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Liturgia diária

Sábado da 29ª semana do Tempo Comum

Sábado, 22 De Outubro Cor litúrgica: Verde

4,7-16.

7 Irmãos: A cada um de nós foi concedida a graça, na medida em que recebeu o dom de Cristo.
8 Por isso diz a Escritura: «Subiu às alturas, sujeitou um grupo de cativos, concedeu dons aos homens».
9 Que quer dizer «subiu», senão que também desceu às regiões inferiores da terra?
10 Aquele que desceu é o mesmo que subiu acima de todos os céus, a fim de encher o universo.
11 Foi Ele também que a uns constituiu apóstolos, a outros evangelistas e a outros pastores e mestres,
12 para o aperfeiçoamento dos cristãos em ordem ao trabalho do ministério e à edificação do Corpo de Cristo,
13 até que cheguemos todos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem perfeito, à medida de Cristo na sua plenitude.
14 Assim, já não somos crianças inconstantes, levados ao sabor de todas as correntes de doutrina, à mercê da maldade dos homens, da astúcia com que induzem ao erro.
15 Pelo contrário, praticando a verdade na caridade, cresceremos em tudo para Cristo, que é a Cabeça.
16 É por Ele que o corpo inteiro, coordenado e unido por meio de todas as junturas, opera o seu crescimento orgânico, segundo a atividade de cada uma das partes, a fim de se edificar na caridade.

122(121),1-2.3-4a.4b-5.

R/ Vamos com alegria para a casa do Senhor.

1 Alegrei-me quando me disseram:
«Vamos para a casa do Senhor».
2 Detiveram-se os nossos passos
às tuas portas, Jerusalém.

3 Jerusalém, cidade bem edificada,
que forma tão belo conjunto!
4 Para lá sobem as tribos,
as tribos do Senhor.

4 Segundo o costume de Israel,
para celebrar o nome do Senhor;
5 ali estão os tribunais da justiça,
os tribunais da casa de David.

13,1-9.

1 Naquele tempo, vieram contar a Jesus que Pilatos mandara derramar o sangue de certos galileus juntamente com o das vítimas que imolavam.
2 Jesus respondeu-lhes: «Julgais que, por terem sofrido tal castigo, esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus?
3 Eu digo-vos que não. E, se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo.
4 E aqueles dezoito homens que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou? Julgais que eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém?
5 Eu digo-vos que não. E, se não vos arrependerdes, morrereis todos de modo semelhante».
6 Jesus disse então a seguinte parábola: «Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi procurar os frutos que nela houvesse, mas não os encontrou.
7 Disse então ao vinhateiro: "Há três anos que venho procurar frutos nesta figueira e não os encontro. Deves cortá-la. Porque há de estar ela a ocupar inutilmente a terra?"
8 Mas o vinhateiro respondeu-lhe: "Senhor, deixa-a ficar ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo.
9 Talvez venha a dar frutos. Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano"».

Comentário ao Evangelho

«Pecadores, lembrai-vos disto e meditai»

Há muitas coisas que não conseguimos realizar fisicamente, pela nossa fraqueza humana; mas, se o desejarmos verdadeiramente, poderemos, com a inspiração de Deus, encontrar amor no nosso coração. Há coisas que não conseguimos tirar do sótão, da adega ou da despensa de nossa casa, mas não temos nenhuma desculpa quando se trata do coração. [...]

Ninguém nos diz: «Ide para o Oriente à procura do amor; navegai para Ocidente e encontrareis o amor». Não, ordenam-nos que entremos no interior do nosso coração, de onde a cólera nos faz sair com tanta frequência. Como diz o profeta: «Pecadores, lembrai-vos disto e meditai» (Is 46,8). Não é em países distantes que encontramos o que o Senhor nos pede; Ele envia-nos para dentro de nós mesmos, para o nosso coração, porque colocou em nós o que nos pede. O amor perfeito é a boa vontade da alma; foi acerca dele que os anjos proclamaram aos pastores: «Paz na Terra aos homens de boa vontade» (Lc 2,14). [...]

Trabalhemos, pois, com todas as nossas forças e com a ajuda de Deus, para dar o primeiro lugar na nossa alma à bondade e não ao mal, à paciência e não à cólera, à benevolência e não à inveja, à humildade e não ao orgulho. Em suma, que a delicadeza do amor tome de tal modo posse do nosso coração que não deixe espaço para a amargura do rancor.

São Cesário de Arles (470-543) monge, bispo Sermão 37,1; SC 243

Santo do Dia