Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

5º Domingo da Quaresma

Domingo, 3 De Abril Cor litúrgica: Roxo

43,16-21.

16 O Senhor abriu outrora caminhos através do mar, veredas por entre as torrentes das águas.
17 Pôs em campanha carros e cavalos, um exército de valentes guerreiros; e todos caíram para não mais se levantarem, extinguiram-se como um pavio que se apaga.
18 Eis o que diz o Senhor: «Não vos lembreis mais dos acontecimentos passados, não presteis atenção às coisas antigas.
19 Olhai: vou realizar uma coisa nova, que já começa a aparecer; não a vedes? Vou abrir um caminho no deserto, fazer brotar rios na terra árida.
20 Os animais selvagens – chacais e avestruzes – proclamarão a minha glória, porque farei brotar água no deserto, rios na terra árida, para matar a sede ao meu povo escolhido,
21 o povo que formei para Mim e que proclamará os meus louvores».

126(125),1-2ab.2cd-3.4-5.6.

R/ O Senhor fez maravilhas em favor do seu povo.

1 Quando o Senhor fez regressar os cativos de Sião,
parecia-nos viver um sonho.
2 Da nossa boca brotavam expressões de alegria
2 e de nossos lábios cânticos de júbilo.

2 Diziam então os pagãos:
2 «O Senhor fez por eles grandes coisas».
3 Sim, grandes coisas fez por nós o Senhor,
estamos exultantes de alegria.

4 Fazei regressar, Senhor, os nossos cativos,
como as torrentes do deserto.
5 Os que semeiam em lágrimas
recolhem com alegria.

6 À ida, vão a chorar,
levando as sementes;
à volta, vêm a cantar,
trazendo os molhos de espigas.

3,8-14.

8 Irmãos: Considero todas as coisas como prejuízo, comparando-as com o bem supremo, que é conhecer Jesus Cristo, meu Senhor. Por Ele renunciei a todas as coisas e considerei tudo como lixo, para ganhar a Cristo
9 e nele me encontrar, não com a minha justiça que vem da Lei, mas com a que se recebe pela fé em Cristo, a justiça que vem de Deus e se funda na fé.
10 Assim poderei conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação nos seus sofrimentos, configurando-me à sua morte,
11 para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos.
12 Não que eu tenha já chegado à meta, ou já tenha atingido a perfeição. Mas continuo a correr, para ver se a alcanço, uma vez que também fui alcançado por Cristo Jesus.
13 Não penso, irmãos, que já o tenha conseguido. Só penso numa coisa: esquecendo o que fica para trás, lançar-me para a frente,
14 continuar a correr para a meta, em vista do prémio a que Deus, lá do alto, me chama em Cristo Jesus.

8,1-11.

1 Naquele tempo, Jesus foi para o monte das Oliveiras.
2 Mas, de manhã cedo, apareceu outra vez no Templo, e todo o povo se aproximou dele. Então sentou-Se e começou a ensinar.
3 Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério, colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus:
4 «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério.
5 Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu, que dizes?».
6 Falavam assim para Lhe armarem uma cilada e terem pretexto para O acusar. Mas Jesus inclinou-Se e começou a escrever com o dedo no chão.
7 Como persistiam em interrogá-lo, ergueu-Se e disse-lhes: «Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra».
8 Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão.
9 Eles, porém, quando ouviram tais palavras, foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio.
10 Jesus ergueu-Se e disse-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?».
11 Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Disse então Jesus: «Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar».

Comentário ao Evangelho

Abriu-se um oceano de misericórdia

Ó meu Jesus, para Vos agradecer por tantas graças, ofereço-Vos alma e corpo, inteligência e vontade e todos os sentimentos do meu coração. Pelos votos, entreguei-me toda a Vós, já não tenho nada que Vos possa oferecer.

Jesus disse-me: «Minha filha, não Me ofereceste o que é essencialmente teu». Aprofundei-me em mim e conheci que amo a Deus com todas as faculdades da minha alma, mas, não podendo saber o que era que não havia entregado ao Senhor, perguntei: «Jesus, dizei-me o que é, que logo com generosidade Vo-lo hei de confiar». Jesus, bondosamente, disse-me: «Filha, dá-Me a tua miséria, já que ela é tua exclusiva propriedade».

Nesse momento, um raio de luz iluminou a minha alma e apercebi-me de todo o abismo da minha miséria; nesse mesmo instante, refugiei-me no Sacratíssimo Coração de Jesus com tanta confiança que, ainda que tivesse sobre a minha consciência os pecados de todos os condenados, não duvidaria da misericórdia divina e seria, afinal, com o coração reduzido a pó que me havia de lançar no abismo desta vossa misericórdia. Creio, ó Jesus, que não me afastaríeis de Vós, mas me haveríeis de absolver pela mão do vosso representante.

Ao expirardes, ó Jesus, a fonte da vida brotou para as almas e abriu-se o oceano da misericórdia para todo o mundo. Ó fonte da vida, misericórdia insondável de Deus, abraçai o mundo inteiro e derramai-vos sobre nós!

Santa Faustina Kowalska (1905-1938) religiosa Diário (Fátima, Marianos da Imaculada Conceição, 2003), §§ 1318-1319

Santo do Dia