Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Quarta-feira da 11ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 15 De Junho Cor litúrgica: Verde

2,1.6-14.

1 Naqueles dias, quando o Senhor quis levar o profeta Elias para o céu, Elias e Eliseu partiram de Gálgala.
6 Quando chegaram a Jericó, Elias disse a Eliseu: «Fica aqui, porque o Senhor envia-me ao Jordão». Eliseu respondeu-lhe: «Tão certo como o Senhor estar vivo e tu também, não te deixarei». E os dois seguiram juntos.
7 Seguiram-nos cinquenta dos discípulos dos profetas, que ficaram parados a certa distância, enquanto Elias e Eliseu se detinham na margem do Jordão.
8 Então Elias tomou o seu manto e enrolou-o, bateu com ele nas águas, que se apartaram para um e outro lado, e ambos passaram a pé enxuto.
9 Depois de terem atravessado, Elias disse a Eliseu: «Pede-me o que quiseres, antes que eu seja arrebatado para longe de ti». Eliseu respondeu: «Possa eu herdar uma dupla porção do teu espírito».
10 Elias disse: «Pedes uma coisa difícil. Contudo, se me vires quando eu for arrebatado para longe de ti, terás o que pedes. Mas, se não me vires, não o terás».
11 Continuavam eles o seu caminho, a conversar, quando um carro de fogo, com dois cavalos também de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.
12 Eliseu, ao vê-lo, exclamava: «Meu pai, meu pai! Carro e condutor de Israel!». Quando deixou de o ver, tomou a sua túnica e rasgou-a em duas partes.
13 Apanhou o manto que tinha caído a Elias e voltou para a margem do Jordão.
14 Com o manto que tinha caído a Elias, bateu nas águas, mas elas não se dividiram. Então Eliseu disse: «Onde está o Senhor, o Deus de Elias?». Tornou a bater nas águas, que se apartaram para um e outro lado, e Eliseu passou para a outra margem.

31(30),20.21.24.

R/ Tende coragem e animai-vos, vós todos que esperais no Senhor.

20 Como é grande, Senhor, a vossa bondade,
que tendes reservada para os que Vos temem!
À vista dos homens Vós a concedeis
àqueles que em Vós confiam.

21 Vós os escondeis sob o refúgio da vossa face
longe das intrigas dos homens;
no vosso tabernáculo Vós os escondeis
das línguas provocadoras.

24 Amai o Senhor,
vós todos os seus fiéis.
O Senhor defende os que Lhe são fiéis,
mas castiga com rigor os orgulhosos.

6,1-6.16-18.

1 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado em não praticar as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Aliás, não tereis nenhuma recompensa do vosso Pai que está nos Céus.
2 Assim, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.
3 Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita,
4 para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
5 Quando rezardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de orar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.
6 Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
16 Quando jejuardes, não tomeis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto, para mostrarem aos homens que jejuam. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.
17 Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto,
18 para que os homens não percebam que jejuas, mas apenas o teu Pai, que está presente em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa».

Comentário ao Evangelho

«Quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo»

Devemos ter um cuidado muito especial em seguir o preceito evangélico que nos manda entrar no nosso quarto e fechar a porta para orar ao nosso Pai. Eis como podemos cumpri-lo:

Rezamos no nosso quarto quando retiramos totalmente o nosso coração do tumulto e do ruído dos pensamentos e das preocupações e, numa espécie de face-a-face secreto e cheio de doce intimidade, desvelamos ao Senhor os nossos desejos. Oramos à porta fechada quando suplicamos sem abrir os lábios e num perfeito silêncio Àquele que não tem em conta as palavras, mas olha ao coração.

Rezamos em segredo quando falamos com Deus somente a partir do coração e aplicando a alma, e só a Ele manifestamos os nossos pedidos, tão bem que nem as potestades adversas conseguem adivinhar a sua natureza. Tal é a razão do profundo silêncio que convém guardar na oração. Não devemos ter em vista apenas não distrair os irmãos que nos rodeiam com os nossos sussurros ou gritos, nem ser um obstáculo para as suas almas em oração; mas também esconder o objeto dos nossos pedidos aos nossos inimigos, que, se assim não fosse, multiplicariam os seus ataques. Deste modo, cumprimos o preceito que diz: «Não abras a tua boca nem àquela que dorme em teus braços» (Miq 7,5)

São João Cassiano (c. 360-435) fundador de mosteiro em Marselha Sobre a oração, XXXV; SC 54

Santo do Dia