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Liturgia diária

Sexta-feira da 24ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 16 De Setembro Cor litúrgica: Verde

15,12-20.

12 Irmãos: Se pregamos que Cristo ressuscitou dos mortos, porque dizem alguns no meio de vós que não há ressurreição dos mortos?
13 Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou.
14 E, se Cristo não ressuscitou, então a nossa pregação é inútil e também é inútil a vossa fé.
15 E nós aparecemos como falsas testemunhas de Deus, porque damos testemunho contra Deus, ao afirmar que Ele ressuscitou Jesus Cristo, quando de facto não O ressuscitou, a ser verdade que os mortos não ressuscitam.
16 Se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.
17 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, ainda estais nos vossos pecados;
18 e assim, os que morreram em Cristo pereceram também.
19 Se é só para a vida presente que temos posta em Cristo a nossa esperança, somos os mais miseráveis de todos os homens.
20 Mas não. Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram.

17(16),1.6-7.8b.15.

R/ Senhor, ficarei saciado, quando aparecer a vossa glória.

1 Ouvi, Senhor, uma causa justa,
atendei a minha súplica.
Escutai a minha oração,
feita com sinceridade.

6 Eu Vos invoco, ó Deus, respondei-me,
ouvi e escutai as minhas palavras.
7 Mostrai a vossa admirável misericórdia,
Vós que salvais quem se acolhe à vossa direita.

8 Guardai-me como a menina dos olhos,
protegei-me à sombra das vossas asas.
15 Mereça eu contemplar a vossa face
e, ao despertar, saciar-me com a vossa imagem.

8,1-3.

1 Naquele tempo, Jesus ia caminhando por cidades e aldeias, a pregar e a anunciar a boa nova do Reino de Deus. Acompanhavam-no os Doze,
2 bem como algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades. Eram Maria, chamada Madalena, de quem tinham saído sete demónios,
3 Joana, mulher de Cusa, administrador de Herodes, Susana e muitas outras, que serviam Jesus e os discípulos com os seus bens.

Comentário ao Evangelho

«Acompanhavam-no os Doze, bem como algumas mulheres»

Desde o início da missão de Cristo, a mulher demonstra para com Ele e para com o seu ministério uma sensibilidade especial, que corresponde a uma característica da sua feminilidade. Convém referir igualmente que tal é particularmente confirmado face ao mistério pascal, não só no momento da cruz, mas também na manhã da ressurreição: as mulheres são as primeiras junto à sepultura; são as primeiras a encontrá-la vazia; são as primeiras a ouvir: «Não está aqui, ressuscitou como tinha dito» (Mt 28,6); são as primeiras a abraçar-Lhe os pés (cf Mt 28,9); são também as primeiras a ser chamadas a anunciar esta verdade aos apóstolos (cf Mt 28,1-10; Lc 24,8-11).

O evangelho de João (cf também Mc 16,9) coloca em destaque a função particular de Maria Madalena, a primeira a ver Cristo ressuscitado. [...] Por isso, é conhecida também como a «apóstola dos apóstolos». Maria Madalena foi testemunha ocular do Cristo ressuscitado antes dos apóstolos e, por essa razão, foi também a primeira a dar testemunho diante dos apóstolos.

Este acontecimento coroa, em certo sentido, tudo quanto foi precedentemente dito sobre o facto de Cristo confiar as verdades divinas às mulheres, em pé de igualdade com os homens. Pode-se dizer que assim se cumpriram as palavras do profeta: «Derramarei o meu Espírito sobre todo o homem e tornar-se-ão profetas os vossos filhos e as vossas filhas» (Jl 3,1). Cinquenta dias depois da ressurreição de Cristo, estas palavras são novamente confirmadas no cenáculo de Jerusalém, durante a vinda do Espírito Santo Paráclito (cf At 2,17). Tudo o que se disse até aqui sobre o comportamento de Cristo em relação às mulheres confirma e esclarece, no Espírito Santo, a verdade sobre a igualdade dos dois, homem e mulher.

São João Paulo II (1920-2005) papa Mulieris Dignitatem, § 16 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana)

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