Liturgia diária
7º Dia da Oitava do Natal
2,18-21.
18 Meus filhos, esta é a última hora. Ouvistes dizer que há de vir o Anticristo. Pois bem, surgiram já muitos anticristos e por isso sabemos que é a última hora.
19 Eles saíram do meio de nós, mas não eram dos nossos. Se fossem dos nossos, teriam ficado connosco. Assim sucedeu para ficar bem claro que nem todos eram dos nossos.
20 Vós, porém, tendes a unção que vem do Santo e todos possuís a ciência.
21 Não vos escrevo por ignorardes a verdade, mas porque a conheceis e porque nenhuma mentira provém da verdade.
96(95),1-2.11-12.13.
R/ Alegrem-se os céus, exulte a terra.
1 Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, Terra inteira,
2 cantai ao Senhor, bendizei o seu nome,
anunciai dia a dia a sua salvação.
11 Alegrem-se os céus, exulte a Terra,
ressoe o mar e tudo o que ele contém,
12 exultem os campos e quanto neles existe,
alegrem-se as árvores das florestas.
13 Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a Terra.
Julgará o mundo com justiça
e os povos com fidelidade.
1,1-18.
1 No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.
2 No princípio, Ele estava com Deus.
3 Tudo se fez por meio dele e sem Ele nada foi feito.
4 Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens.
5 A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam.
6 Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João.
7 Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele.
8 Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz.
9 O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem.
10 Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu.
11 Veio para o que era seu e os seus não O receberam.
12 Mas, àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.
13 Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.
14 E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade.
15 João dá testemunho dele, exclamando: «Era deste que eu dizia: "O que vem depois de mim passou à minha frente, porque existia antes de mim"».
16 Na verdade, foi da sua plenitude que todos nós recebemos graça sobre graça.
17 Porque, se a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.
18 A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer.
Comentário ao Evangelho
«Àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus»
Contemplai os mistérios do amor e vereis «o seio do Pai», que «nos deu a conhecer o seu Filho unigénito», que é Deus (Jo 1,18). Deus é amor (1Jo 4,8) e, devido a esse amor, deixou-Se ver por nós. No seu ser inexprimível, Ele é Pai; na sua compaixão para connosco, tornou-Se Mãe. Ao amar, o Pai revela também uma dimensão feminina.
A prova incontestável deste amor é Aquele que Ele gera de Si mesmo. E este Filho, fruto do amor, é amor. Por causa deste amor, Ele desceu até nós. Por causa deste amor, revestiu-Se da nossa humanidade. Por causa deste amor, sofreu livremente tudo o que diz respeito à condição humana. E assim, colocando-Se ao nível da nossa fraqueza porque nos amava, pôs-nos em igualdade com a sua força. Quando estava a ponto de Se oferecer em sacrifício e Se dar a Si próprio como preço da nossa redenção, deixou-nos um testamento novo: «Dou-vos o meu amor» (cf Jo 13,34; 14,27). Que amor é este? Qual o seu valor? «Entregou a sua vida» (1Jo 3,16) por cada um de nós, uma vida mais preciosa que todo o Universo.
Santo do Dia
Continuar a celebrar
Também pode interessar
Encontre outros conteúdos relacionados com a liturgia e a vida sacramental da comunidade.