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Liturgia diária

Sábado da 15ª semana do Tempo Comum

Sábado, 16 De Julho Cor litúrgica: Verde

2,1-5.

1 Ai daqueles que, deitados em sua cama, planeiam a injustiça e tramam o mal! Ao romper do dia, logo o praticam, porque está ao seu alcance.
2 Cobiçam os campos e roubam-nos, desejam as casas e apoderam-se delas. Escravizam o homem e a sua casa, o dono e a sua herança.
3 Por isso, diz o Senhor: «Eu penso em mandar contra esta gente um castigo de que não podeis livrar a cabeça. Não mais andareis de fronte erguida, pois será um tempo de desgraça.
4 Nesse dia entoarão contra vós uma sátira e vos cantarão assim os seus lamentos: "Estamos totalmente arruinados. Os bens do meu povo foram confiscados e não há ninguém para lhos devolver; os nossos campos são entregues a quem nos tiraniza".
5 Por isso, não haverá ninguém que tire à sorte uma porção para vós na assembleia do Senhor».

9(9B),1-2.3-4.7-8.14.

R/ Senhor, não Vos esqueçais dos pobres.

1 Senhor, porque Te conservas à distância
e Te escondes nos tempos de angústia?
2 No seu orgulho, o ímpio persegue o infeliz;
que ele seja apanhado na cilada que armou.

3 O pecador vangloria-se da sua ambição;
o ganancioso blasfema e despreza o Senhor.
4 O ímpio diz, na sua arrogância:
«Ele não me castigará! Deus não existe!»

7 A sua boca está cheia de maldição e mentira;
na sua língua só há malícia e maldade.
Põe-se de emboscada junto aos povoados
e esconde-se para matar o inocente.

8 Mas Tu vês a angústia e o pesar,
observas tudo e tomas essa causa nas tuas mãos.
14 A Ti se abandona confiadamente o pobre;
Tu és o amparo do órfão.

12,14-21.

14 Naquele tempo, os fariseus reuniram conselho contra Jesus, a fim de O fazerem desaparecer.
15 Mas Jesus, ao saber disso, retirou-Se dali. Muitos O seguiram e Ele curou-os a todos,
16 mas intimou-os que não descobrissem quem Ele era,
17 para se cumprir o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer:
18 «Eis o meu servo, a quem Eu escolhi, o meu predileto, em quem se compraz a minha alma. Sobre ele farei repousar o meu Espírito, para que anuncie a justiça às nações.
19 Não discutirá nem clamará, nem se fará ouvir a sua voz nas praças.
20 Não quebrará a cana já fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega, enquanto não levar a justiça à vitória;
21 e as nações colocarão a esperança no seu nome».

Comentário ao Evangelho

«Não discutirá nem clamará»

Nosso Senhor não foi comparado a um leão ao ser conduzido à morte. [...] Como cordeiro, como ovelha, guardou silêncio quando foi conduzido à sua Paixão e morte: na sua humilhação «não abriu a boca, como ovelha emudecida nas mãos do tosquiador» (Is 53,7). [...]

Interrogado e de pé diante do juiz, o Mestre e Doutor de toda a sabedoria não responde [...], a fim de se cumprir esta palavra: «Como cordeiro que é levado ao matadouro» (Is 53,7). É conduzido de um lado para outro, levado de um sítio para outro, arrastado de juiz para juiz como se fosse mudo. Na presença de Anás, cala-Se (cf Jo 18,13); nem quando este Lhe ordena que responda, diz seja o que for. Interrogado por Pilatos, guarda silêncio; e até ouvir a pergunta: «Tu és o rei dos Judeus?» (Jo 18,33), [...] nada responde. Conduzem-no então a Herodes, que O interroga para ver e ouvir da sua boca coisas extraordinárias, e para O tentar (cf Lc 23,8s); mas também aí guarda silêncio, não fala, não responde ao seu inquiridor. Olham-no como a um louco que nada sabe, como a um insensato que não tem resposta a dar. Os seus inimigos pensaram o que quiseram, mas Ele não abandonou a inocência do cordeiro.

Filoxeno de Mabug (?-c. 523) bispo da Síria Homília n.º 5 sobre a simplicidade, 137-139

Santo do Dia