Liturgia diária
Quinta-feira da 17ª semana do Tempo Comum
18,1-6.
1 Palavra que o Senhor dirigiu ao profeta Jeremias:
2 «Levanta-te e desce à casa do oleiro; ali te farei ouvir as minhas palavras».
3 Eu desci à casa do oleiro e encontrei-o a trabalhar na roda.
4 Quando o vaso que ele estava a moldar não saía bem, como acontece com o barro nas mãos do oleiro, ele começava de novo e fazia outro vaso, como lhe parecia melhor.
5 Então o Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
6 «Não poderei Eu tratar-vos como este oleiro, ó casa de Israel?», diz o Senhor. «Como o barro nas mãos do oleiro, assim estais vós na minha mão, ó casa de Israel».
146(145),2abc.2d-4.5-6.
R/ Feliz o que tem por auxílio o Deus de Jacob.
2 Louva, minha alma, o Senhor.
2 Louvarei o Senhor toda a minha vida,
2 cantarei hinos ao meu Deus.
2 enquanto viver.
3 Não ponhais a confiança nos poderosos,
no homem que nem a si se pode salvar.
4 Vai-se-lhe o espírito e volta ao pó da terra
e assim ficam desfeitos os seus planos.
5 Feliz o que tem por auxílio o Deus de Jacob,
o que põe a sua confiança no Senhor, seu Deus,
6 que fez o céu e a terra, o mar e quanto neles existe.
Eternamente fiel à sua palavra,
13,47-53.
47 Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O Reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes.
48 Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos, e o que não presta deitam-no fora.
49 Assim será no fim do mundo: os anjos sairão a separar os maus do meio dos justos
50 e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes.
51 Entendestes tudo isto?». Eles responderam-Lhe: «Entendemos».
52 Disse-lhes então Jesus: «Por isso, todo o escriba instruído sobre o Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas».
53 Quando acabou de proferir estas parábolas, Jesus continuou o seu caminho.
Comentário ao Evangelho
«Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem se nega a crer no Filho não verá a vida» (Jo 3,36)
[Santa Catarina de Sena ouviu Deus dizer:] No dia do juízo final, quando o Verbo, meu Filho, revestido da minha majestade, vier julgar o mundo com o seu poder divino, não virá como o pobre miserável que era quando nasceu do seio da Virgem, num estábulo, no meio dos animais, ou como quando morreu entre dois ladrões. Nessa altura, o meu poder estava oculto nele; como homem, deixei-O sofrer penas e tormentos. Não é que a minha natureza divina estivesse separada da sua natureza humana, mas deixei-O sofrer como homem para expiar os vossos pecados. Não, não é assim que Ele virá no momento supremo: Ele virá com todo o seu poder e todo o esplendor da sua própria pessoa. [...]
Aos justos, inspirará um temor respeitoso e, ao mesmo tempo, um grande júbilo. Não é que a sua face mude: a sua face é imutável, em virtude da natureza divina, porque Ele é um comigo; e também é imutável em virtude da natureza humana, uma vez que assumiu a glória da ressurreição. Ele parecerá terrível aos olhos dos condenados porque os pecadores O verão com o olhar de temor e perturbação que têm dentro de si.
Não é isso que se passa com a visão doente? No sol brilhante vê apenas trevas, enquanto o olho são vê nele a luz. Não é que a luz tenha algum defeito; não é o sol que muda. O defeito está no olho do cego. É assim que os condenados verão o meu Filho: entre trevas, ódio e confusão. Mas será por culpa da sua própria enfermidade e não por causa da minha majestade divina, com a qual o meu Filho aparecerá para julgar o mundo.
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