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Liturgia diária

Quinta-feira da 33ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 17 De Novembro Cor litúrgica: Verde

5,1-10.

1 Eu, João, vi na mão direita daquele que estava sentado no trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.
2 Vi também um anjo poderoso, que proclamava em alta voz: «Quem é digno de abrir o livro e quebrar os seus selos?».
3 Mas ninguém, nem no Céu, nem na Terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro nem olhar para ele.
4 Eu chorava muito, porque não se encontrava ninguém que fosse digno de abrir o livro nem de olhar para ele.
5 Disse-me então um dos Anciãos: «Não chores! O leão da tribo de Judá, o descendente de David, alcançou a vitória; Ele abrirá o livro e os seus sete selos».
6 Vi então, entre o trono e os quatro seres vivos e os anciãos, um Cordeiro de pé, que parecia ter sido imolado. Tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus, enviados por toda a Terra.
7 O Cordeiro foi receber o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono.
8 Quando o Cordeiro recebeu o livro, os quatro seres vivos e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante dele, cada um com uma harpa e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos.
9 E cantavam um cântico novo, dizendo: «Sois digno de receber o livro e de abrir os selos, porque fostes imolado e resgatastes para Deus, com o vosso sangue, homens de toda a tribo, língua, povo e nação,
10 e fizestes deles, para o nosso Deus, um reino de sacerdotes, que reinarão sobre a Terra».

149(148),1-2.3-4.5-6a.9b.

R/ O Senhor ama o seu povo.

1 Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor na assembleia dos santos.
2 Alegre-se Israel em seu Criador,
rejubilem os filhos de Sião em seu Rei.

3 Louvem o seu nome com danças,
cantem ao som do tímpano e da cítara,
4 porque o Senhor ama o seu povo,
coroa os humildes com a vitória.

5 Exultem de alegria os fiéis,
cantem jubilosos em suas casas;
6 em sua boca os louvores de Deus.
9 Esta é a glória de todos os seus fiéis.

19,41-44.

41 Naquele tempo, quando Jesus Se aproximou de Jerusalém, ao ver a cidade, chorou sobre ela e disse:
42 «Se ao menos hoje conhecesses o que te pode dar a paz! Mas não. Está escondido a teus olhos.
43 Dias virão para ti, em que os teus inimigos te rodearão de trincheiras e te apertarão de todos os lados.
44 Esmagar-te-ão, a ti e aos teus filhos, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, por não teres reconhecido o tempo em que foste visitada».

Comentário ao Evangelho

«Está escondido a teus olhos»

É realmente evidente que, aqui na Terra, nenhuma cidade santa constituirá o termo da nossa peregrinação no tempo. Tal termo fica oculto para lá deste mundo, no coração do mistério de Deus, para nós ainda invisível; porque é na fé que caminhamos, não na visão clara, e o que seremos não foi ainda manifestado (cf 1Jo 3,2). A nova Jerusalém, da qual somos até ao presente cidadãos e filhos, desce do alto (cf Gal 4,26), de junto de Deus (cf Ap 21,2). Desta cidade, a única que é definitiva, não contemplámos ainda o esplendor; vislumbrámo-lo apenas como num espelho e de maneira confusa (cf 1Cor 13,12), na firmeza das palavras proféticas. Mas, já no presente, somos cidadãos desta cidade ou somos convidados a sê-lo; é deste destino final que toda a peregrinação espiritual recebe o seu sentido interior.

O mesmo se aplicava à Jerusalém celebrada pelos salmistas. Subindo a Jerusalém, o próprio Jesus e Maria, sua mãe, cantaram na Terra os cânticos de Sião: «Beleza perfeita, joia de toda a Terra» (Sl 49,2; Sl 47,3). Doravante, porém, por causa de Cristo, é a Jerusalém do alto que nos atrai, é para Ele que caminhamos num caminho interior.

São Paulo VI (1897-1978) papa de 1963 a 1978 Exortação apostólica sobre a alegria cristã «Gaudete in Domino»

Santo do Dia