Liturgia diária
Quinta-feira da 21ª semana do Tempo Comum
3,7-13.
7 A vossa fé, irmãos, foi para nós um motivo de conforto no meio de todas as nossas angústias e tribulações.
8 Agora sentimo-nos reviver, porque estais firmes no Senhor.
9 Como poderemos agradecer a Deus por vós, por toda a alegria que nos destes diante do nosso Deus?
10 Noite e dia Lhe dirigimos as mais instantes súplicas, para que nos permita tornar a ver-vos e completar o que ainda falta à vossa fé.
11 Deus, nosso Pai, e Jesus, nosso Senhor, dirijam o nosso caminho para junto de vós.
12 O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos, assim como nós a temos tido para convosco.
13 O Senhor confirme os vossos corações numa santidade irrepreensível, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, nosso Senhor, com todos os santos.
90(89),3-4.12-13.14.17.
R/ Saciai-nos, Senhor, com a vossa bondade e exultaremos de alegria.
3 Vós reduzis o homem ao pó da terra
e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».
4 Mil anos a vossos olhos
são como o dia de ontem que passou
e como uma vigília da noite.
12 Ensinai-nos a contar os nossos dias,
para chegarmos à sabedoria do coração.
13 Voltai, Senhor! Até quando...
Tende piedade dos vossos servos.
14 Saciai-nos desde a manhã com a vossa bondade,
para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.
17 Desça sobre nós a graça do Senhor,
confirmai em nosso favor a obra das nossas mãos.
24,42-51.
42 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.
43 Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa.
44 Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem.
45 Quem é o servo fiel e prudente, que o senhor pôs à frente da sua casa, para lhe dar o alimento em tempo oportuno?
46 Feliz aquele servo que o senhor, ao chegar, encontrar procedendo assim.
47 Em verdade vos digo que lhe confiará a administração de todos os seus bens.
48 Mas se o servo for mau e disser consigo: "O meu senhor demora-se",
49 e começar a espancar os companheiros e a comer e beber com os ébrios,
50 quando o senhor daquele servo chegar, em dia que ele não espera e à hora que ele não pensa,
51 expulsá-lo-á e lhe dará a sorte dos hipócritas. Aí haverá choro e ranger de dentes».
Comentário ao Evangelho
Pela oração, vigiar à espera de Deus
Para rezar, não são precisos gestos, nem gritos, nem silêncio, nem genuflexões. A nossa oração, ao mesmo tempo sábia e fervorosa, deve ser uma espera de Deus, até que Ele venha visitar a nossa alma por todas as suas vias de acesso, por todos os seus caminhos, por todos os seus sentidos. Demos tréguas aos nossos silêncios, aos nossos gemidos, aos nossos soluços: não procuremos na oração senão o abraço apertado de Deus.
Não é verdade que, no trabalho, empregamos todo o nosso corpo num mesmo esforço? Não colaboram nisso todos os nossos membros? Pois que também a nossa alma se consagre toda à oração e ao amor do Senhor; que não se deixe distrair nem bloquear com pensamentos; que toda ela seja espera de Cristo. Então, Cristo iluminá-la-á, ensinar-lhe-á a verdadeira oração, conceder-lhe-á a súplica pura e espiritual de acordo com a vontade de Deus, a adoração «em espírito e verdade» (Jo 4,24).
Quem exerce um comércio não procura apenas ter lucro; também se esforça, por todos os meios, por aumentá-lo e acrescentá-lo: empreende novas viagens e renuncia às que lhe parecem não trazer proveito; só parte com a esperança de um negócio. Como ele, saibamos também conduzir a nossa alma pelos caminhos mais diversos e mais oportunos, e adquiriremos, oh ganho supremo e verdadeiro, esse Deus que nos ensina a rezar na verdade.
O Senhor repousa numa alma fervorosa, faz dela o seu trono de glória, ali Se senta e ali permanece.
Santo do Dia
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