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Liturgia diária

São Bento, abade, copadroeiro da Europa – memória

Segunda-Feira, 11 De Julho

1,10-17.

10 Escutai a palavra do Senhor, chefes de Sodoma; dai ouvidos ao ensinamento do nosso Deus, povo de Gomorra:
11 «De que Me servem os vossos inúmeros sacrifícios?», diz o Senhor. «Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de vitelos; detesto o sangue de touros, cordeiros e cabritos.
12 Quando vindes à minha presença, quem vos convidou a pisar os meus átrios?
13 Deixai de Me trazer ofertas inúteis: o fumo do incenso Me repugna, não suporto as luas novas, os sábados, as assembleias, a impiedade das vossas festas.
14 Abomino do íntimo da alma as vossas luas novas e as vossas solenidades, que se tornaram um peso para Mim e não as suporto mais.
15 Quando levantais as mãos, desvio de vós o meu olhar. Ainda que multipliqueis as vossas preces, não lhes darei atenção, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.
16 «Lavai-vos, purificai-vos, afastai dos meus olhos a malícia das vossas ações, deixai de praticar o mal
17 e aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva.

50(49),8-9.16bc-17.21.23.

R/ A quem segue o caminho recto darei a salvação de Deus.

8 Não é pelos sacrifícios que Eu te repreendo:
os teus holocaustos estão sempre na minha presença.
9 Não aceito os novilhos da tua casa
nem os cabritos do teu rebanho.

16 Como falas tanto na minha lei
16 e trazes na boca a minha aliança,
17 tu, que detestas os meus ensinamentos
e desprezas as minhas palavras?

21 Fizeste isto e Eu calei-me; pensaste que Eu era como tu.
Hei de acusar-te e lançar-te tudo em rosto.
23 Honra-Me quem Me oferece um sacrifício de louvor,
a quem segue o caminho reto darei a salvação de Deus.

19,27-29.

27 Naquele tempo, disse Pedro a Jesus: «Nós deixámos tudo para Te seguir. Que recompensa teremos?».
28 Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: no mundo renovado, quando o Filho do homem vier sentar-Se no seu trono de glória, também vós que Me seguistes vos sentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.
29 E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna».

Comentário ao Evangelho

São Bento, padroeiro da Europa

Gostaria hoje de falar de São Bento, o fundador do monaquismo ocidental, que é também o padroeiro do meu pontificado. Começo com umas palavras de São Gregório Magno, que escreve sobre São Bento: «O homem de Deus que brilhou nesta Terra com tantos milagres não resplandeceu menos pela eloquência com que soube expor a sua doutrina» (Dial. II,36). O grande papa escreveu estas palavras no ano de 592; o santo monge tinha falecido 50 anos antes e ainda estava vivo na memória do povo, sobretudo na florescente ordem religiosa por ele fundada. São Bento de Núrcia exerceu, com a sua vida e a sua obra, uma influência fundamental sobre o desenvolvimento da civilização e da cultura europeias. [...]

Entre os séculos V e VI, o mundo esteve envolvido numa tremenda crise de valores e de instituições, causada pela queda do Império Romano, pela invasão dos novos povos e pela decadência dos costumes. Com a apresentação de São Bento como «astro luminoso», Gregório queria indicar, nesta situação atormentada, precisamente aqui nesta cidade de Roma, a saída da «noite escura da história». De facto, a obra do santo e, de modo particular, a sua Regra foram portadoras de um autêntico fermento espiritual, que mudou, no decorrer dos séculos, muito para além dos confins da sua pátria e do seu tempo, o rosto da Europa, suscitando, depois da queda da unidade política criada pelo Império Romano, uma nova unidade espiritual e cultural, a da fé cristã partilhada pelos povos do continente. Foi precisamente assim que surgiu a realidade à qual chamamos «Europa».

Bento XVI papa de 2005 a 2013 Audiência geral de 9/4/08 © Libreria Editrice Vaticana

Santo do Dia