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Liturgia diária

Sexta-feira da 2ª semana do Advento

Sexta-Feira, 10 De Dezembro Cor litúrgica: Roxo

48,17-19.

17 Eis o que diz o Senhor, o teu redentor, o Santo de Israel: «Eu sou o Senhor, teu Deus, que te ensino o que é para teu bem e te conduzo pelo caminho que deves seguir.
18 Se tivesses atendido às minhas ordens, a tua paz seria como um rio e a tua justiça como as ondas do mar.
19 A tua descendência seria como a areia e como os seus grãos a tua posteridade. Nunca o teu nome seria tirado nem riscado da minha presença».

1,1-2.3.4.6.

R/ Quem Vos segue, Senhor, terá a luz da vida.

1 Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
2 mas antes se compraz na lei do Senhor,
e nela medita dia e noite.

3 É como árvore plantada à beira das águas:
dá fruto a seu tempo
e sua folhagem não murcha.
Tudo quanto fizer será bem sucedido.

4 Bem diferente é a sorte dos ímpios:
são como palha que o vento leva.
6 O Senhor vela pelo caminho dos justos,
mas o caminho dos pecadores leva à perdição.

11,16-19.

16 Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «A quem poderei comparar esta geração? É como os meninos sentados nas praças, que se interpelam uns aos outros, dizendo:
17 “Tocámos flauta e não dançastes; entoámos lamentações e não chorastes”.
18 Veio João Batista, que não comia nem bebia, e dizem que tinha o demónio com ele.
19 Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizem: "É um glutão e um ébrio, amigo de publicanos e pecadores". Mas a sabedoria foi justificada pelas suas obras».

Comentário ao Evangelho

«A sabedoria foi justificada pelas suas obras»

Se, como afirma o Eclesiastes (3,1), há um tempo para cada coisa debaixo do sol - e «cada coisa» é tudo o que diz respeito à nossa vida -, estejamos atentos, procurando em cada momento o que convém a esse tempo.

Com efeito, é certo que, para aqueles que combatem, há um tempo para a impassibilidade e um tempo para o domínio das paixões [...]; há um tempo para as lágrimas e um tempo para a dureza de coração; um tempo para obedecer e um tempo para mandar; um tempo para jejuar e um tempo para nos sentarmos à mesa; um tempo para combater o corpo, nosso inimigo, e um tempo em que esse fogo morreu; um tempo de tempestade na alma e um tempo de acalmia do espírito; um tempo de tristeza no coração e um tempo de alegria espiritual; um tempo para ensinar e um tempo para ouvir; um tempo para as manchas, talvez por causa do nosso orgulho, e um tempo de purificação pela humildade; um tempo para o combate e um tempo de tréguas, longe do perigo; um tempo para o silêncio e um tempo para uma atividade sem distrações; um tempo para a oração continuada e um tempo para o serviço sincero.

Não nos deixemos, pois, mover por um zelo soberbo, que nos leve a procurar antes do tempo aquilo que virá a seu tempo. Ou seja, não procuremos no inverno o que pertence ao verão, no tempo da sementeira o que pertence ao tempo da colheita; porque há um tempo para semear trabalhos e um tempo para recolher os inefáveis dons da graça. De outra maneira, nem quando chegar o tempo receberemos o que é próprio desse tempo.

São João Clímaco (c. 575-c. 650) monge do Monte Sinai Escada Santa, 26.º degrau

Santo do Dia