Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Segunda-feira da 30ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 24 De Outubro Cor litúrgica: Verde

4,32.5,1-8.

32 Irmãos: Sede bondosos e compassivos uns para com os outros e perdoai-vos mutuamente, como Deus também vos perdoou em Cristo.
1 Sede imitadores de Deus, como filhos muito amados.
2 Caminhai na caridade, a exemplo de Cristo, que nos amou e Se entregou por nós, oferecendo-Se como vítima agradável a Deus.
3 A imoralidade e qualquer impureza ou avareza nem sequer sejam mencionadas entre vós, como é próprio de cristãos.
4 Nada também de palavras indecentes, estultas ou maliciosas, que são coisas inconvenientes. Em vez disso, dai ações de graças.
5 Porque, como sabeis, nenhum imoral, impudico ou avarento – que é uma idolatria – terá parte na herança do Reino de Cristo e de Deus.
6 Ninguém vos iluda com vãos raciocínios: é por causa dessas desordens que a ira de Deus atinge os rebeldes.
7 Portanto, não sejais seus cúmplices.
8 Outrora vós éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor.

1,1-2.3.4.6.

R/ Quem Vos segue, Senhor, terá a luz da vida.

1 Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
2 mas antes se compraz na lei do Senhor,
e nela medita dia e noite.

3 É como árvore plantada à beira das águas:
dá fruto a seu tempo
e sua folhagem não murcha.
Tudo quanto fizer será bem sucedido.

4 Bem diferente é a sorte dos ímpios:
são como palha que o vento leva.
6 O Senhor vela pelo caminho dos justos,
mas o caminho dos pecadores leva à perdição.

13,10-17.

10 Naquele tempo, estava Jesus a ensinar ao sábado numa sinagoga.
11 Apareceu lá uma mulher com um espírito que a tornava enferma havia dezoito anos; andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se.
12 Ao vê-la, Jesus chamou-a e disse-lhe: «Mulher, estás livre da tua enfermidade»;
13 e impôs-lhe as mãos. Ela endireitou-se logo e começou a dar glória a Deus.
14 Mas o chefe da sinagoga, indignado por Jesus ter feito uma cura ao sábado, tomou a palavra e disse à multidão: «Há seis dias para trabalhar. Portanto, vinde curar-vos nesses dias e não no dia de sábado».
15 O Senhor respondeu: «Hipócritas! Não solta cada um de vós do estábulo o seu boi ou o seu jumento ao sábado, para o levar a beber?
16 E esta mulher, filha de Abraão, que Satanás prendeu há dezoito anos, não devia libertar-se desse jugo no dia de sábado?».
17 Enquanto Jesus assim falava, todos os seus adversários ficaram envergonhados e a multidão alegrava-se com todas as maravilhas que Ele realizava.

Comentário ao Evangelho

Uma cura ao sábado, sinal do dia da nova criação

O dia da nova criação: a comparação do domingo cristão com o conceito do sábado, próprio do Antigo Testamento, suscitou aprofundamentos teológicos de grande interesse. De modo particular, evidenciou-se a especial ligação que existe entre a ressurreição e a criação. De facto, era natural que a reflexão cristã relacionasse a ressurreição, acontecida «no primeiro dia da semana», com o primeiro dia daquela semana cósmica (cf Gn 1,1-2,4). […] O relacionamento feito convidava a ver a ressurreição como o início de uma nova criação, da qual Cristo glorioso constitui as primícias, sendo Ele «o Primogénito de toda a criação» (Col 1,15), e também «o Primogénito dos que ressuscitam dos mortos» (Col 1,18).

Com efeito, o domingo é, mais do que qualquer outro, o dia em que o cristão é chamado a lembrar a salvação que lhe foi oferecida no batismo e o tornou um homem novo em Cristo. «Sepultados com Ele no batismo, foi também com Ele que ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que O ressuscitou dos mortos» (Col 2,12; cf Rom 6,4-6). A liturgia põe em evidência esta dimensão batismal do domingo, quer exortando a celebrar os batismos, para além da Vigília Pascal, também neste dia da semana «em que a Igreja comemora a ressurreição do Senhor», quer sugerindo como oportuno rito penitencial no início da Missa a aspersão com a água benta, que evoca precisamente o evento batismal em que nasce toda a existência cristã.

São João Paulo II (1920-2005) papa Carta apostólica «Dies Domini», §§ 24-25

Santo do Dia