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Liturgia diária

Sábado da 33ª semana do Tempo Comum

Sábado, 19 De Novembro Cor litúrgica: Verde

11,4-12.

4 Foi-me dito a mim, João: «Eu mandarei as minhas duas testemunhas para profetizarem. São as duas oliveiras e os dois candelabros, que estão diante do Senhor de toda a Terra.
5 Se alguém lhes quiser fazer mal, sairá fogo das suas bocas para devorar os seus inimigos; se alguém lhes quiser fazer mal, assim deve perecer.
6 Elas têm o poder de fechar o céu, para que a chuva não caia durante os dias em que profetizarem. Têm também o poder de transformar as águas em sangue e de ferir a Terra com toda a espécie de flagelos, todas as vezes que quiserem.
7 Mas quando terminarem o seu testemunho, o monstro que sobe do abismo há de fazer-lhes guerra, há de vencê-las e matá-las.
8 E os seus cadáveres ficarão estendidos na praça da grande cidade, que se chama simbolicamente Sodoma e Egito, onde o seu Senhor foi crucificado.
9 Homens de vários povos, tribos, línguas e nações olharão para esses cadáveres durante três dias e meio, sem que seja permitido dar-lhes sepultura.
10 Os habitantes da Terra alegrar-se-ão pela sua morte e felicitar-se-ão, enviando presentes uns aos outros, porque estes dois profetas tinham atormentado os habitantes da Terra.
11 Passados, porém, três dias e meio, entrou neles um sopro de vida, que veio de Deus, e eles puseram-se de pé, com grande espanto dos que os olhavam.
12 Ouviram então uma voz forte vinda do Céu, que dizia: «Subi para aqui». E eles subiram para o Céu numa nuvem, à vista dos seus inimigos.

144(143),1.2.9-10.

R/ Bendito seja o Senhor, rochedo do meu refúgio.

1 Bendito seja o Senhor, o meu refúgio,
que adestra as minhas mãos para a luta
e os meus dedos para o combate.

2 O Senhor é meu amparo e minha cidadela,
meu baluarte e meu libertador.
O Senhor é meu escudo e meu abrigo
Ele submete os povos ao meu poder.

9 Vou cantar-Vos, meu Deus, um cântico novo,
vou celebrar-Vos ao som da harpa,
10 a Vós, que dais aos reis a vitória,
e salvastes David, vosso servo.

20,27-40.

27 Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns saduceus – que negam a ressurreição
28 – e fizeram-lhe a seguinte pergunta: «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: "Se morrer a alguém um irmão que deixe mulher, mas sem filhos, esse homem deve casar com a viúva, para dar descendência a seu irmão".
29 Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos.
30 O segundo
31 e depois o terceiro desposaram a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram e não deixaram filhos.
32 Por fim, morreu também a mulher.
33 De qual destes será ela esposa na ressurreição, uma vez que os sete a tiveram por mulher?».
34 Disse-lhes Jesus: «Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento.
35 Mas aqueles que forem dignos de tomar parte na vida futura e na ressurreição dos mortos nem se casam nem se dão em casamento.
36 Na verdade, já não podem morrer, pois são como os anjos, e, porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus.
37 E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça ardente, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob.
38 Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos».
39 Então, alguns escribas tomaram a palavra e disseram: «Falaste bem, Mestre».
40 E ninguém mais se atrevia a fazer-Lhe qualquer pergunta.

Comentário ao Evangelho

O Deus dos vivos

Na sua resposta aos saduceus, que negavam a ressurreição e, por causa disso, desprezavam Deus e ridicularizavam a Lei, o nosso Senhor e Mestre provou a ressurreição e, ao mesmo tempo, deu a conhecer a Deus. «Que os mortos ressuscitam», disse Ele, «até Moisés o deu a entender no episódio da sarça ardente, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob». E acrescenta: «Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos». Mostra assim claramente que Aquele que falou a Moisés do meio da sarça, e declarou ser o Deus de seus pais, é o Deus dos vivos. E quem poderá ser o Deus dos vivos senão o verdadeiro Deus, acima do qual não há outro? Foi Ele que o profeta Daniel anunciou, quando respondeu a Ciro, rei dos Persas […]: «Eu não venero ídolos feitos pela mão do homem, mas o Deus vivo, que fez o Céu e a Terra e que exerce o seu domínio sobre toda a carne». E ainda: «Eu não adoro senão o Senhor meu Deus, porque Ele é o Deus vivo» (Dan 14,5.25).

O Deus que os profetas adoravam, o Deus vivo, é o Deus dos vivos, Ele e o seu Verbo, a sua Palavra, que falou a Moisés da sarça, que refutou os saduceus e que concedeu a ressurreição. Foi Ele quem, a partir da Lei, demonstrou duas coisas a esses cegos: a ressurreição e o Deus verdadeiro. Se Ele não é Deus dos mortos, mas dos vivos, e se é chamado o Deus dos pais, que já morreram, não há qualquer dúvida de que eles estão vivos para Deus e não morreram: eles «nasceram da ressurreição». Mas a ressurreição é o próprio Senhor, como Ele mesmo diz: «Eu sou a ressurreição e a vida» (Jo 11,25). E os pais são os seus filhos, conforme foi dito pelo profeta: «Em vez de pais que eram, tornaram-se filhos» (Sl 44,17).

Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208) bispo, teólogo, mártir Contra as Heresias, IV, 5, 2

Santo do Dia