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Liturgia diária

3º Domingo do Advento

Domingo, 11 De Dezembro Cor litúrgica: Roxo

35,1-6a.10.

1 Alegrem-se o deserto e o descampado, rejubile e floresça a terra árida,
2 cubra-se de flores como o narciso, exulte com brados de alegria. Ser-lhe-á dada a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Saron. Verão a glória do Senhor, o esplendor do nosso Deus.
3 Fortalecei as mãos fatigadas e robustecei os joelhos vacilantes.
4 Dizei aos corações perturbados: «Tende coragem, não temais: aí está o vosso Deus, que vem para fazer justiça e dar a recompensa. Ele próprio vem salvar-vos».
5 Abrir-se-ão os olhos dos cegos e os ouvidos dos surdos.
6 Então o coxo saltará como um veado, e a língua do mudo cantará de alegria.
10 Por ele caminharão os resgatados e voltarão os que tiver libertado o Senhor. Hão de chegar a Sião com brados de alegria, com eterna felicidade a iluminar-lhes o rosto. Reinarão o prazer e o contentamento e acabarão a dor e os gemidos.

146(145),7-10.

R/ Vinde, Senhor, e salvai-nos.

7 O Senhor faz justiça aos oprimidos,
dá pão aos que têm fome
e a liberdade aos cativos.

8 O Senhor ilumina os olhos dos cegos,
o Senhor levanta os abatidos,
0 Senhor ama os justos.

9 O Senhor protege os peregrinos,
ampara o órfão e a viúva
e entrava o caminho aos pecadores.

10 O Senhor reina eternamente.
O teu Deus, ó Sião,
é Rei por todas as gerações.

5,7-10.

7 Irmãos: Esperai com paciência a vinda do Senhor. Vede como o agricultor espera pacientemente o precioso fruto da terra, aguardando a chuva temporã e a tardia.
8 Sede pacientes, vós também, e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima.
9 Não vos queixeis uns dos outros, a fim de não serdes julgados. Eis que o juiz está à porta.
10 Irmãos, tomai como exemplos de sofrimento e de paciência os profetas que falaram em nome do Senhor.

11,2-11.

2 Naquele tempo, João Batista ouviu falar, na prisão, das obras de Cristo e mandou-Lhe dizer pelos discípulos:
3 «És Tu Aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?».
4 Jesus respondeu-lhes: «Ide contar a João o que vedes e ouvis:
5 os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a boa nova é anunciada aos pobres.
6 E bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo».
7 Quando os mensageiros partiram, Jesus começou a falar de João às multidões: «Que fostes ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento?
8 Então que fostes ver? Um homem vestido com roupas delicadas? Mas aqueles que usam roupas delicadas encontram-se nos palácios dos reis.
9 Que fostes ver então? Um profeta? Sim – Eu vo-lo digo – e mais que profeta.
10 É dele que está escrito: "Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, para Te preparar o caminho".
11 Em verdade vos digo: Entre os filhos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista. Mas o menor no Reino dos Céus é maior do que ele».

Comentário ao Evangelho

«Entre os filhos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista. Mas o menor no reino dos Céus é maior do que ele»

Veneremos a compaixão de um Deus que não veio julgar o mundo, mas salvá-lo. João, o percursor do Mestre, que até então desconhecia este mistério, logo que percebeu que Jesus era verdadeiramente o Senhor, clamou àqueles que tinham vindo pedir o batismo: «Raça de víboras» (Mt 3,6), porque me olhais com tanta insistência? Eu não sou o Cristo. Sou um servo e não o Mestre. Sou um simples súbdito, não sou o rei. Sou uma ovelha, não o pastor. Sou um homem, não um Deus. Curei a esterilidade da minha mãe vindo ao mundo, mas não tornei fecunda a sua virgindade; fui tirado de baixo, não desci das alturas. Emudeci a língua do meu pai (cf Lc 1,20), não manifestei a graça divina. [...] Sou miserável e pequeno, mas depois de mim virá Aquele que é antes de mim (cf Jo 1,30). Ele vem depois, no tempo; mas anteriormente estava na luz inacessível e inefável da divindade. « Aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu, e não sou digno de levar as suas sandálias. Ele batizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo» (Mt 3, 11). Eu estou subordinado; Ele é livre. Eu estou sujeito ao pecado, Ele destrói o pecado. Eu ensino a Lei, Ele traz-nos a luz da graça. Eu prego como escravo, Ele legisla como mestre. Eu tenho por leito o chão, Ele os Céus. Eu dou-vos o batismo do arrependimento, Ele dar-vos-á a graça da adoção. «Ele batizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo». Porque me venerais? Eu não sou o Cristo.

Homilia atribuída a Santo Hipólito de Roma (?-c. 235) presbítero, mártir Sermão sobre a Santa Teofania; PG 10, 852

Santo do Dia