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Liturgia diária

Quarta-feira da 2ª semana da Páscoa

Quarta-Feira, 27 De Abril Cor litúrgica: Branco

5,17-26.

17 Naqueles dias, o sumo sacerdote e todo o seu grupo, isto é, o partido dos saduceus, enfurecidos contra os apóstolos,
18 mandaram-nos prender e meteram-nos na cadeia pública.
19 Mas, durante a noite, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão, levou-os para fora e disse-lhes:
20 «Ide apresentar-vos no Templo, a anunciar ao povo todas estas palavras de vida».
21 Tendo ouvido isto, eles entraram no Templo de madrugada e começaram a ensinar. Entretanto, chegou o sumo sacerdote com o seu grupo. Convocaram o Sinédrio e todo o Senado dos israelitas e mandaram buscar os apóstolos à cadeia.
22 Os guardas foram lá, mas não os encontraram na prisão; e voltaram para avisar:
23 «Encontrámos a cadeia fechada com toda a segurança e os guardas de sentinela à porta. Abrimo-la, mas não encontrámos ninguém lá dentro».
24 Ao ouvirem estas palavras, o comandante do Templo e os príncipes dos sacerdotes ficaram muito perplexos, perguntando entre si o que se tinha passado com os presos.
25 Entretanto, veio alguém comunicar-lhes: «Os homens que metestes na cadeia estão no Templo a ensinar o povo».
26 Então o comandante do Templo foi lá com os guardas e trouxe os apóstolos, mas sem violência, porque tinham receio de ser apedrejados pelo povo.

34(33),2-3.4-5.6-7.8-9.

R/ Saboreai e vede como o Senhor é bom.

2 A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
3 A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.

4 Enaltecei comigo o Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
5 Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

6 Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
7 Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

8 O anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
9 Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que nele se refugia.

3,16-21.

16 Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita nele não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele».
18 Quem acredita nele não é condenado, mas quem não acredita nele já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus».
19 E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras.
20 Todo aquele que pratica más ações odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas.
21 Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus».

Comentário ao Evangelho

«Deus amou tanto o mundo»

As misericórdias de que foi objeto são penhor extremamente seguro do amor de Deus por si. Ora, quando Deus ama uma alma e é por ela sinceramente amado, desagrada-Lhe encontrar nela rebeldia. Se, pois, quer alegrar o seu coração cheio de amor, a partir de hoje, vá ter com Ele, na medida do possível, com sincera confiança e ternura livre.

«Eis que Eu gravei a tua imagem na palma das minhas mãos», disse o Senhor a Jerusalém, «as tuas muralhas estão sempre diante dos meus olhos» (cf Is 49,16). É também assim que Ele lhe fala a si: «Alma querida, que temes? Porquê essa rebeldia? Trago o teu nome escrito nas minhas mãos: nunca perco de vista fazer-te bem. São os teus inimigos que te fazem tremer? Sabe que a preocupação com a tua defesa está de tal maneira presente no meu pensamento que Me é impossível distrair-me dela». (…)

Acima de tudo, avive a sua confiança pensando no dom que Deus nos fez em Jesus Cristo: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito». De onde nos poderia vir o temor de que Deus nos recusasse qualquer bem, clama o Apóstolo, depois de Se ter dignado fazer-nos a doação do seu próprio Filho: «Ele, que nem sequer poupou o seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não havia de nos oferecer tudo juntamente com Ele?» (Rom 8,32).

«As minhas delicias são estar com os filhos dos homens» (Prov 8,31). O paraíso de Deus, pode dizer-se, é o coração do homem. Deus ama-o? Ame-O também a Ele. As suas delícias são estar consigo? Ponha as suas delícias em permanecer com Ele, em passar a sua vida inteira na sua amável companhia, que será, assim o espera, o encanto da sua eternidade.

Santo Afonso-Maria de Ligório (1696-1787) bispo, doutor da Igreja Temos de nos dirigir a Deus com confiança e familiaridade

Santo do Dia