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Liturgia diária

Sábado da 6ª semana do Tempo Comum

Sábado, 19 De Fevereiro Cor litúrgica: Verde

3,1-10.

1 Meus irmãos: Não queirais ser todos mestres, pois sabeis que estamos sujeitos a sentença mais severa,
2 porque todos nós caímos em muitas faltas. Aquele que não peca nas palavras é realmente um homem perfeito, capaz de dominar todo o corpo.
3 Se pusermos um freio na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, podemos dirigir todo o seu corpo.
4 Vede também os navios: embora sejam de grande envergadura e impelidos por ventos impetuosos, são manobrados por um pequeno leme, ao sabor da vontade do piloto.
5 Assim também é a língua: não passa de um pequeno membro; contudo, pode gloriar-se de grandes coisas. Vede como uma pequena faúlha incendeia uma grande floresta.
6 Também a língua é fogo, um mundo de maldade. A língua, que é um dos nossos membros, contamina o corpo inteiro e abrasa toda a nossa existência com o seu fogo infernal.
7 Os animais ferozes, as aves, os répteis e os animais marinhos podem ser e têm sido dominados pela raça humana;
8 mas a língua, ninguém a pode dominar. Flagelo sem repouso, está cheia de um veneno que mata.
9 Com ela bendizemos o Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, criados à imagem de Deus.
10 Da mesma boca saem a bênção e a maldição. Isto, meus irmãos, não devia ser assim.

12(11),2-3.4-5.7-8.

2 Socorro, Senhor: não há quem seja fiel,
a lealdade desapareceu de entre os homens.
3 Dizem mentiras uns aos outros,
falam com adulação na boca e duplicidade no coração.

4 Retalhe o Senhor todos os lábios enganadores,
a língua que fala com arrogância,
5 aqueles que dizem: «Venceremos com a língua,
os nossos lábios nos defenderão:
quem será senhor de nós?».

7 As palavras do Senhor são sinceras,
prata limpa no crisol, sete vezes purificada.
8 Vós nos guardareis, Senhor,
e defendereis para sempre dessa geração.

9,2-13.

2 Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles.
3 As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que nenhum lavadeiro sobre a Terra as poderia assim branquear.
4 Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus.
5 Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias».
6 Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados.
7 Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O».
8 De repente, olhando em redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus, sozinho com eles.
9 Ao descerem do monte, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, enquanto o Filho do homem não ressuscitasse dos mortos.
10 Eles guardaram a recomendação, mas perguntavam entre si o que seria ressuscitar dos mortos.
11 E perguntaram a Jesus: «Porque dizem os escribas que primeiro tem de vir Elias?».
12 Jesus respondeu-lhes: «É certo que Elias vem primeiro para restaurar todas as coisas. Mas então como é que está escrito, a respeito do Filho do homem, que tem de sofrer muito e ser desprezado?
13 Pois bem. Eu vos digo que Elias já veio; e fizeram-lhe tudo o que quiseram, como está escrito a respeito dele».

Comentário ao Evangelho

Contemplar e seguir o Transfigurado

Jesus chama continuamente a Si novos discípulos, homens e mulheres, para lhes comunicar, mediante a efusão do Espírito (cf Rom 5,5), a ágape divina, o seu modo de amar, estimulando-os assim a servirem os outros, no humilde dom de si próprios, sem cálculos interesseiros. A Pedro, que, extasiado no resplendor da Transfiguração, exclama: «Senhor, é bom estarmos aqui» (Mt 17, 4), é dirigido o convite a regressar às estradas do mundo, para continuar a servir o Reino de Deus:

«Desce, Pedro! Desejavas repousar no monte. Desce! Prega a palavra de Deus, insiste a todo o momento, oportuna e inoportunamente, repreende, exorta, encoraja com toda a paciência e doutrina. Trabalha, não olhes a canseiras nem rejeites dores ou suplícios, a fim de que, pela candura e beleza das boas obras, possuas na caridade o que as vestes brancas do Senhor simbolizam» (Santo Agostinho, Sermão 78,6).

O olhar fixo no rosto do Senhor não diminui no apóstolo o empenho a favor do homem; pelo contrário, reforça-o, dotando-o de nova capacidade de influir na história, para a libertar de tudo quanto a deforma.

São João Paulo II (1920-2005) papa Exortação apostólica «Vida consagrada»

Santo do Dia