Liturgia diária
Segunda-feira da 24ª semana do Tempo Comum
11,17-26.33.
17 Irmãos: Ao dar-vos as minhas instruções, não posso louvar as vossas assembleias, que, em vez de serem proveitosas, se tornam prejudiciais.
18 Em primeiro lugar, ouço dizer que há entre vós divisões, quando vos reunis em assembleia; e em parte, acredito nisso.
19 Na verdade, é preciso que haja divisões entre vós, para se manifestarem aqueles que resistem a esta prova.
20 Quando vos reunis em comum, já não é para comer a ceia do Senhor,
21 pois cada um se adianta a comer a sua própria ceia e, enquanto um passa fome, outro fica embriagado.
22 Será que não tendes as vossas casas para comer e beber? Ou desprezais a Igreja de Deus e envergonhais aqueles que são pobres? Que vos direi? Devo louvar-vos? Nisto não vos louvo.
23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão
24 e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim».
25 Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim».
26 Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha.
33 Portanto, irmãos, quando vos reunis para comer a ceia do Senhor, esperai uns pelos outros.
40(39),7-8a.8b-9.10.17.
R/ Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade.
7 Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações,
mas abristes-me os ouvidos;
não pedistes holocaustos nem expiações,
8 então clamei: «Aqui estou.
8 De mim está escrito no livro da Lei
9 que faça a vossa vontade.
Assim o quero, ó meu Deus,
a vossa lei está no meu coração».
10 Proclamei a justiça na grande assembleia,
não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.
17 Alegrem-se e exultem em Vós
todos os que Vos procuram.
Digam sempre: «Grande é o Senhor»
os que desejam a vossa salvação.
7,1-10.
1 Naquele tempo, quando Jesus acabou de falar ao povo, entrou em Cafarnaum.
2 Um centurião tinha um servo a quem estimava muito e que estava doente, quase a morrer.
3 Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-Lhe alguns anciãos dos judeus para Lhe pedir que fosse salvar aquele servo.
4 Quando chegaram à presença de Jesus, os anciãos suplicaram-Lhe insistentemente: «Ele é digno de que lho concedas,
5 pois estima a nossa gente e foi ele que nos construiu a sinagoga».
6 Jesus acompanhou-os. Já não estava longe da casa, quando o centurião Lhe mandou dizer por uns amigos: «Não Te incomodes, Senhor, pois não mereço que entres em minha casa,
7 nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma palavra e o meu servo será curado.
8 Porque também eu, que sou um subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens. Digo a um "vai" e ele vai; e a outro "vem" e ele vem; e ao meu servo "faz isto" e ele faz».
9 Ao ouvir estas palavras, Jesus sentiu admiração por ele e, voltando-Se para a multidão que O seguia, exclamou: «Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tão grande fé».
10 Ao regressarem a casa, os enviados encontraram o servo de perfeita saúde.
Comentário ao Evangelho
«Não mereço que entres em minha casa»
No amor que é Deus, suplico a todos os meus irmãos – aos que pregam, aos que oram, aos que trabalham manualmente, aos clérigos e aos leigos – que invistam na humildade em tudo: que não se ufanem, que não encontrem alegria ou se orgulhem interiormente com as boas palavras e as boas ações que Deus diz ou realiza por vezes neles ou através deles. Pois diz o Senhor: «Não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem» (Lc 10,20). Convençamo-nos firmemente de que, por nós, só temos erros e pecados; e rejubilemos nas provações que temos de suportar na alma e no corpo, e em todo o tipo de angústias e de tribulações neste mundo, com vista à vida eterna.
Irmãos, evitemos o orgulho e a vã glória. Evitemos a sabedoria deste mundo e a prudência egoísta. Pois aquele que é escravo das suas tendências egoístas investe muito esforço e aplicação na formulação de discursos, mas muito menos na passagem aos atos; em lugar de procurar a religião e a santidade interiores do espírito, quer e deseja uma religião e uma santidade exteriores e visíveis aos olhos dos homens. É sobre eles que o Senhor diz: «Em verdade vos digo, receberam a sua recompensa» (Mt 6,5). Pelo contrário, aquele que é dócil ao Espírito do Senhor quer mortificar e humilhar aquilo que é egoísta, vil e abjeto na carne. Dedica-se à humildade e à paciência, à simplicidade pura e à verdadeira paz de espírito; aquilo que deseja sempre e acima de tudo é o temor de Deus, a sabedoria de Deus e o amor de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
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