas,
18 como lhe tinha sido dito: «Por Isaac será assegurada a tua descendência».
19 Ele considerava que Deus pode ressuscitar os mortos; por isso, numa espécie de prefiguração, ele recuperou o seu filho.

1,69-70.71-72.73-75.

R/ Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que visitou e redimiu o seu povo.

69 O Senhor nos deu um Salvador poderoso,
na casa de David, seu servo,
70 como prometeu pela boca dos seus santos,
os profetas dos tempos antigos.

71 Para nos libertar dos nossos inimigos
e das mãos daqueles que nos odeiam;
72 para mostrar a sua misericórdia a favor dos nossos pais,
recordando a sua sagrada aliança.

73 O juramento que fizera a Abraão, nosso pai,
que nos havia de conceder esta graça:
74 de O servirmos um dia, sem temor,
livres das mãos dos nossos inimigos,
75 em santidade e justiça na sua presença,
todos os dias da nossa vida.

4,35-41.

35 Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse aos seus discípulos: «Passemos à outra margem do lago».
36 Eles deixaram a multidão e levaram Jesus consigo na barca em que estava sentado. Iam com Ele outras embarcações.
37 Levantou-se então uma grande tormenta e as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água.
38 Jesus, à popa, dormia com a cabeça numa almofada. Eles acordaram-no e disseram: «Mestre, não Te importas que pereçamos?».
39 Jesus levantou-Se, falou ao vento imperiosamente e disse ao mar: «Cala-te e está quieto». O vento cessou e fez-se grande bonança.
40 Depois disse aos discípulos: «Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?».
41 Eles ficaram cheios de temor e diziam uns para os outros: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?».

Comentário ao Evangelho

Subir para a barca da Santa Cruz

Temos de nos despojar de nós e de nos revestir de Jesus crucificado, subindo para a barca da nossa santa fé e navegando sem temor no mar borrascoso do mundo. Quem está nesta barca não deve ter um temor servil, porque a sua embarcação dispõe de todas as provisões que a alma pode desejar. Quando somos atacados por ventos contrários, que nos impedem de satisfazer os nossos desejos, não nos preocupemos, mas tenhamos uma fé viva, porque temos com que nos alimentar e a barca é tão forte que nem os piores ventos, que a lançam contra os mais terríveis escolhos, poderão destruí-la.

É verdade que a barca ficará muitas vezes coberta pelas águas, mas nem por isso podemos perder a coragem; isso acontece para conhecermos melhor e distinguirmos com mais perfeição a calma da tempestade. Em tempos de calma, não devemos ter uma confiança desmedida, mas, com santo temor, recorrer à oração humilde e continuada, procurando com desejo ardente a honra de Deus e a salvação das almas nesta barca da cruz. É por isso que Deus permite que os demónios, a carne a a mundo nos persigam e nos cubram de águas tumultuosas.

Mas, se a alma que está nesta barca não se encosta à amurada, mas se coloca no centro, no abismo de amor ardente de Jesus crucificado, não sofrerá nenhum mal; pelo contrário, tornar-se-á mais forte, terá mais coragem para suportar as penas, as fadigas e as censuras injustas do mundo, porque terá experimentado e saboreado a ajuda da Providência divina. Despojai-vos, pois, do amor próprio e revesti-vos da doutrina de Jesus crucificado. Isto vos imploro, pois quero que entreis nesta barca da santa cruz e que atravesseis este mar borrascoso à luz de uma fé viva.

Santa Catarina de Sena (1347-1380) terceira dominicana, doutora da Igreja, copadroeira da Europa Carta 140 ao Ir. R. de Cápua, n.º 94

Santo do Dia