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Liturgia diária

Santíssima Trindade – solenidade

Domingo, 12 De Junho Cor litúrgica: Branco

8,22-31.

22 Eis o que diz a Sabedoria de Deus: «O Senhor me criou como primícias da sua atividade, antes das suas obras mais antigas.
23 Desde a eternidade fui formada, desde o princípio, antes das origens da Terra.
24 Antes de existirem os abismos e de brotarem as fontes das águas, já eu tinha sido concebida.
25 Antes de se implantarem as montanhas e as colinas, já eu tinha nascido;
26 ainda o Senhor não tinha feito a terra e os campos, nem os primeiros elementos do mundo.
27 Quando Ele consolidava os céus, eu estava presente; quando traçava sobre o abismo a linha do horizonte,
28 quando condensava as nuvens nas alturas, quando fortalecia as fontes dos abismos,
29 quando impunha ao mar os seus limites para que as águas não ultrapassassem o seu termo, quando lançava os fundamentos da terra,
30 eu estava a seu lado como arquiteto, cheia de júbilo, dia após dia, deleitando-me continuamente na sua presença.
31 Deleitava-me sobre a face da Terra e as minhas delícias eram estar com os filhos dos homens».

8,4-5.6-7.8-9.

R/ Como sois grande em toda a terra, Senhor, nosso Deus!

4 Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos,
a lua e as estrelas que lá colocastes,
5 que é o homem para que Vos lembreis dele,
o filho do homem para dele Vos ocupardes?

6 Fizestes dele quase um ser divino,
de honra e glória o coroastes;
7 destes-lhe poder sobre a obra das vossas mãos,
tudo submetestes a seus pés.

8 Ovelhas e bois, todos os rebanhos,
e até os animais selvagens,
9 as aves do céu e os peixes do mar,
tudo o que se move nos oceanos.

5,1-5.

1 Irmãos: Tendo sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo,
2 pelo qual temos acesso, na fé, a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos, apoiados na esperança da glória de Deus.
3 Mais ainda, gloriamo-nos nas nossas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz a constância,
4 a constância, a virtude sólida, a virtude sólida, a esperança.
5 Ora, a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

16,12-15.

12 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora.
13 Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.
14 Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará.
15 Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará».

Comentário ao Evangelho

«Tudo o que o Pai tem é Meu»

Tu brilhaste, manifestando como luz de glória
a luz inacessível da tua essência, Salvador,
e iluminaste esta alma mergulhada nas trevas. [...]
Alumiados pela luz do Espírito,
os homens olham o Filho, veem o Pai
e adoram a Trindade das Pessoas, o Deus único. [...]

Porque o Senhor [Cristo] é o Espírito (cf 2Cor 3,17),
Espírito é também Deus, o Pai do Senhor,
Verdadeiramente um só Espírito, pois é indiviso.
Aquele que O possui, possui em verdade os três,
mas distintamente cada um. [...]
O Pai existe e não é Filho,
pois é ingerado por essência.
O Filho não Se pode tornar Espírito,
o Espírito é Espírito não pode ser Pai.

O Pai é Pai, porque gera incessantemente. [...]
O Filho é Filho porque incessantemente é gerado
e foi gerado antes de todos os tempos.
Surgiu sem ser cortado da sua raiz,
mas está simultaneamente à parte sem estar separado
e inteiro e uno com o Pai vivo.
Ele próprio é vida e a todos dá a vida (cf Jo 14,6; 10,28).
Tudo o que o Pai tem, tem o Filho.
Tudo o que o Filho tem, tem o Pai.
Quando vejo o Filho, vejo o Pai.

O Pai é semelhante em tudo ao Filho,
salvo que um gera e o outro é incessantemente gerado. [...]
Como surge do Pai o Filho? Como a palavra sai do espírito.
Como Se separa dele? Como a voz se separar da palavra.
Como toma corpo? Como a palavra se escreve [...].

Nomes, ações, expressões,
tudo surgiu no mundo por ordem de Deus
Porque Ele deu nome às suas obras
e a cada realidade a designação devida. [...]
Mas, quanto ao seu próprio nome, jamais O conhecemos,
chamamos-Lhe «Deus inexprimível», como dizem as Escrituras (cf Gn 32,30).
Se Ele é inexprimível, se não tem nome,
se é invisível, se é misterioso,
se é inacessível, único acima de toda a palavra,
acima de todo o pensamento, não apenas dos homens,
mas também dos anjos,
«fez das trevas o seu véu» (Sl 17,12).
Tudo o mais aqui na Terra pertence às trevas;
só Ele, como luz, está fora das trevas.

Simeão o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego Hino 21

Santo do Dia