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Liturgia diária

Terça-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 28 De Junho Cor litúrgica: Verde

3,1-8.4,11-12.

1 Escutai esta palavra, que o Senhor pronuncia contra vós, filhos de Israel, contra todo o povo que Ele tirou da terra do Egito:
2 «Só a vós conheci, entre todos os povos da Terra. Por isso vos pedirei contas de todos os vossos pecados.
3 Porventura seguem juntos dois homens sem que antes tenham combinado?
4 Ruge o leão na floresta sem ter uma presa? O leãozinho faz ouvir no esconderijo a sua voz sem ter a sua caça?
5 Cai o pássaro por terra num laço sem haver armadilha? Levanta-se do chão a rede sem nada ter apanhado?
6 Soa a trombeta na cidade sem que o povo fique alarmado? Pode haver na cidade uma desgraça sem que o Senhor a tenha mandado?
7 O Senhor Deus não fez coisa alguma sem revelar as suas intenções aos profetas, seus servos.
8 Quando ruge o leão, quem não terá medo? Quando fala o Senhor Deus, quem recusará profetizar?
11 Arruinei-vos, como fiz a Sodoma e Gomorra, e vós ficastes como tição arrancado ao incêndio, mas não voltastes para Mim – oráculo do Senhor.
12 Por isso, é assim que hei de tratar-te, Israel, e, porque vou tratar-te assim, prepara-te, Israel, para enfrentares o teu Deus».

5,5-6.7.8.

R/ Senhor, guiai-me na vossa justiça.

5 Vós não sois um Deus que se agrade do mal,
o perverso não tem aceitação junto de Vós,
6 nem os ímpios suportam o vosso olhar.

7 Vós detestais todos os malfeitores
e exterminais os que dizem mentiras:
o Senhor abomina os sanguinários e fraudulentos.

8 Mas, confiado na vossa bondade,
eu entrarei na vossa casa,
com reverência me prostrarei no vosso templo santo.

8,23-27.

23 Naquele tempo, Jesus subiu para o barco e os discípulos acompanharam-no.
24 Entretanto, levantou-se no mar tão grande tormenta que as ondas cobriam o barco. Jesus dormia.
25 Aproximaram-se os discípulos e acordaram-no, dizendo: «Salva-nos, Senhor, que estamos perdidos».
26 Disse-lhes Jesus: «Porque temeis, homens de pouca fé?». Então levantou-Se, falou imperiosamente ao vento e ao mar e fez-se grande bonança.
27 Os homens ficaram admirados e disseram: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?».

Comentário ao Evangelho

«E fez-se grande bonança»

O sono de Cristo é um sinal de mistério. Os ocupantes da barca representam as almas que atravessam este mundo agarradas ao madeiro da cruz; por seu turno, a barca é um símbolo da Igreja. Sim, verdadeiramente […] o coração de cada fiel é uma barca que navega no mar e que não se afundará se o espírito tiver bons pensamentos.

Insultaram-te: é o vento que te fustiga. Perdeste a calma: foram as ondas que se levantaram. Surgiu uma tentação: é o vento que sopra. A tua alma está perturbada: são as vagas que se elevam. […] Acorda Cristo, deixa que Ele te fale. «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?». Quem é Ele? «Dele é o mar, pois foi Ele que o formou»: «por Ele é que tudo começou a existir» (Sl 95,5; Jo 1,3). Imita, pois, os ventos e o mar: obedece ao Criador. O mar mostra-se dócil à voz de Cristo e tu continuas surdo? O mar obedece, o vento acalma-se e tu continuas a soprar? [...] Falar, agitar-se, ter pensamentos de vingança — tudo isto é continuar a soprar e não querer ceder diante da palavra de Cristo. Quando o teu coração se sentir perturbado, não te deixes submergir pelas vagas.

Mas se o vento nos virar — porque somos humanos — e acicatar as emoções más do nosso coração, não desesperemos. Acordemos Cristo, para podermos prosseguir a nossa viagem em águas mais calmas.

Santo Agostinho (354-430) bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja Sermão 63

Santo do Dia