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Liturgia diária

Quarta-feira da 23ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 7 De Setembro Cor litúrgica: Verde

7,25-31.

25 Irmãos: Quanto às pessoas solteiras, não tenho mandato do Senhor, mas dou o meu conselho, como homem que, pela misericórdia do Senhor,
merece toda a confiança.
26 Estou convencido de que é boa a condição das pessoas solteiras, por causa das dificuldades do tempo presente. É bom para o homem permanecer como está.
27 Estás ligado a uma mulher? Não te separes. Estás livre de mulher? Não a procures.
28 Mas se te casares, não pecas; e se a jovem se casar, não peca. Essas pessoas, porém, terão de suportar as tribulações da natureza e eu desejaria poupar-vos a elas.
29 O que tenho a dizer-vos, irmãos, é que o tempo é breve. Doravante, os que têm esposas procedam como se as não tivessem;
30 os que choram, como se não chorassem; os que andam alegres, como se não andassem; os que compram, como se não possuíssem
31 os que utilizam este mundo, como se realmente não o utilizassem. De facto, o cenário deste mundo é passageiro.

45(44),11-12.14-15.16-17.

R/ Escuta e inclina-te diante do Senhor.

11 Ouve, filha, vê e presta atenção,
esquece o teu povo e a casa de teu pai.
12 Da tua beleza se enamora o Rei,
Ele é o teu Senhor, presta-Lhe homenagem.

14 A filha do Rei avança cheia de esplendor,
de brocados de ouro são os seus vestidos.
15 Com um manto multicolor é apresentada ao Rei,
seguem-na as donzelas, suas companheiras.

16 Cheias de entusiasmo e alegria,
entram no palácio do Rei.
17 Teus filhos substituirão os teus pais,
estabelecê-los-ás príncipes sobre toda a Terra.

6,20-26.

20 Naquele tempo, Jesus, erguendo os olhos para os discípulos, disse: «Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o Reino de Deus.
21 Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.
22 Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem e insultarem e proscreverem o vosso nome como infame por causa do Filho do homem.
23 Alegrai-vos e exultai nesse dia, porque é grande no Céu a vossa recompensa. Era assim que os seus antepassados tratavam os profetas.
24 Mas ai de vós, os ricos, porque já recebestes a vossa consolação.
25 Ai de vós, que agora estais saciados, porque haveis de ter fome. Ai de vós, que rides agora, porque haveis de entristecer-vos e chorar.
26 Ai de vós quando todos os homens vos elogiarem. Era assim que os seus antepassados tratavam os falsos profetas».

Comentário ao Evangelho

«Bem-aventurados vós, os pobres»

Os deserdados da fortuna aprendem da Igreja que, segundo o juízo do próprio Deus, a pobreza não é um opróbrio e que não se deve corar por ter de ganhar o pão a trabalhar. Jesus Cristo Nosso Senhor confirmou-o com o seu exemplo: Ele, que «de muito rico que era, Se fez indigente» (2Cor 8,9) para a salvação dos homens; que, Filho de Deus e Deus Ele mesmo, quis passar aos olhos do mundo por filho dum artesão; que passou uma grande parte da sua vida a trabalhar: «Não é Ele o carpinteiro, o Filho de Maria?» (Mc 6,3).

Quem tiver na sua frente o modelo divino compreenderá mais facilmente o que vamos dizer: que a verdadeira dignidade do homem e a sua excelência reside nos seus costumes, isto é, na sua virtude; que a virtude é o património comum dos mortais, que está ao alcance de todos, dos pequenos e dos grandes, dos pobres e dos ricos; só a virtude e os méritos, seja qual for a pessoa em quem se encontrem, obterão a recompensa da eterna felicidade. Mais ainda: é para as classes desafortunadas que o coração de Deus parece inclinar-se mais. Jesus Cristo chama aos pobres bem-aventurados; convida com amor a irem a Ele, a fim de os consolar, todos os que sofrem e choram (cf Mt 11,28); abraça com terna caridade os pequenos e os oprimidos.

Estas doutrinas foram, sem dúvida alguma, feitas para humilhar a alma altiva do rico e o tornar mais condescendente, para reanimar a coragem daqueles que sofrem e lhes inspirar confiança. Com elas se acharia diminuído o abismo causado pelo orgulho, e se obteria sem dificuldade que as duas classes dessem as mãos e as vontades se unissem na mesma amizade.

Leão XIII (1810-1903) papa Encíclica Rerum novarum, 13

Santo do Dia