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Liturgia diária

Sexta-feira da 23ª semana do Tempo Comum

Sexta-Feira, 9 De Setembro Cor litúrgica: Verde

9,16-19.22b-27.

16 Irmãos: Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória, é uma obrigação que me foi imposta. Ai de mim se não anunciar o Evangelho!
17 Se o fizesse por minha iniciativa, teria direito a recompensa. Mas, como não o faço por minha iniciativa, desempenho apenas um cargo que me está confiado.
18 Em que consiste, então, a minha recompensa? Em anunciar gratuitamente o Evangelho, sem fazer valer os direitos que o Evangelho me confere.
19 Livre como sou em relação a todos, de todos me fiz escravo, para ganhar o maior número possível.
22 Fiz-me tudo para todos, a fim de ganhar alguns a todo o custo.
23 E tudo faço por causa do Evangelho, para me tornar participante dos seus bens.
24 Não sabeis que, na corrida dos estádios, correm todos, mas só um recebe o prémio? Correi de modo que o alcanceis.
25 Todo o atleta impõe a si mesmo rigorosas privações, para obter uma coroa corruptível; nós, porém, para recebermos uma coroa incorruptível.
26 Eu corro, não como quem corre às cegas; eu luto, não como quem açoita o ar;
27 mas castigo o meu corpo e reduzo-o à escravidão, não aconteça que, tendo pregado aos outros, venha eu a ser eliminado.

84(83),3.4.5-6.12.

R/ Como é agradável a vossa morada, Senhor do Universo!

3 A minha alma suspira ansiosamente
pelos átrios do Senhor.
O meu ser e a minha carne
exultam no Deus vivo.

4 Até as aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu Rei e meu Deus.

5 Felizes os que moram em vossa casa:
podem louvar-Vos continuamente.
6 Felizes os que em Vós encontram a sua força,
os que trazem no coração os caminhos do santuário.

12 Porque o Senhor é sol e é escudo;
Ele dá a graça e a glória.
O Senhor não recusa os seus bens
aos que procedem com retidão.

6,39-42.

39 Naquele tempo, disse Jesus aos discípulos a seguinte parábola: «Poderá um cego guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova?
40 O discípulo não é superior ao mestre, mas todo o discípulo perfeito deverá ser como o seu mestre.
41 Porque vês o argueiro que o teu irmão tem na vista e não reparas na trave que está na tua?
42 Como podes dizer a teu irmão: "Irmão, deixa-me tirar o argueiro que tens na vista", se tu não vês a trave que está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para tirar o argueiro da vista do teu irmão.

Comentário ao Evangelho

«O discípulo perfeito deverá ser como o seu mestre»

«O discípulo não é superior ao mestre». Porque julgas, se o Mestre não o faz? Ele não veio para condenar o mundo, mas para o salvar (cf Jo 12,47). Entendida neste sentido, a palavra de Cristo significa: «Se Eu não julgo, não julgues tu também, que és meu discípulo. Pode ser que tenhas culpas mais graves que aquele que estás a julgar, e como te sentirás envergonhado ao tomares consciência disso!» .

É isso que o Senhor nos ensina na parábola em que diz: «Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão?», aconselhando-nos com argumentos irrefutáveis a não julgarmos os outros, mas perscrutarmos o nosso próprio coração. Seguidamente, incentiva-nos a libertarmo-nos dos desejos desregrados que nele estão instalados, pedindo a Deus essa graça. Efetivamente, é Ele que cura os que têm o coração abalado e nos liberta das nossas doenças espirituais. Porque, se os pecados que te esmagam são maiores e mais graves que os dos demais, porque os censuras sem te preocupares com os teus?

Todos quantos desejam viver devotamente, sobretudo aqueles que estão encarregados de formar os outros, tirarão certamente proveito deste preceito. Se forem virtuosos e sóbrios, vivendo de acordo com o Evangelho, acolherão com brandura os que ainda não agem do mesmo modo.

São Cirilo de Alexandria (380-444) bispo, doutor da Igreja Comentário sobre o Evangelho de Lucas, 6; PG 72, 601

Santo do Dia