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Liturgia diária

Segunda-feira da 23ª semana do Tempo Comum

Segunda-Feira, 6 De Setembro Cor litúrgica: Verde

1,24-29.2,1-3.

24 Irmãos: Agora alegro-me com os sofrimentos que suporto por vós e completo na minha carne o que falta à paixão de Cristo, em benefício do seu corpo, que é a Igreja.
25 Dela me tornei ministro, em virtude do cargo que Deus me confiou a vosso respeito, isto é, anunciar-vos em plenitude a palavra de Deus,
26 o mistério que ficou oculto ao longo dos séculos e que foi agora manifestado aos seus santos.
27 Deus quis dar-lhes a conhecer em que consiste, entre os gentios, a glória inestimável deste mistério: Cristo no meio de vós, esperança da glória.
28 E nós O anunciamos, advertindo todos os homens e instruindo-os em toda a sabedoria, a fim de os apresentarmos todos perfeitos em Cristo.
29 É para isso que eu trabalho, combatendo com o apoio da sua força, que atua em mim poderosamente.
1 Quero que saibais como é grande a luta que sustento por vós, pelos de Laodiceia e por tantos outros que não me viram pessoalmente.
2 Luto para que os seus corações sejam confortados e, estreitamente unidos na caridade, alcancem em toda a sua riqueza a plenitude da inteligência, o conhecimento do mistério de Deus, que é Cristo,
3 no qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.

62(61),6-7.9.

R/ Em Deus está a minha salvação e a minha glória.

6 Só em Deus descansa a minha alma,
dele vem a minha esperança.
7 Ele é meu refúgio e salvação,
minha fortaleza: jamais serei abalado.

9 Povo de Deus,
em todo o tempo ponde nele a vossa confiança,
desafogai em sua presença os vossos corações.
Deus é o nosso refúgio.

6,6-11.

6 Naquele tempo, Jesus entrou numa sinagoga a um sábado e começou a ensinar. Estava lá um homem com a mão direita paralítica.
7 Os escribas e fariseus observavam Jesus, para verem se Ele ia curar ao sábado e encontrarem assim um pretexto para O acusarem.
8 Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse ao homem que tinha a mão paralítica: «Levanta-te e põe-te de pé, aí no meio». O homem levantou-se e ficou de pé.
9 Depois Jesus disse-lhes: «Eu pergunto-vos se é permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la».
10 Então olhou para todos à sua volta e disse ao homem: «Estende a mão». Ele assim fez e a mão ficou curada.
11 Os escribas e fariseus ficaram furiosos e começaram a falar entre si do que haviam de fazer a Jesus.

Comentário ao Evangelho

Uma cura ao Sábado, símbolo da conclusão da criação

Este mundo é muito bom, tal como foi feito e tal como o vemos, porque Deus assim o quer: quem poderá duvidar disso? Se a criação fosse desordenada, se o Universo evoluísse ao acaso, poderíamos pôr em causa esta afirmação. Mas, como o mundo foi feito com sabedoria e ciência, de modo racional e lógico, posto que foi ornado de toda a beleza, quem a ele preside e o organizou há de ser a Palavra de Deus, o seu Verbo, o seu Logos. […]

Sendo uma Palavra boa do Deus de bondade, esse Verbo deu ordem a todas as coisas, reunindo os contrários com os contrários para com eles formar uma só harmonia. É Ele, «poder e sabedoria de Deus» (1Cor 1,24), que faz girar o céu, que tem a Terra suspensa e que, sem que ela assente em nada, a mantém com a sua própria vontade (cf Heb 1,3). O Sol ilumina a Terra, que dele recebe a luz, e a lua recebe a sua medida da mesma luz; graças a ele, as águas ficam suspensas nas nuvens, as chuvas regam a terra, o mar mantém-se nos seus limites, a terra cobre-se de toda a espécie de plantas (cf Sl 103). […]

A razão de esta Palavra, Verbo de Deus, ter vindo até às criaturas é verdadeiramente admirável. […] A natureza dos seres criados é passageira, fraca, mortal; mas, sendo pela sua natureza bom e excelente, o Deus do Universo ama os homens. […] Assim, vendo que, entregue a si própria, toda a natureza criada se esvai e se dissolve, para evitar que isso aconteça e para que o Universo não regresse ao nada […], Deus não o abandona às flutuações da sua natureza. Na sua bondade, com o seu Verbo, governa e mantém toda a criação, […] que não sofre, portanto, o destino que teria se o Verbo não cuidasse dela, isto é, a aniquilação. «Ele é a imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criatura; porque foi nele que todas as coisas foram criadas, no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, […] tudo nele subsiste. […] Ele é a cabeça do corpo, que é a Igreja» (Col 1,15-18).

Santo Atanásio (295-373) bispo de Alexandria, doutor da Igreja Contra os pagãos, 40; SC 18

Santo do Dia