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Liturgia diária

Quinta-feira da 3ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 27 De Janeiro Cor litúrgica: Verde

7,18-19.24-29.

18 Depois de o profeta Natã ter comunicado a David as palavras da revelação divina, o rei apresentou-se diante do Senhor e disse: «Quem sou eu, Senhor Deus, e quem é a minha casa, para me terdes feito chegar até aqui?
19 E como se isso fosse ainda pouco a vossos olhos, Senhor Deus, estendestes as vossas promessas à casa do vosso servo para os tempos futuros.
24 Estabelecestes solidamente Israel para ser o vosso povo para sempre e Vós, Senhor, Vos tornastes o seu Deus.
25 Agora, Senhor Deus, confirmai para sempre a promessa que fizestes ao vosso servo e à sua casa e fazei segundo a vossa palavra.
26 Seja sempre exaltado o vosso nome com estas palavras: "O Senhor do Universo é o Deus de Israel"; e a casa do vosso servo David permaneça firme diante de Vós.
27 Fostes Vós, Senhor do Universo, Deus de Israel, que fizestes esta revelação ao vosso servo: "Eu te edificarei uma casa". Por isso ousou o vosso servo dirigir-Vos esta oração.
28 Senhor, Vós que sois Deus e dizeis palavras de verdade, fizestes esta admirável promessa ao vosso servo.
29 Agora dignai-Vos abençoar a casa do vosso servo, para que ela permaneça sempre diante de Vós, porque Vós falastes, Senhor Deus, e é pela vossa bênção que a casa do vosso servo será abençoada para sempre».

132(131),1-2.3-5.11.12.13-14.

1 Lembrai-Vos de David, Senhor,
e da sua grande piedade,
2 como fez um voto ao Senhor,
um voto ao Deus de Jacob:

3 «Não entrarei na minha tenda,
nem repousarei no meu leito,
4 não deixarei dormir os meus olhos,
nem descansar as minhas pálpebras,
5 enquanto não encontrar um lugar para o Senhor,
um santuário para o Deus de Jacob».

11 O Senhor fez um juramento a David
e não voltará atrás:
«Colocarei no teu trono
um descendente da tua família.

12 «Se os teus filhos guardarem a minha aliança
e forem fiéis às ordens que lhes dei,
também os seus filhos
se sentarão para sempre no teu trono».

13 O Senhor escolheu Sião,
preferiu-a para sua morada:
14 «É este para sempre o lugar do meu repouso,
aqui habitarei, porque o escolhi».

4,21-25.

21 Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Quem traz uma lâmpada para a pôr debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não se traz para ser posta no candelabro?
22 Porque nada há escondido que não venha a descobrir-se, nem oculto que não apareça à luz do dia.
23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça».
24 Disse-lhes também: «Prestai atenção ao que ouvis: Com a medida com que medirdes vos será medido e ainda vos será acrescentado.
25 Pois àquele que tem, dar-se-lhe-á, mas àquele que não tem, até o que tem lhe será tirado».

Comentário ao Evangelho

«Prestai atenção ao que ouvis»

O Livro dos Provérbios pede ao discípulo da Sabedoria que se inscreva na escola da abelha, dizendo aos amantes da Sabedoria: olhai para a abelha, vede como é laboriosa e o respeito que atrai para o seu trabalho; reis e súbditos usam os seus produtos para conservar a saúde do corpo. E acrescenta que a abelha é procurada e estimada por todos, que é desprovida de força, mas ama a sabedoria, e, por causa disso, é dada como exemplo de vida a quantos procuram a virtude: «Foi respeitada porque amou a Sabedoria» (Prov 6,8,LXX).

Este texto aconselha-nos, pois, a não esquecermos nenhum ensinamento divino, mas sobrevoarmos a pradaria das palavras inspiradas, aproveitando o que puderem dar-nos para adquirirmos a Sabedoria, modelando em nós pedaços de cera e depositando no coração, qual colmeia, o produto desse trabalho, construindo na memória, quais alvéolos de cera, cofres onde possamos guardar todo o tipo de ensinamentos. Assim, à imitação da sábia abelha, cuja cera é doce e cujo nardo não fere, aplicar-nos-emos sem descanso à augusta tarefa das virtudes. Pois é um trabalho de peso conquistar, por meio das dores deste mundo, os bens eternos, e aplicar as próprias dores a favor de reis e súbditos, com vista à saúde da sua alma. Uma alma assim será procurada pelo Esposo e estimada pelos anjos; ela realiza a força na fraqueza, amando a Sabedoria.

Assim, a industriosa abelha dá-nos exemplo de ciência e de amor ao trabalho. Aliás, a repartição dos divinos carismas espirituais é feita na proporção do zelo posto no trabalho.

São Gregório de Nissa (c. 335-395) monge, bispo O raio de mel

Santo do Dia