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Liturgia diária

Sábado da 4ª semana do Tempo Comum

Sábado, 5 De Fevereiro Cor litúrgica: Verde

3,4-13.

4 Naqueles dias o rei Salomão foi oferecer sacrifícios a Gabaon, porque era o principal dos altos lugares sagrados; Salomão ofereceu mil holocaustos sobre aquele altar.
5 Em Gabaon, durante a noite, o Senhor apareceu em sonhos a Salomão e disse-lhe: «Pede-Me o que quiseres».
6 Salomão respondeu: «Vós manifestastes grande benevolência para com o vosso servo David, meu pai, porque ele andou na vossa presença com fidelidade, justiça e retidão de coração. Mantivestes com ele tão grande benevolência que lhe destes um filho para suceder no seu trono, como acontece neste dia.
7 Salomão respondeu: «Senhor, meu Deus, Vós fizestes reinar o vosso servo em lugar do meu pai David, e eu sou muito novo e não sei como proceder.
8 Este vosso servo está no meio do povo escolhido, um povo imenso, inumerável, que não se pode contar nem calcular.
9 Dai, portanto, ao vosso servo um coração inteligente, para governar o vosso povo, para saber distinguir o bem do mal; pois, quem poderia governar este vosso povo tão numeroso?».
10 Agradou ao Senhor esta súplica de Salomão
11 e disse-lhe: «Porque foi este o teu pedido, e já que não pediste longa vida, nem riqueza, nem a morte dos teus inimigos, mas sabedoria para praticar a justiça,
12 vou satisfazer o teu desejo. Dou-te um coração sábio e esclarecido, como nunca houve antes de ti nem haverá depois de ti».
13 Dar-te-ei também o que não pediste: dou-te riqueza e glória, de modo que, durante a tua vida, não haverá, entre os reis, ninguém como tu».

119(118),9.10.11.12.13.14.

9 Como há de o jovem manter puro o seu caminho?
Guardando as vossas palavras.
10 De todo o coração Vos procuro,
não me deixeis afastar dos vossos mandamentos.

11 Conservo a vossa palavra dentro do coração,
para não pecar contra Vós.
12 Bendito sejais, Senhor,
ensinai-me os vossos decretos.

13 Enuncio com os meus lábios
todos os juízos da vossa boca.
14 Sinto mais alegria em seguir as vossas ordens
do que em todas as riquezas.

6,30-34.

30 Naquele tempo, os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado.
31 Então Jesus disse-lhes: «Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco». De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir que eles nem tinham tempo de comer.
32 Partiram, então, de barco para um lugar isolado, sem mais ninguém.
33 Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam; e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar e chegaram lá primeiro que eles.
34 Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se de toda aquela gente, porque eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.

Comentário ao Evangelho

«Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco»

Se a tua vida e a tua sabedoria são apenas ação, sem nada reservares à reflexão e à meditação, queres que te elogie? Não, nisso não posso elogiar-te. E julgo que ninguém te elogiará, pelo menos se tiver em conta estas palavras de Salomão: «Quem limitar os seus atos, terá a sabedoria» (Ecli 38,25). Pois a ação tem de ser precedida pela reflexão.

Aliás, se queres dar-te por inteiro a todos, a exemplo daquele que Se fez tudo para todos, elogiarei a tua humanidade, mas só se ela for plena e total; e como poderá sê-lo se dela te excluis? Tu és homem. Por isso, para que a tua humanidade seja plena e total, deves incluir-te na abertura do coração que reservas a todos. Se assim não for, de que te servirá, como diz o Senhor, ganhar todos os homens se tu próprio te perderes? Mas, sendo tu o bem de todos, sê tu próprio um daqueles que o possuem, pois de outra maneira serias o único a ser privado desse favor. Até quando se afastará o teu espírito sem regressar a ti? Até quando deixarás de te receber a ti mesmo? Dás-te aos sábios e aos ignorantes, e recusas-te a ti próprio? [...]

Sim, que as tuas águas se expandam, que os homens e os rebanhos acalmem a sua sede; dá de beber até aos camelos do servo de Abraão. Mas bebe, tu também, da água que jorra do teu poço. [...] Recorda-te, pois, não digo sempre, nem digo muitas vezes, mas ao menos de vez em quando, de voltar a ti próprio. Entre muitos outros, ou mesmo depois de muitos outros, recorre aos teus próprios serviços.

São Bernardo (1091-1153) monge cisterciense, doutor da Igreja De consideratione I, 5, 6

Santo do Dia