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Liturgia diária

22º Domingo do Tempo Comum

Domingo, 28 De Agosto Cor litúrgica: Verde

3,17-18.20.28-29.

17 Filho, em todas as tuas obras procede com humildade e serás mais estimado do que o homem generoso.
18 Quanto mais importante fores, mais deves humilhar-te, e encontrarás graça diante do Senhor.
20 Porque é grande o poder do Senhor, e os humildes cantam a sua glória.
28 A desgraça do soberbo não tem cura, porque a árvore da maldade criou nele raízes.
29 O coração do sábio compreende as máximas do sábio, e o ouvido atento alegra-se com a sabedoria.

68(67),4-5.6-7.10-11.

R/ Na vossa bondade, Senhor, preparastes uma casa para o pobre.

4 Os justos alegram-se na presença de Deus,
exultam e transbordam de alegria.
5 Cantai a Deus, entoai um cântico ao seu nome;
o seu nome é Senhor: exultai na sua presença.

6 Pai dos órfãos e defensor das viúvas,
é Deus na sua morada santa.
7 Aos abandonados Deus prepara uma casa,
conduz os cativos à liberdade.

10 Derramastes, ó Deus, uma chuva de bênçãos,
restaurastes a vossa herança enfraquecida.
11 A vossa grei estabeleceu-se numa terra
que a vossa bondade, ó Deus, preparara ao oprimido.

12,18-19.22-24a.

18 Irmãos: Vós não vos aproximastes de uma realidade sensível, como os israelitas no monte Sinai: o fogo ardente, a nuvem escura, as trevas densas ou a tempestade,
19 o som da trombeta e aquela voz tão retumbante que os ouvintes suplicaram que não lhes falasse mais.
22 Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste, de muitos milhares de anjos em reunião festiva,
23 de uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu, de Deus, Juiz do Universo, dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição
24 e de Jesus, mediador da nova aliança.

14,1.7-14.

1 Naquele tempo, Jesus entrou, num sábado, em casa de um dos principais fariseus para tomar uma refeição. Todos O observavam.
7 Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, Jesus disse-lhes esta parábola:
8 «Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro lugar. Pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu;
9 então, aquele que vos convidou a ambos terá de te dizer: "Dá o lugar a este"; e ficarás depois envergonhado, se tiveres de ocupar o último lugar.
10 Por isso, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar; e quando vier aquele que te convidou, dirá: "Amigo, sobe mais para cima"; ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados.
11 Quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado».
12 Jesus disse ainda a quem O tinha convidado: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído.
13 Mas, quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos;
14 e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos».

Comentário ao Evangelho

«O banquete está pronto […], tudo está preparado: vinde às bodas» (Mt 22,4)

O Senhor tinha sido convidado para umas bodas. Ao observar os convivas, reparou que todos escolhiam os primeiros lugares […], desejando sentar-se adiante de todos os outros e passar à frente de todos. Então, contou-lhes uma parábola (Lc 14,16ss), que, mesmo tomada no seu sentido literal, é muito útil e necessária a quantos gostam de usufruir da consideração dos outros e têm receio de ser rebaixados. […]

Como esta história é uma parábola, possui um significado que ultrapassa o seu sentido literal. Estas bodas realizam-se diariamente na Igreja. Todos os dias o Senhor celebra bodas, todos os dias Se une às almas fiéis por ocasião do seu batismo ou da sua passagem deste mundo para o Reino dos Céus. E nós, que recebemos a fé em Jesus Cristo e o selo do batismo, somos convidados para estas bodas, onde foi posta uma mesa sobre a qual diz a Escritura: «Preparais-me um banquete à vista dos meus adversários» (Sl 22,5). Aí, encontramos os pães da oferenda, o vitelo gordo e o Cordeiro que tira os pecados do mundo (cf Ex 25,30; Lc 15,23; Jo 1,29); são-nos oferecidos o pão que desceu do Céu e o cálice da Nova Aliança (cf Jo 6,51; 1Cor 11,25); são-nos apresentados os evangelhos e as epístolas dos apóstolos, os livros de Moisés e dos profetas, quais alimentos extremamente deliciosos.

Que mais poderíamos desejar? Porque havemos de escolher os primeiros lugares? Seja qual for o lugar que ocupemos, temos tudo em abundância e nada nos faltará.

São Bruno de Segni (c. 1045-1123) bispo Comentário ao Evangelho de Lucas, 2, 14; PL 165, 406

Santo do Dia