Saltar para o conteúdo principal

Liturgia diária

Quinta-feira da 7ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 24 De Fevereiro Cor litúrgica: Verde

5,1-6.

1 Agora, vós, ó ricos, chorai e lamentai-vos, por causa das desgraças que vão cair sobre vós.
2 As vossas riquezas estão apodrecidas e as vossas vestes estão comidas pela traça.
3 O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se, e a sua ferrugem vai dar testemunho contra vós e devorar a vossa carne como fogo. Acumulastes tesouros no fim dos tempos.
4 Privastes do salário os trabalhadores que ceifaram as vossas terras. O seu salário clama; e os brados dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do Universo.
5 Levastes na Terra uma vida regalada e libertina, cevastes os vossos corações para o dia da matança.
6 Condenastes e matastes o justo, e ele não vos resiste.

49(48),14-15ab.15cd-16.17-18.19-20.

R/ Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus.

14 Este é o destino dos que em si confiam,
o fim daqueles que se comprazem em suas palavras.
15 Como rebanho caminham para o abismo
15 e a morte é o seu pastor.

15 Descerão diretamente ao sepulcro
15 e a sua imagem em breve se corromperá.
16 Deus, porém, me salvará,
porque me livrará das garras do abismo.

17 Não te irrites se alguém enriquece
e aumenta a riqueza da sua casa.
18 Quando morrer, nada levará consigo,
a sua fortuna não o acompanhará.

19 Ainda que em vida se felicitasse:
«Louvar-te-ão porque trataste bem de ti»,
20 não deixará de ir para a companhia de seus pais,
que jamais verão a luz.

9,41-50.

41 Naquele tempo, disse Jesus aos seus díscípulos:  
«Quem vos der a beber um copo de água por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa».
42 Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que creem em Mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar.
43 Se a tua mão é para ti ocasião de pecado, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para a Geena, para esse fogo que não se apaga.
44
45 E, se o teu pé é para ti ocasião de pecado, corta-o; porque é melhor entrar coxo na vida do que ter os dois pés e ser lançado na Geena.
46
47 E, se um dos teus olhos é para ti ocasião de pecado, deita-o fora; porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena,
48 onde o verme não morre e o fogo nunca se apaga».
49 Na verdade, todos serão salgados com fogo.
50 O sal é coisa boa; mas se ele perder o sabor, com que haveis de temperá-lo? Tende sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros».

Comentário ao Evangelho

«Tende sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros»

Qual é a lei do Povo de Deus? É a lei do amor, amor a Deus e amor ao próximo, segundo o mandamento novo que o Senhor nos deixou (cf Jo 13,34, Mt 22,37-40) […], o reconhecimento de Deus como único Senhor da vida e, ao mesmo tempo, o acolhimento do outro como verdadeiro irmão, superando divisões, rivalidades, incompreensões e egoísmos; são dois elementos que caminham juntos. […]

Que missão tem este povo? A missão de levar ao mundo a esperança e a salvação de Deus: ser sinal do amor de Deus, que chama todos à amizade com Ele; ser fermento que faz levedar toda a massa, sal que dá sabor e que preserva da corrupção, ser luz que ilumina. Ao nosso redor, […] a presença do mal existe, […] o diabo age. Mas gostaria de dizer em voz alta: Deus é mais forte! […] Porque Ele é o Senhor, o único Senhor! E gostaria de acrescentar também que a realidade às vezes obscura, marcada pelo mal, pode mudar, se formos os primeiros a transmitir a luz do Evangelho, principalmente através da nossa própria vida. […]

Estimados irmãos e irmãs, ser Igreja, ser Povo de Deus, segundo o grande desígnio de amor do Pai, quer dizer ser o fermento de Deus nesta nossa humanidade, significa anunciar e levar a salvação de Deus a este nosso mundo, que muitas vezes se sente perdido, necessitado de respostas que animem, que infundam esperança e que deem um vigor renovado ao caminho. A Igreja seja lugar da misericórdia e da esperança de Deus, onde cada qual possa sentir-se acolhido, amado, perdoado e encorajado a viver em conformidade com a vida boa do Evangelho. E, para fazer com que o outro se sinta acolhido, amado, perdoado e encorajado, a Igreja deve manter as suas portas abertas, a fim de que todos possam entrar. E nós temos de sair através de tais portas e anunciar o Evangelho.

Papa Francisco Audiência geral de 12/6/2013 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana)

Santo do Dia