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Liturgia diária

7 de janeiro

Sábado, 7 De Janeiro

5,14-21.

14 Caríssimos: Esta é a confiança que temos em Deus: se Lhe pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, Ele escuta-nos.
15 E, sabendo que nos escuta em tudo o que Lhe pedirmos, sabemos também que alcançaremos o que Lhe tivermos pedido.
16 Se alguém vir seu irmão cometer um pecado que não o leva à morte, reze e Deus lhe dará a vida, se de facto o pecado cometido não leva à morte. Há um pecado que leva à morte; não é por este pecado que eu digo que se reze.
17 Toda a iniquidade é pecado, mas nem todo o pecado leva à morte.
18 Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca, porque o guarda Aquele que foi gerado por Deus e o Maligno não o pode atingir.
19 Sabemos que somos de Deus, mas o mundo inteiro está sujeito ao Maligno.
20 E sabemos também que veio o Filho de Deus e nos deu inteligência para conhecermos o verdadeiro. Nós estamos no verdadeiro por seu Filho, Jesus Cristo, que é o Deus verdadeiro e a vida eterna.
21 Meus filhos, guardai-vos dos falsos deuses.

149(148),1-2.3-4.5-6a.9b.

R/ O Senhor ama o seu povo.

1 Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor na assembleia dos santos.
2 Alegre-se Israel em seu Criador,
rejubilem os filhos de Sião em seu Rei.

3 Louvem o seu nome com danças,
cantem ao som do tímpano e da cítara,
4 porque o Senhor ama o seu povo,
coroa os humildes com a vitória.

5 Exultem de alegria os fiéis,
cantem jubilosos em suas casas;
6 em sua boca os louvores de Deus.
9 Esta é a glória de todos os seus fiéis.

2,1-11.

1 Naquele tempo, realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus.
2 Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento.
3 A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho».
4 Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora».
5 Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser».
6 Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, e cada uma levava duas ou três medidas.
7 Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água».
8 Eles encheram-nas até acima. Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa».
9 E eles levaram. Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho — ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam —, chamou o noivo
10 e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora».
11 Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram nele.

Comentário ao Evangelho

«Jesus deu início aos seus milagres».

Porque terá Nosso Senhor, como primeiro sinal, transformado a água em vinho? Para demonstrar que Deus, que transformou a natureza no interior das talhas, também operou uma transformação no seio da Virgem. Como milagre supremo, Jesus abriu um túmulo, a fim de manifestar a sua independência em relação à ávida morte, que tudo engole.

Para autenticar e confirmar a dupla perturbação da natureza que ocorre com o seu nascimento e a sua ressurreição, Jesus transformou a água em vinho sem modificar as talhas de pedra: era o símbolo do seu corpo, milagrosamente concebido e maravilhosamente criado numa virgem, sem intervenção de homem. [...] Contrariamente ao que é habitual, as talhas deram ao mundo um vinho novo, sem ter jamais havido repetição de tal maravilha. Assim também, a Virgem que concebeu e deu ao mundo o Emanuel (cf Is 7,14) não voltou a conceber. O milagre das talhas de pedra é este: a pequenez torna-se grandeza, a parcimónia transmuta-se em superabundância, a água da fonte em vinho doce. [...] Em Maria, pelo contrário, a grandeza e a glória da divindade mudam de aspeto, tomando uma aparência de fragilidade e ignomínia.

Naquelas talhas que serviam para os ritos de purificação dos judeus, verte nosso Senhor a sua doutrina, mostrando assim que veio segundo a Lei e os profetas, mas para tudo mudar com os seus ensinamentos, tal como a água se transformou em vinho. [...] «É que a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram-nos por Jesus Cristo» (Jo 1,17). O esposo que morava em Caná convidou o Esposo que veio do Céu; e o Senhor, que estava preparado para estas núpcias, respondeu ao seu convite. Os que estavam sentados à mesa convidaram Aquele que instala os mundos em seu Reino, e Ele enviou-lhes um presente de núpcias que os fez exultar. [...] Não tinham vinho que chegasse, mesmo do de menor qualidade, e Ele deu-lhes um pouco da sua riqueza: em resposta ao convite que deles recebera, Ele convidou-os para as suas núpcias.

Santo Efrém (c. 306-373) diácono da Síria, doutor da Igreja Comentário ao Diatessaron, 5, 6ss.; SC 121

Santo do Dia