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Liturgia diária

Sábado da 24ª semana do Tempo Comum

Sábado, 18 De Setembro Cor litúrgica: Verde

6,13-16.

13 Caríssimo: Ordeno-te na presença de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu testemunho da verdade diante de Pôncio Pilatos:
14 Guarda o mandamento do Senhor, sem mancha e acima de toda a censura, até à aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo,
15 a qual manifestará a seu tempo o venturoso e único soberano, Rei dos reis e Senhor dos senhores,
16 o único que possui a imortalidade e habita uma luz inacessível, que nenhum homem viu nem pode ver. A Ele a honra e o poder eterno. Ámen.

100(99),2.3.4.5.

R/ Vinde à presença do Senhor com cânticos de alegria.

2 Aclamai o Senhor, Terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo.

3 Sabei que o Senhor é Deus,
Ele nos fez, a Ele pertencemos,
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

4 Entrai pelas suas portas, dando graças,
penetrai em seus átrios com hinos de louvor,
glorificai-O, bendizei o seu nome.

5 Porque o Senhor é bom,
eterna é a sua misericórdia,
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.

8,4-15.

4 Naquele tempo, reuniu-se uma grande multidão, que vinha ter com Jesus de todas as cidades, e Ele falou-lhes por meio da seguinte parábola:
5 «O semeador saiu para semear a sua semente. Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho: foi calcada e as aves do céu comeram-na.
6 Outra parte caiu em terreno pedregoso: depois de ter nascido, secou por falta de humidade.
7 Outra parte caiu entre espinhos: os espinhos cresceram com ela e sufocaram-na.
8 Outra parte caiu em boa terra: nasceu e deu fruto cem por um». Dito isto, exclamou: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça».
9 Os discípulos perguntaram a Jesus o que significava aquela parábola
10 e Ele respondeu: «A vós foi concedido conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos outros serão apresentados só em parábolas, para que, ao olharem, não vejam, e, ao ouvirem, não entendam.
11 É este o sentido da parábola: A semente é a palavra de Deus.
12 Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem, mas depois vem o diabo tirar-lhes a palavra do coração, para que não acreditem e se salvem.
13 Os que estão em terreno pedregoso são aqueles que, ao ouvirem, acolhem a palavra com alegria, mas, como não têm raiz, acreditam por algum tempo e afastam-se quando chega a provação.
14 A semente que caiu entre espinhos são aqueles que ouviram, mas, sob o peso dos cuidados, da riqueza e dos prazeres da vida, sentem-se sufocados e não chegam a amadurecer.
15 A semente que caiu em boa terra são aqueles que ouviram a palavra com um coração nobre e generoso, a conservam e dão fruto pela sua perseverança».

Comentário ao Evangelho

«Outra parte caiu em boa terra»

Creio que é a Maria que o profeta Joel se dirige ao dizer: «Não temas, ó terra; canta e rejubila, porque o Senhor faz grandes coisas» (2,21). De facto, Maria é a terra: a terra onde Moisés, homem de Deus, recebeu ordem para tirar as sandálias dos pés (cf Ex 3,5), imagem da Lei que a graça virá substituir; a terra onde, pelo Espírito Santo, Se fixou Aquele de quem proclamamos que fundou «a Terra sobre bases sólidas» (Sl 103,5). Uma terra que, sem ter sido semeada, faz eclodir o fruto que dá alimento a todo o ser vivo (cf Sl 135,25). Uma terra onde não cresceu o espinheiro do pecado; pelo contrário, nela nasceu quem o arrancou de raiz. Terra, enfim, que não é maldita, como a primeira, de campos onde abundavam espinhos e abrolhos (cf Gn 3,18), mas sobre a qual repousa a bênção do Senhor, e que traz em seu seio um «fruto bendito», como diz o texto sagrado (Lc 1,42). [...]

Exulta pois, Maria, casa do Senhor, terra que Deus marcou com os seus passos [...]. Exulta, paraíso mais feliz que o jardim do Éden, onde germinou toda a virtude e onde cresceu a árvore da Vida.

São Teodoro Estudita (759-826) monge de Constantinopla Homilia 2 para a Natividade de Maria, 4, 7; PG 96, 683s

Santo do Dia