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Liturgia diária

Quinta-feira da 34ª semana do Tempo Comum

Quinta-Feira, 25 De Novembro Cor litúrgica: Verde

6,12-28.

12 Naqueles dias, certos homens acorreram alvoroçados e encontraram Daniel a orar e a invocar o seu Deus.
13 Foram então à presença do rei e falaram-lhe assim a propósito da interdição real: «Não assinaste, ó rei, um interdito, segundo o qual todo aquele que, no prazo de trinta dias, fizesse oração a qualquer deus ou homem, exceto a ti, seria lançado na cova dos leões?». O rei tomou a palavra e respondeu: «Isso está decidido, segundo a lei dos medos e dos persas, que é irrevogável».
14 Então eles, tomando a palavra, disseram ao rei: «Daniel, um dos exilados de Judá, não te respeitou, ó rei, nem ao interdito que assinaste: ele faz três vezes por dia a sua oração».
15 Ao ouvir estas palavras, o rei ficou muito pesaroso. Decidiu em seu coração salvar Daniel e até ao pôr do sol esforçou-se por livrá-lo.
16 Mas aqueles homens reuniram-se em tumulto junto do rei e disseram-lhe: «Bem sabes, ó rei, que, segundo a lei dos medos e dos persas, nenhum interdito ou decreto promulgado pelo rei pode ser revogado».
17 Então o rei ordenou que trouxessem Daniel e o lançassem na cova dos leões. O rei dirigiu-se a Daniel e disse-lhe: «O teu Deus, a quem serves com tanta firmeza, te salvará».
18 Trouxeram uma pedra e colocaram-na à entrada da cova. O rei selou-a com o seu anel e com o anel dos seus dignitários, para que não se revogasse a sentença dada contra Daniel.
19 A seguir, voltou para o seu palácio e passou a noite em jejum; não admitiu as mulheres à sua presença e não pôde conciliar o sono.
20 Então o rei levantou-se de madrugada, ao romper do dia, e dirigiu-se ansiosamente à cova dos leões.
21 Aproximando-se da cova, gritou por Daniel com voz angustiada, falando-lhe desta maneira: «Daniel, servo do Deus vivo, o teu Deus, a quem serves com tanta firmeza, pôde livrar-te dos leões?».
22 Daniel respondeu ao rei: «Viva o rei para sempre!
23 O meu Deus enviou o seu anjo para fechar a boca dos leões e eles não me fizeram mal. Porque diante dele fui considerado inocente e diante de ti, ó rei, também não fiz nenhum mal».
24 Então o rei ficou muito contente e ordenou que tirassem Daniel da cova. Quando o retiraram da cova, não lhe encontraram qualquer beliscadura, porque ele tinha confiado no seu Deus.
25 O rei ordenou que trouxessem os homens que tinham denunciado Daniel e que os lançassem na cova dos leões, com seus filhos e mulheres. Ainda não tinham chegado ao fundo da cova, quando os leões se apoderaram deles e lhes trituraram todos os ossos.
26 Então o rei Dario enviou esta carta a todos os povos, nações e línguas que habitavam sobre a terra: «Paz e prosperidade!
27 Este é o decreto que promulgo: Em toda a extensão do meu reino, deve ser respeitado e temido o Deus de Daniel. Ele é o Deus vivo, que permanece para sempre; o seu reino jamais será destruído e o seu domínio não terá fim.
28 Ele salva e liberta, faz sinais e prodígios nos céus e na terra. Ele salvou Daniel da garra dos leões».

3,68.69.70.71.72.73.74.

R/ Louvai o Senhor, exaltai-O para sempre.

68 Orvalhos e gelos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.
69 Frios e aragens, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.
70 Gelos e neves, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.
71 Noites e dias, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.
72 Luz e trevas, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.
73 Relâmpagos e nuvens, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.
74 Bendiga a terra o Senhor,
louve-O e exalte-O para sempre.

21,20-28.

20 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando virdes Jerusalém cercada por exércitos, sabei que está próxima a sua devastação.
21 Então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes, os que estiverem dentro da cidade saiam para fora e os que estiverem nos campos não entrem na cidade.
22 Porque serão dias de castigo, nos quais deverá cumprir-se tudo o que está escrito.
23 Ai daquelas que estiverem para ser mães e das que andarem a amamentar nesses dias, porque haverá grande angústia na Terra e indignação contra este povo.
24 Cairão ao fio da espada, irão cativos para todas as nações, e Jerusalém será calcada pelos pagãos, até que aos pagãos chegue a sua hora.
25 Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na Terra, angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar.
26 Os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai suceder ao universo, pois as forças celestes serão abaladas.
27 Então hão de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória.
28 Quando estas coisas começarem a acontecer, erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima.

Comentário ao Evangelho

A vitória do Filho do homem, que veio e que vem

O que será a vinda de Cristo? A libertação da escravatura e a rejeição das antigas cadeias, o começo da liberdade e a honra da adoção, a fonte da remissão dos pecados e a vida verdadeiramente imortal para todos. Sendo o Verbo, Palavra de Deus, Ele viu-nos lá do alto tiranizados pela morte, enganados, atados pelos laços da decadência, levados por um caminho sem retorno, e veio tomar a natureza de Adão, o primeiro homem, segundo o desígnio do Pai. Não confiou aos anjos nem aos arcanjos a responsabilidade da nossa salvação, mas tomou a seu cargo o combate a nosso favor, obedecendo às ordens do Pai. [...] Reunindo e condensando em Si toda a grandeza da sua divindade, veio com a medida que quis [...]; pelo poder do Pai não perdeu o que tinha, mas, tomando o que não tinha, veio com as devidas limitações. [...]

Repara que Ele é o Senhor: «Disse o Senhor ao meu Senhor: "Senta-te à minha direita"» (Sl 109,1). [...] Vê que Ele é Filho: «Ele Me invocará, dizendo: "Tu és meu Pai", [...] e Eu farei dele o Primogénito» (Sl 88,27-28). [...] Observa também que Ele é Deus: «Os poderosos virão e prostrar-se-ão diante de Ti e Te suplicarão porque Deus está contigo» (Is 45,14). [...] Observa que Ele é o Rei eterno: «Um cetro de justiça é o teu cetro real. [...] Deus, o teu Deus, Te ungiu com o óleo da alegria» (Sl 44,7-8) [...]. Vê que Ele é Senhor das dominações: «Quem é Ele, esse Rei glorioso? É o Senhor do universo! É Ele o Rei glorioso» (Sl 23,10) [...] Repara também que Ele é sumo-sacerdote eterno: «Tu és sacerdote para sempre» (Sl 109,4). Mas se Ele é Senhor e Deus, Filho e Rei, Senhor e sumo-sacerdote eterno, quando assim entendeu «tornou-Se homem também: quem poderá compreendê-lo?» (Jr 17,9 LXX) [...].

Foi como homem e Deus que este grande Jesus veio morar entre nós. [...] Revestiu-Se do nosso corpo miserável e morto; [...] curou-os das suas enfermidades, sarou cada uma das nossas doenças com o seu poder, para que se cumprisse a palavra: «Eu sou o Senhor. [...] Tomei-Te pela mão e fortaleci-Te. [...] Senhor é o meu nome. [...] E o último inimigo a ser destruído será a morte. [...] Onde está, ó morte, o teu aguilhão?» (cf Is 42,6; 1Cor 15,26.55).

Homilia grega do século IV Sobre a Santa Páscoa 44-48; PG 59, 743 (inspirada numa homilia perdida de Santo Hipólito)

Santo do Dia